Crédito à habitação para jovens: compre casa com as melhores condições
O crédito à habitação para jovens pode ser a solução para comprar a primeira casa, mesmo quando a entrada, as taxas de juro ou os impostos parecem obstáculos impossíveis de transpor. Saiba que condições específicas existem, como comparar propostas e o que tem de fazer para reduzir a taxa de esforço.
Se procura crédito à habitação para jovens, a melhor forma de começar é comparar bancos pela taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), avaliar se prefere taxa fixa ou variável e garantir que a sua taxa de esforço não ultrapassa 35%.
Até ao final de 2026, existem condições especiais para jovens que cumpram determinados critérios, que podem levar ao financiamento de 100% do valor do imóvel e isenção de impostos.
Continue a ler para conhecer todas as condições e passos essenciais para comprar a sua primeira casa com recurso a financiamento bancário.
O que é o crédito à habitação para jovens?
O crédito à habitação para jovens é um financiamento bancário destinado a pessoas entre os 18 e os 35 anos que pretendem comprar a primeira casa.
| Critério | Condição |
|---|---|
| Idade | 18-35 anos |
| Taxa de esforço ideal | Inferior a 35% |
| Financiamento máximo |
80%-90% para a generalidade dos consumidores 100% para quem preencha determinados requisitos |
| Tipos de taxa de juro | Fixa, variável ou mista |
| Custos iniciais |
Comissões bancárias, Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), Imposto do Selo, escritura de compra e venda com hipoteca, registos do imóvel Quem preencha as condições previstas pode ter isenção de IMT, Imposto do Selo e registos do imóvel |
Os bancos podem oferecer taxas de juro mais baixas, campanhas com vantagens específicas ou condições de contratação simplificadas – mas nem sempre estas são as propostas mais vantajosas.
Vá atualizando a sua pesquisa, pois podem existir ofertas promocionais muito boas em bancos sem condições específicas para estas faixas etárias.
A DECO PROteste disponibiliza um comparador que ajuda a escolher o crédito à habitação mais adequado ao seu perfil. Aí será indicado o banco que tem a TAEG mais baixa e que cobra menos comissões. Terá, também, acesso a uma simulação de quanto vai pagar mensalmente de prestação.
SIMULE E POUPE NO CRÉDITO À HABITAÇÃO
Como escolher o melhor crédito à habitação para jovens
Antes de pedir qualquer empréstimo, há fatores a considerar.
1. Avaliar as finanças familiares
Analise a sua situação financeira, as evoluções previstas (por exemplo, se a família vai aumentar) e a estabilidade dos rendimentos (por exemplo, o tipo de vínculo à entidade patronal).
Se tem orçamentos muito instáveis, não é aconselhável que contrate um crédito à habitação, uma vez que dificilmente encontrará alternativas para cumprir as suas obrigações para com o banco.
2. Definir o tipo de taxa de juro
A escolha entre taxa fixa, taxa variável ou taxa mista tem impacto direto no risco e no valor da prestação.
Qual a perspetiva de evolução dos juros durante o prazo do contrato? Consegue lidar com as revisões periódicas da prestação? Estas são questões que devem ser colocadas antes de tomar a decisão.
Taxa fixa
Vantagens
- Prestação estável até ao final do contrato
- Segurança contra subidas da taxa de juro de referência (por exemplo, Euribor)
Inconvenientes
- Geralmente, os juros são superiores à alternativa variável, pelo menos no início do contrato
- Não beneficia de descidas da Euribor
Taxa variável
Vantagens
- Costuma ser a opção mais barata
- Beneficia de descidas do indexante (por exemplo, Euribor)
Inconvenientes
- Nas revisões, a prestação pode subir de acordo com a evolução do indexante
- Exige maior tolerância ao risco, o que implica uma taxa de esforço não muito próxima de 35%
Taxa mista
Vantagens
- Pode compensar quando o período inicial fixo (de 1 a 3 anos) é oferecido abaixo das médias do indexante (Euribor)
- Útil em fases de subida de juros
Inconvenientes
- Os créditos com períodos curtos de taxa fixa podem ser pouco interessantes, pois dificilmente existirão variações dos juros no mercado que compensem o diferencial pago a mais na taxa fixa, durante esse tempo
3. Ponderar a contratação de produtos associados
Os bancos costumam oferecer spreads (a taxa de juro que corresponde à margem de lucro do banco) mais baixos se contratar também os seguros obrigatórios, cartões ou outros produtos associados.
