Crédito à habitação jovem: quais os bancos com melhores condições para poupar?
A DECO PROteste analisou as propostas dos bancos para encontrar as melhores condições de crédito à habitação jovem. Para um empréstimo de 180 mil euros, a pagar em 35 anos, identificou duas Escolhas Acertadas que permitem poupar, pelo menos, 300 euros por ano. Saiba quais são e como se comparam.
Comprar a primeira casa é um desafio para muitos jovens. Além do preço dos imóveis, é necessário reunir poupanças para a compra e garantir que a prestação do crédito é compatível com o orçamento familiar.
Para facilitar o acesso à habitação, existem apoios públicos para jovens, incluindo a possibilidade de beneficiar de uma garantia pública que permite obter o valor total do imóvel e de isenção de alguns impostos.
Do lado dos bancos, as propostas não são todas iguais e uma prestação mais baixa não significa necessariamente que irá contratar um crédito mais barato.
A DECO PROteste analisou os produtos dos bancos dirigidos a jovens até aos 35 anos de idade e revela como poupar algumas centenas de euros por ano.
Como a DECO PROteste compara o crédito habitação jovem?
A DECO PROteste analisou, em setembro, a oferta de crédito à habitação existente em Portugal, considerando um cenário de compra de uma casa de 225 mil euros com um financiamento de 180 mil euros, ou seja, um rácio entre financiamento e garantia de 80 por cento. O prazo de pagamento é de 35 anos.
Além da prestação mensal, foi calculada a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) e o montante total imputado ao consumidor (MTIC), que são os indicadores do custo total de cada crédito.
As propostas foram comparadas assumindo a contratação de produtos facultativos, como seguros e cartão de crédito, que permitem reduzir a taxa de juro do empréstimo.
No entanto, como os prémios dos seguros variam consoante a idade dos mutuários e características dos imóveis, as TAEG apresentadas apenas incluem os custos diretos do crédito, sem considerar seguros ou outros produtos associados.
São apresentadas Escolhas Acertadas para créditos de taxa variável e taxa mista. No financiamento com taxa mista, foi considerado um período fixo de dois anos, salvo nos bancos que não permitem este período, casos em que foi considerado o mais próximo (três ou cinco anos).
Na maioria dos bancos analisados só é possível contratar um crédito com taxa fixa para pagar num prazo até 30 anos. Como o cenário prevê um prazo de reembolso de 35 anos, a DECO PROteste optou por não incluir este tipo de taxa no estudo.
Os resultados do estudo baseiam-se num cenário. Para saber que banco oferece as melhores condições tendo em conta a sua situação, simule para ver as propostas de vários bancos.
Quais são as propostas de crédito habitação jovem mais baratas?
Os resultados completos do estudo podem ser consultados nas tabelas abaixo.
Escolha Acertada para taxa mista: Bankinter
TAEG 3,2%
PRESTAÇÃO MENSAL FIXA (2 anos) 643,49 €
PRESTAÇÃO MENSAL VARIÁVEL 710,82 €
POUPANÇA ANUAL (face à média do mercado) 565 €
Escolha Acertada para taxa variável: Banco Montepio
TAEG 3,3%
PRESTAÇÃO MENSAL 714,30 €
POUPANÇA ANUAL (face à média do mercado) 303 €
Que condições especiais são oferecidas aos jovens no crédito à habitação?
Em todos os bancos analisados, a oferta para jovens está disponível até aos 35 anos de idade.
Na maioria das instituições de crédito, estas propostas passam apenas pela disponibilização de crédito à habitação com garantia do Estado, que permite aos jovens que cumpram determinados requisitos financiar a totalidade do valor da casa.
Esta possibilidade reduz a necessidade de dispor de poupanças para a entrada, mas pode encarecer o crédito: um financiamento maior significa uma dívida maior, ou seja, a prestação e o custo total do crédito serão superiores.
Esta medida está garantida, para novos contratos, apenas até 31 de dezembro de 2026. Apesar de o respetivo prolongamento constar do relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Governo ainda não tomou a decisão formal de a prolongar.
CONHEÇA OS APOIOS DISPONÍVEIS PARA A HABITAÇÃO JOVEM
Alguns bancos isentam, na totalidade ou em parte, as comissões iniciais, que podem representar um encargo de várias centenas de euros. Nos bancos analisados pela DECO PROteste, cinco não cobram comissões. Dos que o fazem, os valores oscilam entre cerca de 200 euros no crédito com taxa mista da Caixa Geral de Depósitos e mais de 1300 euros na UCI.
Outra forma de os bancos apresentarem propostas mais vantajosas para jovens é reduzindo o spread.
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