Vacina da hepatite B: quem deve tomar e quando?
A hepatite B é uma doença infecciosa que afeta o fígado. Administrada logo a seguir ao nascimento, ajuda a reduzir o risco de infeção. Saiba quem deve ser vacinado, quando são administradas as doses e quais os efeitos secundários mais comuns.
Causada pelo vírus VHB, a hepatite B é uma doença infecciosa, de notificação obrigatória, que afeta o fígado. A infeção pode manifestar-se de forma aguda ou tornar-se crónica. Quando evolui para uma forma crónica, pode provocar complicações graves, como cirrose hepática e cancro do fígado.
A vacina contra a hepatite B, integrada no Programa Nacional de Vacinação, é recomendada logo a seguir ao nascimento. Além de reduzir o risco de infeção, a vacinação contribui para diminuir os casos de cancro do fígado.
O que é e como se transmite a hepatite B?
A hepatite B é uma doença causada pelo vírus VHB, da família Hepadnaviridae, que ataca o fígado. Trata-se de uma infeção que pode provocar doença aguda ou evoluir para uma forma crónica. Em cerca de 5% dos casos em adultos, a infeção torna-se crónica, aumentando o risco de complicações graves, como cirrose hepática e cancro do fígado.
O vírus transmite-se através do sangue e de outros fluidos corporais infetados, como o sémen. A transmissão também pode ocorrer de forma vertical, ou seja, de mãe para filho durante ou imediatamente após o parto. O vírus pode ainda sobreviver em superfícies durante pelo menos sete dias, podendo ser transmitido através de objetos contaminados.
Quais são os sintomas?
A infeção aguda é, na maioria dos casos, assintomática. Quando presentes, os sintomas podem incluir febre, fadiga, náuseas, vómitos, anorexia, icterícia e amarelecimento da pele e dos olhos. Em casos mais raros, pode ocorrer hepatite fulminante, frequentemente fatal.
A hepatite B é uma doença evitável?
Quando deve ser administrada a vacina?
A vacina, integrada no Programa Nacional de Vacinação, é recomendada em três doses.
- 1.ª dose: logo após o nascimento, ainda na maternidade ou hospital;
- 2.ª dose: aos 2 meses;
- 3.ª dose: aos 6 meses.
A eficácia da vacina depende da administração de todas as doses recomendadas.
Além de reduzir o risco de infeção, o impacto da vacinação assume um papel fundamental ao nível da prevenção do cancro hepatocelular, o tipo mais comum de cancro do fígado.
Quais as reações adversas à vacina?
- febre;
- dor de cabeça;
- irritabilidade;
- cansaço;
- náuseas;
- vómitos;
- diarreia;
- dor abdominal ou perda de apetite.
Regra geral, as reações adversas graves são raras.
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