Reclamações públicas

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L. C.
09/10/2026

Adesão a plano sob forte pressão comercial

Exmos Srs., Apresento reclamação relativamente à forma como a Medicare tratou os meus pedidos de cancelamento do contrato, após ter efetuado a adesão online a um plano. Arrependi-me de o ter feito e solicitei o cancelamento dentro do prazo legal de 14 dias de livre resolução. Contudo, em vez de o pedido ser processado, fui pressionada a manter um outro plano mais económico, tal foi a pressão comercial exercida durante essa longa chamada. Uma das questões que coloquei expressamente foi o facto de não pretender mudar os médicos e clínicas onde já sou acompanhada, só poder para utilizar a rede Medicare. Foi-me então transmitido pelos colaboradores que poderiam contactar os meus médicos e clínicas habituais com vista à possibilidade de estabelecer acordos/parcerias, permitindo-me continuar a recorrer aos profissionais que já utilizava. Esta informação foi determinante para a manutenção do contrato. Posteriormente, verifiquei que essas condições não foram concretizadas nos termos que me foram transmitidos. Quando voltei a solicitar o cancelamento, foi-me invocada a existência de uma obrigação de permanência de um ano, ignorando-se completamente o contexto em que o contrato foi mantido e o facto de eu estar com dificuldades financeiras por estar desempregada. Não aceito que a situação seja reduzida à alegada vigência anual do contrato sem análise dos pedidos de cancelamento anteriormente efetuados, das informações prestadas pelos colaboradores e das circunstâncias que determinaram a minha decisão de manter o contrato. Solicito que sejam analisadas as gravações das chamadas, que me seja facultado o respetivo acesso nos termos legais e que seja verificado o conteúdo das informações prestadas, nomeadamente quanto ao contacto com os meus médicos e clínicas. Solicito ainda a reavaliação da situação contratual, a cessação do contrato sem penalização e a restituição dos valores cobrados após o pedido de cancelamento, sem prejuízo de eventual acerto relativo a serviços eventualmente utilizados. Envio em anexo o comprovativo em como estou desempregada e não tenho condições de continuar a pagar as mensalidades que a Medicare me exige. Espero ter uma resposta positiva com a maior brevidade possível. Os meus cumprimentos, Liliana Santos

Em curso

condições desumanas nas urgências

"Bom dia. Sou a associada número 7186165-17 e preciso do apoio urgente do vosso Departamento Jurídico / Área da Saúde. A minha mãe, idosa, está retida na Sala de Observações do Hospital do Barreiro desde o dia 6 em condições desumanas, sem higiene e a queixar-se de fome. Estive lá e o cenário é horrível. Já enviei um e-mail de denúncia para a Administração do hospital com a DECO em cópia oculta/visível, mas preciso que um jurista vosso intervenha ou me oriente formalmente, porque isto viola todos os direitos do utente e eu vou avançar até às últimas consequências."

Em curso
A. P.
04/10/2026
City pet Express

Burla

Exmos. Senhores No dia 26 de Agosto deste ano fiz uma compra online na loja City Pet Express. Depois de mais de 1 mês à espera da encomenda e após fazer alguma pesquisa sobre essa empresa, a mesma é uma loja online falsa. Existem vários clientes que também pagaram pelos produtos mas nunca os receberam. Alguns queixam-se que os dados bancários foram expostos e roubados. No meu caso, fiz a encomenda e o respetivo pagamento através do Mbway. Pretendo reportar esta situação como forma de alerta para outros consumidores. Obrigada

