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Vacinas: como funcionam e por que são importantes?

As vacinas protegem contra certas doenças infecciosas através do estímulo da produção de anticorpos. Ajudam a impedir a transmissão destas doenças na comunidade, o que as torna num dos maiores avanços da medicina moderna.  

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27 outubro 2026
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As vacinas protegem contra determinadas doenças infecciosas ao estimular o sistema imunitário a produzir uma resposta de defesa. Trata-se de uma forma eficaz e segura de prevenir doenças transmissíveis. 

A importância da vacinação ultrapassa a proteção individual. Anualmente, o ato de vacinar previne milhões de mortes e contribui para reduzir a circulação de doenças na comunidade. Quanto maior for a proporção de pessoas vacinadas, mais difícil pode ser a disseminação de alguns agentes infeciosos, contribuindo também para proteger pessoas que nem sempre podem ser vacinadas, como crianças, grávidas, idosos e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido.

O que são as vacinas e para que servem?

As vacinas são medicamentos que estimulam o sistema imunitário a proteger-se contra determinadas doenças. Podem conter microrganismos enfraquecidos ou inativados, partes destes ou outros constituintes que permitem ao sistema imunitário reconhecer o agente causador da doença.

Após a vacinação, o sistema imunitário desenvolve uma resposta de defesa. Desta forma, quando a pessoa entra posteriormente em contacto com o agente causador da doença, o organismo consegue responder de forma mais rápida e eficaz.

As vacinas são desenvolvidas para não provocarem a doença que pretendem prevenir. Permitem desenvolver uma resposta imunitária semelhante à que ocorreria perante uma infeção natural, sem expor a pessoa aos riscos da doença e das suas possíveis complicações. Podem, contudo, causar efeitos secundários, que, geralmente, são ligeiros e temporários.

O que é o Programa Nacional de Vacinação?

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é um programa universal e gratuito, destinado a proteger a população contra doenças com maior potencial para constituírem ameaças à saúde pública e individual e para as quais existe proteção eficaz através da vacinação.

Como atuam as vacinas no sistema imunitário?

Quando uma vacina é administrada, estimula o sistema imunitário a desenvolver uma resposta de defesa. A vacinação estimula o sistema imunitário a:

  • reconhecer o agente infecioso (vírus ou bactéria) ou os seus componentes;
  • produzir anticorpos (proteínas produzidas naturalmente pelo sistema imunitário para combater uma infeção) e outras defesas capazes de ajudar a combater a doença;
  • criar memória imunitária, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz numa exposição posterior ao agente.

Desta forma, o organismo fica mais preparado para responder caso entre em contacto com o agente infecioso.

Quanto tempo dura a proteção?

A duração da proteção de cada vacina é variável. Na maioria dos casos, pode prolongar-se durante muitos anos ou por toda a vida. Noutros, podem ser necessárias várias doses de reforço para manter a proteção ao longo do tempo.

O que são vacinas de vírus atenuado e vacinas inativadas?

Entre os vários tipos de vacinas, encontram-se aquelas que utilizam microrganismos vivos atenuados e as que utilizam microrganismos inativados ou componentes destes.

  • As vacinas vivas atenuadas utilizam uma versão enfraquecida ou atenuada do microrganismo vivo (bactéria ou vírus). É o caso, por exemplo, da vacina BCG. 
  • As vacinas inativadas são desenvolvidas a partir de um vírus ou bactéria morto. Podem conter o microrganismo completo ou apenas parte deste. A vacina contra a gripe é um exemplo.

A escolha do tipo de vacina depende da doença, do agente infecioso, da tecnologia disponível e das características das pessoas a vacinar.

Que reações adversas podem surgir depois da vacinação? 

Como qualquer outro medicamento, as vacinas também podem provocar efeitos secundários. Geralmente, são ligeiros e passageiros. 

