Reclamações públicas

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M. A.
19/04/2025

Artigo com defeito

Exmos. Senhores, Comprei umas New Balance 530 na Loja Marques no Porto. Ao final de uns meses o forro das mesmas começou abrir. Contei com vocês e qual me aconselharam a ir à loja. Liguei para a loja e sugeriram em levar a sapatilhas a um sapateiro. Como tive receio de ficar pior do que já estavam, resolvi ficar com elas assim. Recentemente elas comecar a rasgar outro local. Então decidi ir à loja. Apesar de elas terem sido compradas em junho de 2023 ( A garantia legal de produtos, prevista na legislação europeia, é de, no mínimo, dois anos ) , não tem marcas de “mau uso “ e sim de um uso adequado. Hoje fui contada pela loja, a informação que vocês não aceitam a reclamação. Não pedi umas sapatilhas novas e sim o arranjo das mesmas, que é algo que tenho direito Cumprimentos.

Encerrada
B. C.
18/04/2025

Erros na entrega

Exmos. Senhores, Em 07/04/2025 adquiri uma maquina lava e seca roupas SAMSUNG , pelo valor de 574,75 euros. O pagamento foi efetuado no momento. Site da empresa informa prazo de 24/72 horas que segundo a empresa não é verdadeiro. O correto são 24/72 horas após preparação e expedição que seria dia 14/04 e também não foi cumprido. Recebi mensagem da transportadora agendando a entrega para 16/04, esperei por toda a tarde e também não foi cumprido. Por ligação informaram que estava agendado para para 18/04, que também mais uma vez, não foi cumprido. Contudo, até à presente data, o mesmo ainda não foi entregue. Já efetuei vários contactos junto dos vossos serviços de e-mail dias 10/04 e 17/04 e por telefone dia 17/04 e obtive a resposta de que o bem está para entrega. Assim sendo, exijo, no prazo máximo de 1 dia, com agendamento de horário, para que eu não tenha mais prejuízos em desmarcar trabalhos. Procedam à entrega do referido bem adquirido, sob pena solicitação de danos econômicos e morais. Cumprimentos.

Encerrada
T. R.
18/04/2025

Candidatura n.º 38944 – Anulação injustificada e contestação ignorada

Exmos. Senhores, Assunto: Reclamação – Rejeição indevida da candidatura e ausência de análise da contestação (Candidatura n.º 38944) Exmos. Senhores, Venho por este meio apresentar uma reclamação relativa à candidatura n.º 38944 ao Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, cuja gestão me foi confiada por familiares diretos. Esta candidatura foi inicialmente considerada “não elegível” com base no facto de a fatura ter data posterior ao certificado energético ex-post. Submeti, dentro do prazo legal, uma contestação fundamentada, acompanhada de comprovativos bancários que demonstram que: O pagamento do investimento (8.500€) foi realizado antes da instalação e antes da emissão da fatura; O pagamento foi efetuado pela minha mãe e minha irmã, que vivem na habitação onde o equipamento foi instalado; A emissão tardia da fatura foi um ato administrativo da empresa instaladora, alheio ao controlo do beneficiário. Apesar da fundamentação apresentada, a resposta à contestação foi emitida na mesma noite, às 22h36, com a informação de que a candidatura se encontrava “anulada”, o que levanta sérias dúvidas quanto à existência de uma análise substancial dos documentos enviados. A 24/03, enviei um novo contacto através do e-Balcão com uma explicação detalhada da situação, mas não obtive qualquer resposta até à data. A candidatura foi realizada de boa-fé, visando a promoção da eficiência energética da habitação. A recusa por um detalhe administrativo fora do controlo dos beneficiários, aliada à falta de resposta efetiva à contestação, contraria os princípios da proporcionalidade e da boa-fé. Solicito, assim, o apoio da DECO na mediação desta situação, de forma a garantir que o processo seja reavaliado com justiça e seriedade, à luz dos factos e da documentação apresentada. Com os melhores cumprimentos, Candidatura: 38944 NIF 110 170 369

Resolvida
A. M.
18/04/2025

Cobrança Indevida e Práticas Comerciais Agressivas – Geração Coragem / Intrum Portugal