Encerrada
D. N.
03/10/2026

Análise de bactéria não enviada

Exmos senhores: No dia 07 de Setembro fui às urgências da clinica em Almada, onde me fizeram análises ao sangue e urina. Aquando da alta, a dra frisou que dentro de 2 dias úteis iria receber a análise da bactéria, onde viria referenciado se a mesma era resistente à fosofomicina. No mesmo dia recebi o resultado de todas as análises, tendo a observação da dra que a análise da urina asséptica referente à bactéria estava a decorrer. Passados 15 dias voltam os sintomas e entrei em contacto com a cuf e o laboratorio, onde cada um se desculpa com o outro e enviam me vezes sem conta, as mesmas análises. Tive que tomar outro antibiótico mais forte e as análises da referida bactéria nunca chegaram. Tive conhecimento de mais 2 pessoas minhas conhecidas, a quem aconteceu o mesmo. Falta de profissionalismo e cuidado com o paciente. Se a referida análise não foi pedida, porquê de mentirem a dizer que em 2 dias iria receber. Não se brinca com a saude das pessoas! Dulce Nunes

Encerrada

Cancelamento de Contrato (venda fora do estabelecimento) -1 dia após a compra

No dia 25 de setembro de 2026, os meus pais, ambos com mais de 65 anos, foram contactados por esta empresa sob o pretexto de um rastreio de AVC, numa morada que não é um local habitual de prestação de cuidados médicos nem próximo de qualquer centro de saúde. Foram atendidos por volta das 19h00 por pessoas que se identificaram verbalmente como "técnicas", mas que não apresentaram qualquer identificação profissional. Ao aperceberem-se de que a minha mãe se deslocava com dificuldade devido a um problema na coluna, a referida "técnica" começou a apresentar-lhe um topper (colchão), alegando que o produto reduziria as suas dores e poderia até dispensá-la de tomar medicação. A minha mãe demonstrou reticência, mas foi pressionada a decidir de imediato, com o argumento de que a venda só poderia ser concretizada naquele dia. Os meus pais acabaram por aceitar, num contexto que consideramos revelar diversas práticas preocupantes: • O valor do produto foi apresentado com um "desconto", associado a um financiamento em 72 prestações, cujo valor total com juros acabou por ser muito próximo do preço inicial mencionado verbalmente, situação que os meus pais não perceberam no momento; • Foi mencionado verbalmente o nome da entidade financeira que concederia o crédito (entidade essa distinta da própria empresa vendedora), mas não foi entregue qualquer contrato ou documento com os detalhes desse crédito, apenas a promessa de que essa entidade contactaria os meus pais; • Foi tirada uma fotografia ao cartão de débito dos meus pais sem que estes compreendessem o motivo, visto já terem fornecido o comprovativo de IBAN, não têm a certeza se foi fotografada uma ou as duas faces do cartão, e no qual teve de ser cancelado; • A entrega do produto foi feita ainda no mesmo dia, de forma apressada. Quando os meus pais nos mostraram o produto e o contrato, ficámos de imediato preocupados: o preço está claramente acima do praticado para produtos semelhantes no mercado, e todo o procedimento comercial nos pareceu abusivo face à vulnerabilidade dos meus pais. O produto nunca chegou a ser utilizado e foi de imediato retirado da cama. Exercício do direito de livre resolução • 26 de setembro de 2026 foi enviado email com o formulário de livre resolução assinado pelo meu pai, solicitando ainda: 1. Confirmação do cancelamento da compra e da resolução do contrato, de forma escrita(email); 2. Identificação, por email, da entidade financeira responsável pelo crédito associado