Os efeitos secundários mais frequentes são:

  • dor, inchaço, vermelhidão ou sensibilidade no local da injeção;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • febre ligeira ou moderada;
  • mal-estar ligeiro.

Quando se deve procurar ajuda médica?

Estas manifestações tendem a desaparecer sem necessidade de tratamento. Para aliviar o desconforto local, pode ser aplicada uma fonte de frio, como gelo protegido por um pano. A utilização de medicamentos para aliviar sintomas deve ser orientada por um profissional de saúde, como o responsável pela vacinação, um médico ou um farmacêutico.

Quais os sinais de alerta?

As complicações mais severas, como as reações anafiláticas graves, são muito raras, mas requerem assistência médica urgente. Entre os sinais de alerta encontram-se:

  • inchaço do rosto;
  • dificuldade em respirar;
  • pressão arterial baixa;
  • prostração;
  • alterações do ritmo cardíaco;
  • perda de consciência.

Perante sinais de reação anafilática grave, ligue para o 112 ou dirija-se a uma urgência hospitalar. Se suspeitar de uma reação adversa relacionada com uma vacina, pode notificá-la ao Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF). A notificação pode ser feita através do Portal RAM – Notificação de Reações Adversas a Medicamentos, do Infarmed. Se possível, informe também o médico ou enfermeiro que o acompanha e o profissional responsável pela vacinação.

O que acontece nas escolas quando há alunos com vacinas em falta?

As escolas devem comunicar ao delegado de saúde da área do estabelecimento se houver alunos cuja vacinação recomendada não esteja atualizada de acordo com o PNV, nos termos da regulamentação aplicável. O objetivo é permitir que os serviços de saúde promovam o aconselhamento e o esclarecimento dos alunos e dos encarregados de educação e sensibilizem para a importância da vacinação.

Se existir dúvida sobre a situação vacinal de uma criança, o primeiro passo é confirmar o respetivo registo de vacinação e contactar a unidade de saúde responsável pelo acompanhamento.

Perguntas frequentes

A vacinação é igual para todas as pessoas?

Não necessariamente. O  PNV estabelece as vacinas recomendadas e as idades ou os momentos em que devem ser administradas, de acordo com as diferentes fases da vida. No entanto, algumas situações específicas podem exigir adaptações ao esquema de vacinação geral, como acontece, por exemplo, em pessoas com o sistema imunitário enfraquecido. Nesses casos, o plano deve ser ajustado às características e necessidades de cada pessoa, com orientação dos profissionais de saúde.

O que é a imunização?

A imunização é o processo pelo qual uma pessoa adquire proteção contra uma determinada doença. A imunidade pode ser adquirida de forma ativa ou passiva. A imunidade ativa resulta da resposta do próprio sistema imunitário após o contacto com um agente infecioso ou com os seus componentes. Pode ser adquirida naturalmente, na sequência de uma infeção, ou através da vacinação, que estimula o organismo a desenvolver uma resposta imunitária sem ser necessário passar pela doença. Já a imunidade passiva resulta da transferência de anticorpos produzidos por outra pessoa ou organismo. Durante a gravidez, por exemplo, a mãe transfere anticorpos para o feto através da placenta. Alguns anticorpos também podem ser transferidos através do leite materno.

Onde posso confirmar se uma recomendação de vacinação foi alterada?

As recomendações podem ser atualizadas. Em Portugal, deve consultar a informação mais recente disponibilizada pela DGS, nomeadamente o PNV e as respetivas normas e orientações. Também pode esclarecer dúvidas junto do seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. 

Por que existem vacinas administradas em várias doses?

Algumas vacinas precisam de mais do que uma dose para proporcionar uma resposta imunitária adequada e uma proteção duradoura. Por essa razão, o esquema de vacinação pode incluir várias doses, dadas em momentos diferentes, para manter a proteção ao longo do tempo. É importante cumprir o esquema recomendado para assegurar a proteção prevista.

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