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Vacina da varicela: quem deve tomar e quantas doses?

Adolescentes, adultos suscetíveis e alguns grupos de risco estão indicados para a vacina da varicela, que não integra o Programa Nacional de Vacinação. Por isso, não é gratuita. Quem a tomar, por indicação médica, tem de a pagar.

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27 outubro 2026
Vacina da varicela

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A vacina da varicela não faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV), mas está recomendada para adolescentes e adultos suscetíveis, bem como para alguns grupos de risco. Como a vacina da varicela não integra o PNV, o consumidor poderá ter de suportar o respetivo custo. A Varilrix ® custa 41,99 euros, enquanto a Varivax ® é vendida por 46,27 euros. 

Saiba em que situações pode ser indicada, quantas doses são necessárias e quais os principais cuidados a ter após ser vacinado.

O que é a varicela?

A varicela é uma doença contagiosa causada pelo vírus varicela zoster, do grupo Herpesvirus, que afeta sobretudo as crianças. O sinal mais característico é o desenvolvimento de borbulhas e bolhas que causam comichão intensa e se podem espalhar por todo o corpo. As borbulhas e bolhas acabam por secar e formar crostas. 

A doença provoca frequentemente febre e mal-estar. As complicações são raras, mas podem incluir pneumonia e problemas de coagulação do sangue. Tipicamente, quem teve varicela uma vez não volta a contrair a doença.

Como se transmite?

A transmissão ocorre entre pessoas por contacto direto com as borbulhas que ainda não secaram ou em objetos contaminados ou através de gotículas de saliva existentes no ar da pessoa com varicela, quando espirra, tosse ou fala.

Qual o período de contágio e de incubação?

O período de contágio da varicela é de um a dois dias antes do aparecimento das lesões até seis dias depois. Já o período médio de incubação é de 14 a 16 dias após exposição a varicela, variando entre 10 a 21 dias.

A vacina da varicela faz parte do Programa Nacional de Vacinação?

Não. A vacina da varicela não faz parte do PNV. Está, contudo, autorizada pelo Infarmed e disponível mediante prescrição médica.

A sua administração é recomendada para adolescentes e adultos suscetíveis, podendo ser considerada para alguns grupos de risco. 

A quem se recomenda a vacina da varicela?

A vacinação pode ter interesse sobretudo para adolescentes entre os 11 e os 13 anos e adultos suscetíveis. Ou seja, pessoas que não tenham tido a doença, nem disponham de evidência de imunidade. Sugere-se que, antes da vacinação, se determinem os anticorpos IgG para o vírus varicela-zoster nos indivíduos com história negativa ou incerta de infeção prévia com o mesmo vírus. 

Existem ainda grupos para os quais a vacinação pode ser particularmente relevante:

  • mulheres que não sejam imunes e estejam a planear uma gravidez;
  • pais de crianças pequenas que não sejam imunes;
  • adultos ou crianças que contactem habitualmente com pessoas imunodeprimidas;
  • trabalhadores de creches e infantários;
  • professores;
  • profissionais de saúde;
  • pessoas não imunes com outras ocupações consideradas de maior risco.

A indicação deve ser avaliada individualmente, sobretudo quando existem doenças ou tratamentos que possam afetar o sistema imunitário.

As grávidas são mais suscetíveis de desenvolver doença grave e complicações em resultado da infeção. Pode também aumentar o risco de aborto espontâneo e de transmissão ao feto, uma doença conhecida como "varicela congénita". Esta é rara, mas pode causar graves deficiências físicas e cognitivas permanentes.

E as crianças mais pequenas?

A Organização Mundial da Saúde defende que a vacinação infantil contra a varicela só é útil como estratégia populacional quando integra o Programa Nacional de Vacinação e atinge uma cobertura elevada.

Quando a vacinação não é aplicada de forma generalizada, a administração apenas a uma parte das crianças pode alterar a epidemiologia da doença. Por isso, a estratégia de vacinação deve ser avaliada no contexto do programa de vacinação adotado no país.

No caso português, a recomendação incide particularmente na vacinação de adolescentes e adultos suscetíveis, permitindo protegê-los de formas mais graves da doença.

Quem não deve tomar a vacina?

Nem todas as pessoas podem tomar a vacina, sobretudo:

  • grávidas (a gravidez deve ser evitada até um mês após a vacinação);
  • pessoas com o sistema imunitário fragilizado;
  • pessoas com antecedentes de alergia a qualquer componente da vacina, à gelatina ou à neomicina;
  • pessoas com determinadas doenças do sangue, leucemia, linfomas ou outros tumores malignos que afetem o sistema circulatório e linfático;
  • pessoas com tuberculose ativa não tratada.

Quantas doses da vacina da varicela são necessárias?

A vacina contra a varicela é constituída por VVZ vivo atenuado (estirpe Oka). Existem atualmente duas vacinas contra a varicela: Varivax® e Varilrix®. Ambas estão autorizadas para crianças com mais de um ano e são administradas numa dose de 0,5 mililitros.

A vacinação contra a varicela requer duas doses. Para crianças entre os 12 meses e os 12 anos, o intervalo mínimo é de três meses entre as duas doses.

A partir dos 13 anos, o intervalo depende da vacina utilizada:

  • com Varivax®, intervalo de quatro a oito semanas;
  • com Varilrix®, intervalo de seis a oito semanas.

A vacina não garante proteção total contra o vírus. Em pessoas vacinadas, a varicela é habitualmente mais ligeira.

Quais os efeitos secundários mais comuns?

A vacinação contra a varicela pode provocar reações adversas, no local da injeção, como:

  • dor;
  • inchaço;
  • vermelhidão.

É também possível que surja uma erupção cutânea idêntica à varicela. Mesmo que não desenvolvam esta erupção, os vacinados devem, sempre que possível, evitar o contacto próximo com pessoas suscetíveis de alto risco até seis semanas após a vacinação.

 

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