Exmos. Senhores, Gostaria de apresentar uma queixa contra a empresa Geração Coragem, Lda. e a empresa de cobranças Intrum Portugal, Lda., por tentativa de cobrança indevida, ausência de transparência contratual, e pressão continuada através de e-mails coercivos. Tive contrato com a Geração Coragem até maio/junho de 2024, altura em que solicitei o cancelamento por e-mail (09/05/2024) e carta registada (10/06/2024), tendo pago todas as mensalidades até então. Meses depois, a Intrum começou a contactar-me, exigindo o pagamento de uma alegada dívida, sem apresentar qualquer documento justificativo, contrato ou fatura. Apesar dos meus pedidos formais (desde 14/03/2025) para que me fossem fornecidos documentos que comprovassem a legitimidade da cobrança, nunca obtive resposta satisfatória, sendo-me apenas indicada uma suposta legalidade do tratamento dos meus dados. Considero esta atuação abusiva, desproporcional e lesiva dos meus direitos enquanto consumidor. Solicito a vossa intervenção para mediação e proteção dos meus direitos.

Encerrada
J. P.
18/04/2025

Arrogância, prepotência e mau atendimento

Exmos. Senhores, No passado dia 17 de abril, do ano corrente, dirige-me ás urgências do Hospital Lusiadas Amadora, como já é habitual a nossa familia fazê-lo, em sequência de uma recorrencia de urgencia. O meu marido, que agora sabermos ter deverticulite aguda intestinal, num estado grave de dor, obstipação, desconforto e mau estar, fomos triados por uma senhora chamada Lucinda Lopes que assim que dissemos que traziamos uma carta de caracter de urgência, passada pela gastroenterologista que tinha acabado de ver o meu marido, onde a mesma solicitava uma tac com contraste por achar que se podia tratar de uma pancreatite aguda, fomos tratados com arrogância, prepotência e inclusive desprezo, tendo sido atribuida uma pulseira verde a um homem que para alem de todo o quadro descrito, aprezentada cor bacilenta e amarelada. "Essa carta vale de nada. Quem decide se faz ou não TAC é a DRa que o vir. Por isso pode guardar isso e esperar que vai ter de fazer muitas coisas e se calhar nem faz nenhuma TAC. Para além disso, se for pancreatite, vai já ficar internado, por isso é bom que nem queira ter isso." Estamos onde? Pagamos um hospital privado para isto? Uma enfermeira desrespeita e passa por cima de uma carta de uma Dra de especialidade, opinando o que não lhe foi pedido nem é expectavel? Em conclusão, a Dra de urgÊncia, a Dra. Tatiana, encaminhou o meu marido para as urgências dos Lusiadas Lisboa, por falta de recursos apos as 22h e por consideração à carta lida que traziamos da médica de gastro, tendo em atenção e respeitando a sua colega, com a consciencia da gravidade de situação, e ao chegarmos aos Lusiadas Lisboa, automaticamente foi atribuida pulseira amarela e em 15 minutos estavam feitas analises, medicação na veia e a caminho de uma tac de contraste, que foi feita logo após. Mexe-se com vidas. Não com poderzinho, numa altura e lugar em que isso não devia ser sequer colocado em questão. Lamentável e arrisco-me até a dizer desumana esta experiência, estando numa situação de debilidade gigante e estando num hospital privado. A experiência Lusiadas Lisboa, receção Amadora e as Dra. Tatiana e outra Dra. que estava na urgência, foram o que no meio de tudo isto não nos fez eliminar por completo o uso desta cadeia, pelos habituais 5 elementos de familia que o o costumam fazer. A avaliar ainda, outros tramites e repercussões desta situação. Cumprimentos.

Resolvida
M. R.
18/04/2025

Garantia recusada pela marca após intervenção técnica em loja (Madeira Shopping)

