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Vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa: quando tomar?

A vacinação contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa deve começar na infância, mas a proteção contra algumas destas doenças prolonga-se através de reforços ao longo da vida. Saiba como manter o esquema vacinal atualizado.

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27 outubro 2026
Difteria, tétano e tosse convulsa

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A vacinação contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTPa) está contemplada no Programa Nacional de Vacinação (PNV), com doses previstas desde a infância. Ao longo da vida, são também necessários reforços contra o tétano e a difteria. O intervalo entre estas doses depende da idade.

Na idade adulta, a referência é a data em que foi administrada a dose anterior. Entre os 18 e os 65 anos a dose seguinte deve ser administrada com um intervalo de 20 anos. A partir dos 65 anos, recomenda-se a vacinação quando passaram 10 anos ou mais desde a última dose, seguindo-se reforços de 10 em 10 anos.

O que são a difteria, o tétano e a tosse convulsa?

A difteria, o tétano e a tosse convulsa são doenças causadas por bactérias, que podem provocar complicações graves.

A difteria é uma doença aguda contagiosa, de notificação obrigatória, causada pela ação da toxina diftérica produzida pelas bactérias Corynebacterium diphtheriae, Corynebacterium ulcerans e, mais raramente, pela Corynebacterium pseudotuberculosis. Afeta sobretudo as vias respiratórias superiores. Entre as complicações mais graves estão a obstrução das vias respiratórias e a falência cardíaca e renal.

O tétano é uma doença aguda grave, de notificação obrigatória, causada pela ação da neurotoxina da bactéria Clostridium tetani.  Os sintomas da doença incluem espasmos musculares, cãibras e convulsões.

A tosse convulsa (também designada por tosse coqueluche ou pertussis) é uma doença respiratória altamente contagiosa, de notificação obrigatória, causada pela bactéria Berdetella pertússis. Afeta o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). 

Como se transmitem?

A difteria transmite-se através de gotículas de saliva libertadas pelo espirro ou pela tosse ou ainda pelo contacto direto com feridas ou úlceras abertas. A transmissão por contacto indireto com objetos contaminados é menos frequente. 

O tétano transmite-se pela contaminação de qualquer tipo de ferida com esporo da bactéria, que se encontra no meio ambiente.

A tosse convulsa transmite-se através de gotículas de saliva expelidas ao espirrar ou tossir e também pode ser transmitida pelo contacto com objetos contaminados com secreções do doente.

Quando é dada a vacina combinada (DTPa)?

No PNV, está contemplada a administração da vacina DTPa, contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa. A vacinação permite prevenir estas três doenças através de uma vacina combinada, integrada no esquema de vacinação infantil. O esquema vacinal inclui cinco doses.

  • Três doses, aos 2, 4 e 6 meses (primovacinação);
  • duas doses de reforço aos 18 meses (4.ª dose) e aos cinco anos (5.ª dose).

As crianças de qualquer idade que tiveram tosse convulsa podem e devem ser vacinadas após a cura, iniciando ou completando os esquemas recomendados para a sua idade, uma vez que a doença pode não levar a uma imunidade duradoura.

Porque são vacinadas as grávidas contra o tétano, a difteria e a tosse convulsa (Tdpa)?

A vacina Tdpa pode ser dada a grávidas, para proteger passivamente o recém-nascido e o lactente contra a tosse convulsa nas primeiras semanas de vida. É administrada uma dose única em cada gravidez, independentemente de história anterior da doença e do estado vacinal. 

A vacina deve ser administrada entre as 20 e as 36 semanas de gestação, após a ecografia morfológica (recomendada entre as 20 e as 22 semanas + 6 dias) e, idealmente, até às 32 semanas. A idade gestacional é comprovada através de apresentação do Boletim de Saúde da Grávida, de declaração médica ou por consulta da informação clínica. 

Como saber se o reforço está em dia?

Se não souber quando recebeu a última dose, consulte o seu registo de vacinação no boletim de vacinas físico ou no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ao longo da vida, recomendam-se as vacinas contra o tétano e difteria (vacina Td), dependendo do número de doses anteriores e da idade. 

Os adultos que nunca foram vacinados contra o tétano e difteria, cujo estado vacinal se desconheça ou com a primovacinação incompleta, devem ser vacinados até completarem três doses de Td (primovacinação), recomendando-se um intervalo de quatro a seis semanas entre a primeira e a segunda doses, de 6 a 12 meses entre a segunda e a terceira doses e a continuação dos reforços, ao longo da vida. 

Para os reforços da Td, devem ser aplicados os intervalos recomendados entre doses, de acordo com a idade, tendo como referência a data de administração da dose anterior.

  • Entre os 18 e os 65 anos, o intervalo é de 20 anos;
  • a partir dos 65 anos, deve ser considerada a vacinação quando passaram 10 anos ou mais desde a última dose;
  • depois dos 65 anos, os reforços são administrados de 10 em 10 anos.

A vacinação de grupos de risco, como pessoas com alterações imunitárias, deve ser efetuada sob orientação e prescrição do médico assistente, com base na possível necessidade de estabelecer esquemas personalizados.

Quais são os efeitos secundários mais comuns?

Dor ao movimentar o braço, vermelhidão e inchaço no local da injeção. Podem também ocorrer febre, dor de cabeça, cansaço, arrepios, mal-estar geral, náuseas, vómitos, diarreia, dor de estômago e dores nas articulações. As reações adversas graves são raras ou muito raras. 

 

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