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Reforço sazonal da vacina da covid-19: para quem?

Nem todas as pessoas têm recomendação das autoridades de saúde nacionais para receberem o reforço sazonal da vacina contra a covid-19. Veja quem está incluído e porque tem indicação para se vacinar. 

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22 setembro 2026
Pessoa com cabelo curto grisalho sentada num sofá, com penso adesivo no braço após vacinação.

iStock

O reforço da vacina contra a covid-19 está recomendado para alguns grupos, tais como pessoas com 70 anos ou mais, grávidas e alguns grupos profissionais. A determinação da Direção-Geral da Saúde para a administração da vacina a estes grupos tem por base o risco de doença grave, hospitalização e morte por covid-19.

Na campanha de vacinação sazonal 2026-2027, a vacina Comirnaty XFG integra a estratégia nacional de vacinação contra a covid-19, sendo disponibilizada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nas apresentações:

  • Comirnaty XFG de 30 µg, indicada para pessoas com idade igual ou superior a 12 anos;
  • Comirnaty XFG de 10 µg, indicada para crianças com idade compreendida entre os 6 meses e os 11 anos de idade.

A vacina Bimervax, por outro lado, está indicada para pessoas com contraindicação, intolerância ou reação adversa grave prévia a vacinas de mRNA, antecedentes de miocardite ou pericardite temporalmente associados à sua administração ou recusa persistente desta plataforma vacinal.

Nas pessoas que já completaram esquema vacinal primário contra a covid-19, quando exista indicação para vacinação sazonal outono-inverno 2026-2027, deverá ser respeitado um intervalo mínimo de três meses após a dose mais recente de uma vacina contra a covid-19. Após infeção por SARS-CoV-2, recomenda-se um intervalo de, pelo menos, três meses antes da administração de uma nova dose de vacina contra a covid-19.

Porquê vacinar-se contra a covid-19?

A vacinação contra a covid-19 é recomendada para maximizar a proteção das populações mais vulneráveis, prevenir a doença grave, a hospitalização e a morte por covid-19.

Quem tem indicação para receber a dose de reforço da vacina?

A vacinação sazonal contra a covid-19 está recomendada aos seguintes grupos-alvo:

  • pessoas com idade igual ou superior a 70 anos;
  • pessoas com idade igual ou superior a 6 meses com condições de imunossupressão moderada ou grave;
    pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com patologias de risco para covid-19 grave;
  • pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com fragilidade moderada ou grave, isto é, com limitação funcional significativa, dependência parcial ou total nas atividades de vida diária ou perda relevante de autonomia;
  • pessoas com multimorbilidade, em idade adulta ou pediátrica.
  • grávidas;
  • pessoas residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) ou em unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) ou outras estruturas similares associadas a maior vulnerabilidade clínica individual ou coletiva;
  • reclusos nos estabelecimentos prisionais;
  • pessoas em situação de sem-abrigo e respetivos profissionais de apoio;
  • profissionais de saúde com fatores de risco individuais associados a maior risco de doença grave, que prestem cuidados diretos e regulares a grupos populacionais particularmente vulneráveis, nomeadamente pessoas com imunossupressão moderada ou grave, pessoas em diálise, pessoas com doença respiratória crónica grave ou residentes em estruturas de institucionalização. A vacinação poderá ainda ser disponibilizada aos restantes profissionais da saúde que pretendam ser vacinados, privilegiando-se, durante o período de outono-inverno, aqueles que exerçam funções em contextos de maior pressão assistência;
  • profissionais dos serviços centrais e regionais do Ministério da Saúde;
  • profissionais da distribuição farmacêutica;
  • profissionais que exerçam funções em farmácias comunitárias que participam na campanha de vacinação sazonal;
  • e profissionais dos estabelecimentos pertencentes a contextos de maior vulnerabilidade, nomeadamente ERPI, instituições similares, unidades da RNCCI e estabelecimentos prisionais.

Em situações excecionais e fundamentadas, o médico de família pode referenciar uma pessoa para vacinação prioritária, com base numa avaliação de benefício-risco.

 

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