Exmos. Senhores, Em 4 de Maio de 2021 adquiri um telemóvel Xiaomi Redmi 10 por 489.99 euros. Na data de aquisição supra recebi o vosso produto, mas sucede que este apresentou vários defeitos ainda antes do final da garantia. Sendo que a ultima avaria teria sido devido ao telemóvel desligar-se sozinho, e todas as manhãs o mesmo encontrava-se desligado, sendo que, consequentemente não tocava o despertador. Acabei saindo lesado profissionalmente devido a atrasos e exigi à worten que me substituíssem o aparelho por um novo. Após uma reclamação por escrito, foi-me substituído o aparelho por um então mais recente da marca o Xiaomi Redmi 11, e na aquisição deste novo aparelho, a garantia estendeu-se por mais 3 anos, devido a estar abrangido pelas novas leis das garantias, da qual eu não tinha conhecimento. Em Março de 2025 o telemóvel Xiaomi Redmi 11, voltou a apresentar uma avaria (não sendo a primeira após a aquisição do novo aparelho, mas que foram resolvidas pela marca). A 8 de Março de 2025 dirigi-me até à loja da Worten do Madeira Shopping, afim de solucionarem o novo problema em que o telemóvel simplesmente não ligava mais. Recebi uma mensagem pedindo que me deslocasse até a loja e foi-me cobrado 19.99euros por um diagnostico da qual informaram-me que a placa central terá queimado. Em loja, o gerente, imprimiu-me os dados do meu seguro para que eu me pudesse informar se este tipo de avaria estaria abrangida pelo seguro. Ao contactar o meu seguro, o técnico (deveras prestável), informa-me que o meu telemóvel estava ainda abrangido pela garantia segundo as novas leis (3 anos) e que deveria deslocar-me até a Worten do Madeira Shopping, com a intenção de reclamar por me terem cobrado o valor de um diagnostico e por não terem enviado o telemóvel para arranjo pela garantia, sendo que através do meu numero de contribuinte conseguiam verificar facilmente que o aparelho havia sido comprado naquela mesma loja, e consequentemente todos os dados referentes a compra do mesmo, assim como modelo, valor, garantia, seguro e entre outras informações associadas. Dirigi-me a loja com o aparelho para que enviassem o telemóvel para a marca e me devolvessem o valor do diagnostico que paguei. Fui informado por um colaborador de que não era da obrigação deles me informar que o telemóvel estava na garantia (apesar de ter sido naquele mesmo local que comprei o produto e por diversas vezes ter recorrido ao serviço para que enviassem o produto para reparação). Pedi então que apenas mandassem para arranjo. Recebi uma notificação pedindo que fosse levantar o aparelho a loja, e quando chego ao estabelecimento informam-me que a marca não se responsabiliza pelo novo arranjo (ainda em garantia) pois os técnicos da loja da Worten fizeram uma intervenção técnica no aparelho. Descontente, reclamei junto do gerente e pedi que arranjassem uma solução da qual se negaram. Contactei a linha de apoio da Worten e informaram-me que a Worten iria se responsabilizar pelo facto ocorrido e iria assumir os 400euros que a marca pedia para a reparação. No dia seguinte fui até a loja de novo perguntando se era possível optar por outra solução que era, colocarem esse valor em um “voucher” e desta forma pudesse acrescentar mais um “x” de valor e comprar um outro produto. O gerente deixou este pedido registado e dias depois recebi uma nova mensagem para ir levantar o produto. Chegando lá e achando que o produto estaria reparado o colaborador informa-me que a worten não arranjou, não vai pagar o arranjo a marca, e nem me vai reembolsar o valor do artigo. Solicitou-me que voltasse para casa com o artigo avariado, sendo que telefonicamente fui informado que a Worten responsabilizava-se pela negligencia por parte do gerente da worten resolve. Contactei o serviço técnico pela linha telefónica para perceber que “falha” de comunicação era mais uma vez esta. A técnica pediu que me dirigisse de novo até á loja física e passasse o telemóvel ao colaborador que me atendeu. Quando passei, este disse que estava fora das competências dele tomar as decisões propostas pelo apoio técnico, e que teria de consultar o gerente (via telemóvel), da qual o gerente recusou-se a solucionar o problema. Problema este originado pelo gerente da Worten Resolve do Madeira Shopping. Considero que o gerente agiu de má fé e foi negligente comigo desde o primeiro momento em que me dirigi até a loja para solucionar este problema. Tentei marcar uma reunião com o gerente ou com a Sra. Natércia, coordenadora da loja do Madeira Shopping mas foi-me negado pelos colaboradores que me atenderam. Estou extremamente insatisfeito com o tratamento que recebi na loja da Worten do Madeira Shopping e a minha avaliação para o atendimento em loja e negativo, pois para além de negligentes foram extremamente mal-educados. Exijo, portanto, que procedam a devolução do dinheiro que paguei pelo produto, ou pelo menos que assumam o valor da avaria e me devolvam em espécie. Se tal não acontecer, considerarei o contrato incumprido da vossa parte, pelo que tomarei as medidas ao meu alcance para fazer valer os meus direitos. Cumprimentos.