à compra, e confirmação de que a mesma foi notificada da resolução do contrato principal e do consequente cancelamento do contrato de crédito; 3. Indicação, da forma e data de recolha dos bens, sem custos para o consumidor. Até à data, nenhum destes três pontos obteve resposta. • 28 de setembro de 2026 foi enviada carta registada com aviso de receção para a morada constante do contrato, com exercício do direito de livre resolução com o respetivo comprovativo de envio dos CTT remetido também por email. Nesse mesmo dia, tentámos repetidamente contactar telefonicamente o apoio ao cliente, sem sucesso. Ao contactar diretamente a técnica responsável pela venda, foi-nos apenas informado que estaria em reunião durante a manhã, devendo tentar-se o contacto à tarde. • 29 de setembro de 2026 foi finalmente possível falar com o apoio ao cliente, que se recusou a fornecer qualquer informação sobre prazos de cancelamento ou de resposta. A única resposta obtida ao email enviado foi uma mensagem genérica de receção, sem qualquer informação concreta. No mesmo dia, a técnica voltou a contactar os meus pais, propondo um desconto de cerca de perto 800 euros no produto, chegando a insinuar que seriam os filhos a não quererem o "bem" da minha mãe, e que a escolha desta seria continuar a tomar medicação para o resto da vida. Importa referir que, no momento da venda, a minha mãe não percebeu que o colchão tinha o sistema de vibração, pois a forma de explicar foi com muitos termos específicos e confusos, quando a minha mãe o experimentou em casa, queixou-se de imediato, tendo a técnica respondido que seria necessário "experimentar a dormir" alguns dias. A minha mãe foi, quando foi diagnosticada com o problema de saúde foi aconselhada pelo seu médico ortopedista a não utilizar sistemas de massagem com vibração. Perante a recusa da proposta de desconto, foi dito que "alguém" entraria em contacto. No dia seguinte foi enviado novo email a solicitar detalhes, sem resposta. • 2 de outubro de 2026 após novo contacto telefónico, igualmente difícil de concretizar, foi enviado email s confirmar o que foi dito na chamada e a solicitar mais uma vez a resposta as perguntas feitas no 1º email do dia 26 de setembro. Durante a breve chamada a única informação obtida foi a de que alguém contactaria "na próxima semana", sem indicação de data nem de forma de contacto (telefónico ou presencial). O facto de colocar esta reclamação é o facto de que o dia 5 de outubro (segunda-feira) é feriado, e o prazo de 14 dias para a livre resolução termina no dia 9 de outubro (sexta-feira), o que torna a janela temporal para resolução deste assunto extremamente curta. Foi também solicitado, sem resposta até ao momento, que nos fosse indicado com um dia de antecedência quando seria feito o contacto. Face à forma como todo este processo tem decorrido, solicitamos: • Que a data do contacto para cancelamento conte com a presença de um dos filhos; • Que seja fornecida, por escrito, a confirmação do cancelamento antes do términus do prazo de 14 dias. Não podemos afirmar que se tratou de uma burla, mas todo o processo tem sido marcado por práticas comerciais agressivas e pouco transparentes, dirigidas a dois consumidores idosos e vulneráveis, causando grande preocupação e desgaste emocional, a minha mãe, desde que tomou consciência de toda a situação, tem estado num estado de nervosismo constante e com dificuldades em dormir. Com esta reclamação pretendemos garantir que a compra seja cancelada o mais rapidamente possível e dentro do prazo legal, para que esta situação seja definitivamente resolvida.

