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Preço do cabaz alimentar já subiu quase 10 euros desde o início do ano

Nas primeiras três semanas de 2026, o preço do cabaz alimentar já aumentou quase 10 euros. De acordo com as contas da DECO PROteste, nos últimos quatro anos, esta cesta de bens essenciais nunca esteve tão cara. Saiba quanto custa agora.

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22 janeiro 2026
Em atualização
pai com a filha num corredor de supermercado

iStock

Desde que o ano 2026 começou, o preço do cabaz alimentar já aumentou 9,67 euros (mais 4 por cento). Esta quarta-feira (21 de janeiro), custava já 251,49 euros, o preço mais elevado em quatro anos, desde que a DECO PROteste monitoriza o preço de um cabaz com 63 bens alimentares essenciais.

Na última semana, a subida foi de 2,40 euros (mais 0,96 por cento). Há um ano, para comprar o mesmo cabaz, os consumidores gastavam menos 9,64 euros (menos 3,99 por cento). Já há quatro anos era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 63,79 euros (menos 33,99 por cento). 

Como é calculado o preço do cabaz?

Nos últimos quatro anos, a DECO PROteste tem acompanhado a evolução dos preços dos bens alimentares essenciais, analisando, todas as quartas-feiras, o custo total de um cabaz, com base nos preços recolhidos no dia anterior nos principais supermercados com loja online.

Começa-se por calcular o preço médio por produto em todas as lojas online do simuladorem que se encontra disponível. Depois, somando o preço médio de todos os produtos, obtém-se o custo do cabaz para um determinado dia. 

Veja a lista de 63 produtos que compõem o cabaz de bens essenciais

Carne

  • Lombo de porco
  • Frango inteiro
  • Febras de porco
  • Costeletas de porco
  • Bife de peru
  • Carne de novilho para cozer
  • Perna de peru

Peixe

  • Bacalhau graúdo
  • Dourada
  • Salmão
  • Pescada fresca
  • Carapau
  • Peixe-espada-preto
  • Robalo
  • Perca

Congelados

  • Douradinhos de peixe
  • Ervilhas ultracongeladas
  • Medalhões de pescada

Frutas e legumes

  • Laranja
  • Maçã gala
  • Maçã golden
  • Banana
  • Tomate
  • Couve-flor
  • Alface
  • Brócolos
  • Cenoura
  • Batata-vermelha
  • Curgete
  • Alho
  • Cebola
  • Couve-coração

Laticínios

  • Queijo curado fatiado embalado
  • Queijo flamengo fatiado embalado
  • Leite UHT meio-gordo
  • Manteiga com sal
  • Iogurte de aroma (pack de oito)
  • Iogurte líquido de morango (pack de quatro)
  • Ovos

Mercearia

  • Grão cozido
  • Feijão cozido
  • Óleo alimentar 100% vegetal
  • Azeite virgem extra
  • Sal grosso
  • Arroz carolino
  • Arroz agulha
  • Salsichas Frankfurt
  • Atum posta em azeite
  • Atum posta em óleo
  • Açúcar branco
  • Massa espirais
  • Esparguete
  • Polpa de tomate
  • Farinha para bolos
  • Cereais de trigo, arroz e aveia integrais
  • Flocos de cereais de mel
  • Cereais de fibra
  • Carcaça tradicional
  • Peito de peru fatiado
  • Fiambre da perna fatiado
  • Bolacha maria
  • Pão de forma sem côdea
  • Café torrado moído

Quais os produtos que mais aumentaram? 

Na última semana, entre 14 e 21 de janeiro, os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente foram a curgete (mais 13%), a carne de novilho para cozer (mais 10%) e a couve-flor (mais 7 por cento).

Por outro lado, se compararmos os preços desta semana com os da primeira semana do ano, a 7 de janeiro de 2026, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a curgete (mais 25%), o esparguete (mais 19%) e a massa em espirais (mais 17 por cento).

Já nos últimos quatro anos, desde que a DECO PROteste iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (mais 118%), dos ovos (mais 86%) e da polpa de tomate (mais 68 por cento).

Porque aumentaram os preços dos alimentos nos últimos quatro anos?

A invasão da Rússia à Ucrânia, de onde eram provenientes grande parte dos cereais consumidos na União Europeia (e em Portugal) veio pressionar, em 2022, o setor agroalimentar, que estava há já vários meses a braços com as consequências da pandemia de covid-19 e da seca vivida em Portugal. A limitação da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, nomeadamente dos fertilizantes e da energia, necessários à produção agroalimentar, refletiu-se, por isso, num incremento dos preços nos mercados internacionais e, consequentemente, nos preços ao consumidor de produtos como a carne, os hortofrutícolas, os cereais de pequeno-almoço ou o óleo vegetal em 2022.

Esta subida de preços levou o Governo a adotar, em abril de 2023, a isenção de IVA num cabaz com mais de 40 alimentos. E, se inicialmente a medida até ajudou a controlar a subida dos preços, poucos meses depois o impacto deixou de se fazer sentir na carteira dos consumidores, com o preço do cabaz alimentar novamente a disparar.

Já em 2024, e após a reposição deste imposto, os preços de alguns produtos continuaram a subir, como foi o caso do azeite virgem extra, que atingiu o seu preço mais elevado em abril desse ano.

O ano de 2025, por outro lado, foi marcado, sobretudo, por subidas nos preços dos ovos, do café torrado moído ou até do chocolate.

Taxa de inflação abranda em 2025

Os consecutivos aumentos dos preços ao consumidor contribuíram para o aumento da taxa de inflação para níveis históricos em 2022 e 2023. No entanto, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2025, a taxa de inflação deverá ter ficado pelos 2,3%, menos do que os 2,4% do ano de 2024. A taxa de inflação de dezembro deverá ter-se fixado nos 2,2 por cento.

Para poupar nas compras semanais, pesquise os supermercados mais baratos e compare o índice diário das várias cadeias de distribuição para o mesmo cabaz de produtos, no simulador da DECO PROteste, disponível na plataforma Saber Poupar, em www.saberpoupar.pt. Pode pesquisar por distrito ou concelho e até selecionar o tipo de alimentos que costuma comprar.

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