Encerrada
M. S.
18/04/2025

Encomenda - 1 Artigo Não Entregue

Exmos. Senhores, Em 16.01.2025 adquiri um Sommier rebatível Formas (Articulado e elétrico) estrado inteiro, uma Cabeceira Maldivas Tecido e um Colchão Cama Articulada Com Ziper na loja de Oeiras da Casa do Sono , pelo valor de 2489€. O pagamento foi efetuado no dia 25.01.2025 pelo valor de 1045€ como adiantamento e no dia 10.03.2025 o restante valor de 1044€ com a entrega. Conforme fatura, na altura foi acordado com a vendedora que a entrega seria efetuada até ao dia 30 a 40 dias úteis. Contudo, até à presente data, o artigo Sommier rebatível Formas (Articulado e elétrico) estrado inteiro ainda não foi entregue. No dia 10.03.2025 durante a manhã foi solicitada a transferência bancária do valor em falta, 1044€ sem a qual não seria feita a entrega dos artigos nesse mesmo dia. O colchão e a cabeira foram entregues no dia 10.03.2025 mas o Sommier articulado não foi entregue por ter um defeito. Já efetuei vários contactos junto dos vossos serviços a 21.03, 22.03, 24.03, 07.08, 16.04 e 17.04) e obtive a resposta de que o bem está para entrega. Assim sendo, dado que o prazo de entrega já foi ultrapassado há bastante tempo, e caso o artigo em falta não seja entregue até dia 25.04.2025, solicito a rescisão do contrato celebrado e recolha dos artigos já entregues informando que não me pode ser aplicada qualquer penalização. Cumprimentos. Mariete Simões

Encerrada
J. P.
18/04/2025
Me Group Portugal Lda

Retenção de dinheiro e não deixou a credito valor

Exmos. Senhores, No passado dia 16, na maquina de fotos Photo Me no centro comercial Ubbo, introduzi 5€ para fazer fotos no valor de 3€. No fim não houve devolução de 2€ nem o valor ficou a crédito. Liguei para o nr. 219 476 286 e falei com a Sra. Mafalda Costa que tomou nota da minha reclamação, pedindo-me o meu iban e dizendo que iria reportar a situação para que fosse feita a transferência do valor indevido que a maquina reteve. Perguntei: estes 2€ vao para o bolso de quem? Como é que nao fica a credito mesmo que me esteja a dizer que a maquina nao dá troco? Ainda hoje, 3 dias depois, não recebi valor nenhum e não tenho outra definição se não chamar a isto roubo. Cumprimentos.

Resolvida
R. A.
18/04/2025

Devolução recusada

Exmos. Senhores, Venho por este meio apresentar uma reclamação relativa à compra de uma máquina de café da marca DELONGHI (referência 8004399331198), adquirida no dia 7 de abril de 2025 na loja FNAC do Évora Plaza, pelo valor de 159,99€, conforme consta na fatura n.º 0300022025040001/000333. Após poucos dias de uso, verifiquei que o equipamento não cumpre a função básica de extrair café de forma contínua. O café sai às pingas, comprometendo totalmente a qualidade da bebida. Foi testado com diferentes marcas e lotes de café, e o problema manteve-se, o que confirma que não se trata de erro de utilização, mas sim de um defeito de funcionamento do equipamento. No dia 15 de Abril, desloquei-me à loja para solicitar a devolução do produto, mas esta foi recusada com a justificação de que a base da maquina, onde as chávenas assentam, estava riscada — marcas perfeitamente normais após um uso mínimo e que não interferem com o funcionamento da máquina. Apesar disso, a máquina foi enviada para reparação, decisão com a qual não concordei, pois o que pretendo é a devolução do valor pago, e não a reparação ou substituição. Solicito assim o apoio da DECO PROTESTE na resolução desta situação, visto que considero que os meus direitos enquanto consumidora estão a ser desrespeitados. A máquina foi adquirida há poucos dias, apresenta um defeito evidente, e encontra-se em bom estado de conservação. Fico a aguardar os vossos esclarecimentos e agradeço, desde já, todo o apoio que me puderem prestar. Cumprimentos.

Encerrada
t. t.
18/04/2025
Get rid of the js-shorten plugiogic - Public Complaint Li18/

A ARTE DE SER FELIZ_78888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888

A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. ------------------------------- A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. ------------------------ Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. ----------------------------------70000000000000000000000 00000000000000000000000000000 A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Encerrada

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