Encerrada
S. V.
02/10/2026

Sobre o contrato

Reclamações Sobre Notícias Parabéns! A sua reclamação foi aprovada e enviada para a marca. × Esta reclamação é sua, poderá alterar o estado, editá-la ou enviar uma resposta. Medicare - Recusa de cancelamento de contrato de plano de saúde Em tratamento Soraia Valente Soraia Valente apresentou a reclamação 2 de outubro 2026 Venho por este meio apresentar uma reclamação relacionada com o meu contrato Medicare, referente ao Plano de Saúde Platinum Mais Vida. Comuniquei claramente, por escrito, à Medicare a minha intenção de cancelar o contrato. No entanto, a carta acabou por ser devolvida devido a uma alteração de morada. Ao receber a carta devolvida, percebi que havia algo errado e entrei em contacto telefónico com a Medicare para expor a situação. Indicaram-me que deveria enviar um email com fotos da carta devolvida para comprovar que tudo tinha sido feito dentro dos prazos. Garantiram-me que não haveria qualquer problema com o cancelamento, pois tinha prova do envio da carta. Apesar disso, mais tarde recebi um telefonema a informar que o cancelamento não seria aceite, alegando que a carta já não era válida como prova e que agora só contaria o telefonema, que tinha sido feito fora do prazo de cancelamento. Disseram-me que, por isso, já não seria possível cancelar o contrato e que teria de permanecer mais um ano fidelizada. Sempre paguei todas as mensalidades atempadamente e, apesar disso, nunca utilizei o serviço. Acho injusto que me obriguem a continuar com um serviço que já não quero e sinto que estão a ignorar totalmente os interesses dos clientes. Já confirmei várias vezes, inclusive por telefone, que não pretendo continuar, mas continuo a receber chamadas a exigir o pagamento de mensalidades ou a tentar renegociar o valor, mas recusam-se a cancelar o contrato. Peço esclarecimento por escrito, concreto e fundamentado, sobre o motivo pelo qual o meu pedido de cessação não foi aceite, indicando a base legal e a data exata em que posso pôr termo ao contrato. Solicito ainda que suspendam quaisquer cobranças após o pedido de cessação, caso seja aplicável. Reitero a minha vontade de não manter este contrato e aguardo uma resposta escrita e clara a esta reclamação.

Encerrada
M. G.
26/09/2026
Veraodostugas

Encomenda não recebida - burla

Em 20 de setembro de 2026, fiz uma compra de uma cadeira de baloiço, pelo valor de 21,72. O valor foi pago no momento através de Entidade e Referência multibanco. O nome que associa a esta entidade é ( SIMONE PEREIRA SIL). Categoria: saúde e beleza. Após pagamento, a confirmação por email foi para caixa de spam. Apartir daí, suspeitei logo que tinha sido vítima de burla. Enviei um email para empresa@veraodostugas.pt a saber o ponto de situação e deu email inválido ( mensagem não enviada). Nós últimos dias tenho recebido emails falsos em nome dos CTT a pedir para pagar uma taxa para que a encomenda seja liberada para envio. Como tal, não paguei nem mais um cêntimo. Neste momento nem encomenda nem dinheiro. Fui burlada! Alguém tem de deter esta pessoa!

Encerrada
P. O.
25/09/2026

Perda de comparticipação de medicamentos por registo RNU "desatualizado"

Exmos. Senhores, Venho dar-vos conhecimento de uma situação que, a julgar pelas notícias recentes, afeta muitos utentes, e pedir o vosso apoio na defesa dos direitos dos utentes do SNS. Situação Sou cidadã portuguesa, residente em Portugal, com Número Nacional de Utente e Cartão de Cidadão válido. Em 21-09-2026, na Farmácia A5 Oeiras, foi-me recusada a comparticipação de medicamentos prescritos, porque o meu registo no Registo Nacional de Utentes (RNU) está classificado como não atualizado e não utilizo o SNS há vários anos, por recorrer a cuidados privados. O meu registo tem a morada atualizada. O único elemento em falta parece ser a associação ao Cartão de Cidadão, um documento emitido pelo próprio Estado. A única forma de regularizar é presencial, num centro de saúde, o que implica perder horas de trabalho e ocupar atendimento num SNS já sobrecarregado. Problemas identificados Custo transferido para o cidadão: o Estado já detém os dados em falta. Segundo o Regulamento do RNU, os dados do Cartão de Cidadão passam automaticamente para o RNU. A falta de ligação entre sistemas públicos não deveria ter consequências para o utente. Ausência de alternativa digital: a Chave Móvel Digital é aceite como autenticação forte noutros serviços públicos, mas não está disponível para este procedimento. Contradição com o enquadramento da ERS: a Entidade Reguladora da Saúde afirma que todos os cidadãos portugueses são beneficiários do SNS, independentemente do tipo de registo no RNU. Penalização de uma opção legítima: recorrer ao setor privado não deveria fazer perder um direito associado ao SNS, que é financiado pelos impostos de todos. Impacto alargado: a Ordem dos Médicos e a Associação Nacional de Cuidados Continuados já alertaram publicamente para casos semelhantes, incluindo idosos, doentes crónicos e utentes institucionalizados. Pedido Intervenção junto da ACSS e do Ministério da Saúde para que seja criado um meio digital de atualização do registo e para que os registos sejam validados automaticamente com os dados do Cartão de Cidadão. Divulgação da situação aos consumidores, para que verifiquem o seu registo antes de serem surpreendidos na farmácia. Orientação sobre o reembolso dos valores de comparticipação suportados indevidamente. Informo que apresentei também queixa ao Provedor de Justiça.

