Lanches e pequenos-almoços estão mais caros: veja quanto subiram 18 alimentos
O preço de 18 alimentos usados em pequenos-almoços, lanches e snacks aumentou desde 2022. Laranja, cereais integrais e leite meio-gordo são os alimentos que mais subiram de preço. Fazem parte de um cabaz de 18 produtos que compõem os lanches para levar para a escola.
Cinco vezes por semana, a lancheira das crianças enche-se de leite ou iogurte e fruta, pão, queijo e alguns acepipes. À semelhança de muitos produtos alimentares, aqueles que os pais enviam para o lanche escolar têm encarecido.
A DECO PROteste analisou a evolução dos preços de um cabaz de 18 alimentos que normalmente fazem parte dos lanches escolares, entre 5 de janeiro de 2022 e 2 de setembro de 2026. Presentes estão laticínios, cereais e fruta, mas também outros produtos que só devem ser consumidos esporadicamente pelas crianças, como manteiga, bolachas e néctares.
Laranja aumentou quase 60%
Se, a 5 de janeiro de 2022, era possível comprar esta cesta de 18 produtos por 31,17 euros, passados mais de quatro anos e meio, a 2 de setembro de 2026, a mesma cesta já custava 39,62 euros. Ou seja, mais 8,45 euros (mais 27,1 por cento). Entre estas duas datas, laranja, cereais integrais e leite meio-gordo registaram os maiores aumentos.
Por quilo, a laranja passou de 1,08 para 1,72 euros, um aumento de 64 cêntimos (mais 58,86 por cento). Já uma embalagem de 375 gramas de cereais integrais subiu de 2,61 para 3,95 euros, um aumento de 1,35 euros (mais 51,65 por cento). E um litro de leite meio-gordo aumentou 28 cêntimos (mais 41,64%): de 68 para 96 cêntimos. Os iogurtes de aroma e os líquidos conseguiram conter o aumento para "apenas" 8,98% e 10,41%, respetivamente.
Se compararmos o preço desta cesta de produtos para lanches a 2 de setembro de 2026 com os preços da mesma semana há quatro anos, a 7 de setembro de 2022, verifica-se que aumentou 5,05 euros (mais 14,61%): de 34,57 para 39,62 euros.
Cabaz de lanches: três anos com subidas mais suaves
Embora nos últimos três anos, a subida da cesta de lanches escolares tenha sido menos acentuada (entre 1,65%, face a setembro do ano passado, e 10,17%, face a setembro de 2023), três produtos destacam-se por terem ficado mais caros entre 3 de setembro de 2025 e 2 de setembro deste ano:
- cereais integrais (mais 15,11%);
- pão de forma sem côdea (mais 11,66%);
- e o néctar de laranja (mais 9,79%).
Pelo contrário, o preço da laranja desceu significativamente no último ano, tendo passado de 1,96 euros por quilo, na primeira semana de setembro de 2025, para 1,72 euros por quilo (menos 24 cêntimos por quilo, ou menos 12,02 por cento). Também a maçã gala e a maçã golden viram o seu preço descer mais de 6% entre as duas datas.
Em três anos - de 6 de setembro de 2023 a 2 de setembro de 2026 - o aumento da cesta de 18 produtos foi considerável (10,17%), mas foi mais modesto no mesmo período dos últimos dois anos (6,3 por cento). Já se compararmos o preço dos 18 produtos, a 2 de setembro de 2026 com os preços registados há um ano, a 3 de setembro de 2025, verifica-se que o aumento foi mais suave: 1,65% (mais 0,64 euros).
Lanches escolares e pequenos-almoços: a regra é variar
O lanche das crianças não deve ser monótono. A cada dia, há que variar a sua composição, entre pão, bolachas, leite, sumos, batidos, cenouras aos palitos e frutos secos... o limite é a imaginação, dentro do leque de uma alimentação saudável. As regras mandam comer, pelo menos, a cada três horas, para retemperar forças, evitar a fadiga e a manter a concentração.
Cada merenda deve fornecer 5% a 10% das calorias diárias – uma criança de 11 anos, por exemplo, precisará de cerca de 2000 calorias, pelo que deve ingerir cerca de 200 calorias ao lanche, mas o valor pode variar consoante a criança e a atividade física, por exemplo.
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