Este desconto permite baixar a prestação mensal, garantindo-lhe condições mais competitivas no curto prazo.
No entanto, implica o pagamento dos custos referentes a esses mesmos produtos – por exemplo, anuidade do cartão de crédito –, ou pode haver melhores preços fora do banco.
Em alguns casos, pode compensar não contratar os produtos associados ao crédito à habitação junto do banco, mas sim de forma independente, mesmo perdendo as bonificações associadas ao spread.
Dica: compare sempre a TAEG com e sem produtos associados, e escolha a mais baixa.
4. Identificar a taxa de esforço
A taxa de esforço corresponde ao peso dos empréstimos nos rendimentos do agregado.
Para calcular este valor, existe uma fórmula:
(Prestações de crédito ÷ Rendimento líquido mensal) × 100
Comece por somar a prestação da proposta do crédito à habitação às restantes prestações fixas que tem. Seguidamente, divida a soma pelo seu rendimento líquido mensal. No final, multiplique o resultado por 100. Essa é a sua taxa de esforço.
A taxa de esforço não deve ser superior 35%, caso contrário, a saúde financeira da sua família poderá ficar em risco.
Na página da Habitação Jovem, a DECO PROteste disponibiliza uma calculadora da taxa de esforço. Encontra ainda outras ferramentas, como o simulador de apoios por município e o simulador de apoios do Estado, que permite aos jovens saber se são elegíveis para a isenção de IMT e do Imposto do Selo, e ainda para a garantia pública no crédito à habitação.
5. Calcular o valor da entrada
Se não se enquadrar nas condições preferenciais, atualmente em vigor para os mais jovens, os bancos não financiam todo o valor da casa, exceto se forem imóveis próprios. Atualmente, não podem financiar mais de 90% do valor do imóvel e muitos não ultrapassam os 80%.
Vejamos um exemplo prático de quanto precisará de dispor, à partida, para comprar a casa:
- preço do imóvel – 150 000 euros;
- financiamento máximo (90%) – 130 000 euros;
- entrada necessária – 15 000 euros.
Mas este não é o único valor de que precisa. Conte com um pé-de-meia suficientemente robusto para suportar as seguintes despesas:
- comissões iniciais do crédito (abertura, formalização, avaliação, etc.);
- registo da habitação;
- imposto de selo pela utilização do crédito;
- imposto de selo sobre a aquisição do imóvel;
- Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).
Dica: convém dispor de, pelo menos, um quinto do preço da casa (por exemplo, 150 000 € : 5 = 30 000 €).
Questões frequentes
Respondemos às dúvidas mais frequentes sobre crédito à habitação para jovens.
Posso obter crédito à habitação jovem se tiver contrato a termo?
Sim, mas o banco poderá exigir garantias adicionais (por exemplo, fiadores) ou avaliar a estabilidade do rendimento com maior rigor.
Posso usar o meu PPR para reforçar a entrada?
Alguns bancos permitem que parte do PPR funcione como garantia adicional. Confirme as condições específicas junto do banco.
Posso pedir crédito à habitação sozinho, mesmo comprando a casa em conjunto com outra pessoa?
Em princípio, sim. Neste caso, apenas o titular do crédito será avaliado para a taxa de esforço e será responsável pela dívida. Nem todos os bancos poderão aceitar esta situação, pelo que convém informar-se previamente.
É possível transferir o crédito para melhorar condições?
Sim, pode mudar de banco para obter uma TAEG mais baixa.
A taxa total paga aumenta se fizer amortizações antecipadas?
Depende. Terá de pagar comissão de amortização: 0,5% nos créditos de taxa variável e até 2% nos créditos de taxa fixa. No entanto, reduz o montante em dívida e, portanto, o total de juros que pagará até ao final do contrato. Geralmente, compensa fazer as amortizações, mas convém fazer contas antes de avançar.
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