Encerrada
J. C.
24/09/2026

Dificultade no cancelamento de contarto de saude Medicare

Septiembre 24/ 2026 O Meu marido e eu temos plano de saude Medicare há tres anos. Durante o mes de setembro entramos em contato com o serviço de atendimento ao cliente em diversas ocasiões para solicitar o cancelamento imediato do contrato, devido à nossa saída definitiva do país. Nunca nos foi comunicado que o contrato seria automaticamente retomado após a aceitação, isso implicaria o pagamento por um serviço que não podemos utilizar. A informação que recebemos foi de que o contrato poderia ser cancelado voluntariamente sem qualquer restrição de tempo. Nas chamadas, fomos informados que o gestor de contrato deveria entrar em contacto connosco, mas até hoje não recebemos nenhuma chamada. Hoje contactámos o serviço de apoio ao cliente de novo, sem obter solução. Precisamos de resolver esta questão o mais rapidamente possível. Aguardamos a resolução e o cancelamento imediato do contrato. Obrigada Janneth E Cruz

Encerrada
M. T.
24/09/2026
Hospital São Francisco Xavier

Atendimento na Urgência do Hospital São Francisco Xavier em 19/09/2026 | Calculo Obstrutivo

Assunto: Reclamação relativa a episódio de urgência por cálculo ureteral obstrutivo Exmos. Senhores, Venho apresentar uma reclamação formal relativamente ao atendimento que me foi prestado no Hospital São Francisco Xavier, na sequência de um episódio de cólica renal esquerda intensa, com um cálculo ureteral obstrutivo. Dei entrada na urgência com dor lombar intensa do lado esquerdo, dificuldade em urinar, dor irradiada para a perna e para o testículo, náuseas e vómitos. Após avaliação médica, foi-me transmitido pelo médico da urgência que existia um cálculo obstrutivo no ureter esquerdo, associado a dilatação do rim, e que, perante aquela situação, poderia ser necessária uma intervenção para desobstrução. Posteriormente, houve mudança da equipa médica. Segundo me foi transmitido, a equipa de Urologia de Santa Maria foi contactada e a orientação que chegou à urgência foi de que eu poderia ter alta, fazer medicação e ingerir muitos líquidos, aguardando que o cálculo saísse espontaneamente. É precisamente esta decisão que considero necessário que seja esclarecida. Tenho um histórico de litíase renal recorrente, com episódios anteriores registados no meu processo clínico, e sei que os meus cálculos são de oxalato de cálcio. Mais importante ainda, naquele momento já existia informação objetiva de que o cálculo estava obstrutivo e associado a dilatação do rim. Apesar disso, fui enviado para casa com a indicação de aguardar a expulsão espontânea do cálculo. O que aconteceu posteriormente veio aumentar significativamente a minha preocupação. Fui entretanto avaliado e intervencionado por uma equipa de Urologia no setor privado. Durante a intervenção, verificou-se que os cálculos estavam impactados no ureter, encontrando-se fortemente aderentes/encostados à parede ureteral e rodeados por inflamação. O cirurgião decidiu não forçar a utilização do laser, precisamente porque insistir poderia provocar uma lesão ou até perfuração do ureter. Perante essa situação, foi colocado um stent ureteral, com o objetivo de proteger o ureter e assegurar a drenagem, ficando os cálculos por resolver neste momento e sujeitos a posterior acompanhamento urológico. É impossível para mim não questionar se a evolução desta situação poderia ter sido diferente caso, no primeiro episódio de urgência, que eu tive o cuidado de vos procurar dando prioridade ao meu SNS do qual pago os meus impostos e cumpro com as minhas obrigações, tivesse sido adotada uma abordagem urológica mais precoce. Não afirmo que a evolução posterior tenha sido necessariamente causada pela decisão tomada no São Francisco Xavier, porque não tenho competência médica para estabelecer essa relação. Contudo, considero legítimo e necessário perguntar se a manutenção de uma obstrução durante vários dias, associada à recomendação de ingestão abundante de líquidos, poderá ter contribuído para o agravamento da inflamação e para a impactação dos cálculos que posteriormente foi encontrada durante a cirurgia. O que me causa particular indignação é que procurei o Serviço Nacional de Saúde precisamente quando mais precisava de cuidados médicos. Eu não estava perante uma dor ligeira ou um episódio banal: apresentava uma cólica renal intensa, vómitos, dificuldade em urinar e um cálculo que, segundo o próprio médico que me avaliou inicialmente, estava a provocar obstrução e dilatação do rim. Não compreendo, por isso, como perante este quadro clínico e tendo em consideração o meu historial, a decisão final tenha sido simplesmente enviar-me para casa, com medicação e indicação para beber muitos líquidos e esperar. Solicito, por isso, esclarecimento formal sobre: 1. Qual foi o diagnóstico concreto estabelecido no episódio de urgência, incluindo a localização e dimensão do cálculo e o grau de obstrução/dilatação renal identificado. 2. Qual foi a indicação do médico que inicialmente me avaliou e por que motivo foi posteriormente alterada. 3. Qual foi a orientação transmitida pela equipa de Urologia de Santa Maria e em que elementos clínicos se baseou a decisão de não proceder a intervenção ou avaliação urológica presencial. 4. Se o meu histórico clínico de litíase renal recorrente e de cálculos de oxalato de cálcio foi efetivamente consultado e considerado na tomada de decisão. 5. Se foi considerada a possibilidade de o cálculo estar impactado, atendendo à obstrução e à sua localização. 6. Se, perante uma obstrução com dilatação renal, era clinicamente adequado recomendar ingestão abundante de líquidos enquanto se aguardava uma eventual expulsão espontânea. 7. Se, à luz da evolução posterior e dos achados encontrados durante a intervenção urológica, consideram que a orientação dada na urgência foi a mais adequada. 8. Solicito ainda acesso aos registos clínicos relativos a este episódio, incluindo as avaliações médicas, exames realizados, e por fim a análise à urina que me pediram dando-me "ALTA" sem sequer haver uma observação adequada, orientações da equipa de Urologia e respetivos registos no processo clínico. Não apresento esta reclamação por considerar que todos os profissionais envolvidos tenham atuado de má-fé. Sei que a decisão médica pode ser complexa e que existem diferentes abordagens clínicas. Apresento-a porque preciso de compreender o que aconteceu. Durante vários dias vivi com dores intensas, sem conseguir dormir normalmente e sem saber se estava a colocar o meu rim em risco. Procurei ajuda no hospital público por confiar no Serviço Nacional de Saúde e por acreditar que o meu histórico clínico seria devidamente considerado. Hoje, depois de ter sido intervencionado e de me ter sido colocado um stent porque os cálculos se encontravam impactados e não podiam ser tratados de forma segura sem risco de lesão do ureter, não consigo simplesmente aceitar o episódio sem pedir explicações. Espero, por isso, uma resposta formal, fundamentada e esclarecedora sobre o atendimento prestado e sobre as decisões clínicas tomadas naquele episódio. Com os melhores cumprimentos, Miguel Tomé

Encerrada

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