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Mazda CX-6e: a Mazda arriscou no SUV elétrico. Acertou?

O Mazda CX-6e reforça a ofensiva elétrica da marca japonesa com uma proposta familiar, espaço generoso e uma autonomia anunciada até 484 quilómetros. No primeiro teste, destaca-se pela qualidade do habitáculo e pelo conforto acústico. Conheça os detalhes que dividem opiniões na utilização.

Editor:
12 outubro 2026
mazda cx-6e, suv elétrico, no parque

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O novo SUV elétrico da Mazda convence pela qualidade do habitáculo, pelo espaço e silêncio a bordo, mas ainda deixa dúvidas ao nível da ergonomia e alguns assistentes de condução intrusivos.

  • Até 484 km de autonomia WLTP com bateria de 78 kWh.
  • Carregamento rápido de 10 a 80% em 24 minutos.
  • Preço de lançamento desde 41 543 euros. 
Mazda CX-6e é um SUV elétrico familiar do segmento médio. Mede 4,85 m de comprimento. 
Mazda CX-6e é um SUV elétrico familiar do segmento médio. Mede 4,85 m de comprimento.

O que revela o primeiro ensaio ao Mazda CX-6e?

O Mazda CX-6e é o terceiro automóvel elétrico da marca japonesa e resulta da colaboração entre a Mazda e a chinesa Changan, que também está na origem da berlina Mazda 6e.

Combina uma bateria de 78 kWh com um motor elétrico de 258 cavalos. A gama inclui duas versões (Takumi e Takumi Plus) que diferem sobretudo no equipamento e nas jantes.

Habitáculo bom e espaçoso

O interior é um ponto forte do CX-6e. Os materiais transmitem uma sensação de qualidade, as superfícies são macias e o espaço disponível é generoso. Na segunda fila, não falta conforto para passageiros.

Tabliê dominado pelo enorme ecrã tátil, concebido para os dois ocupantes da frente. 
Tabliê dominado pelo enorme ecrã tátil, concebido para os dois ocupantes da frente. 

No tabliê, o ecrã tátil de 26,45 polegadas apresenta conteúdos para o condutor e para o passageiro da frente. Impressiona, mas não garante uma utilização simples. Alguns comandos encontram-se escondidos em menus, obrigando a percorrer vários níveis para aceder a funções que deveriam estar mais acessíveis.

A ausência de um painel de instrumentos convencional atrás do volante exige adaptação. O head-up display de série, que projeta informação no para-brisas, assume parte desse papel. Mas a informação sobre algumas funções, como o modo de condução selecionado, nem sempre é fácil de consultar.

Na bagageira a marca anuncia 468 l de capacidade, que pode chegar aos 1434 l com os bancos traseiros rebatidos. 
Na bagageira a marca anuncia 468 l de capacidade, que pode chegar aos 1434 l com os bancos traseiros rebatidos. 

O capô esconde um compartimento alcatifado de 83 litros.

Suspensão firme contrasta com o silêncio a bordo

Na estrada, o CX-6e privilegia uma condução tranquila. Os 258 cv são suficientes para uma utilização quotidiana, mas a resposta do acelerador não transmite a sensação de aceleração intensa que se associa a alguns automóveis elétricos.

A direção merece uma apreciação positiva, pela utilização fácil e pela resposta adequada aos movimentos do volante. O comportamento é sereno, sem uma orientação desportiva. A suspensão, porém, é demasiado firme. As irregularidades do piso fazem-se sentir no habitáculo. Em contrapartida, o conforto acústico é muito bom, mesmo em velocidades mais elevadas.

Assistentes de condução demasiado intrusivos

Alguns sistemas de apoio revelaram-se muito interventivos. O alerta de atenção do condutor e o sistema de manutenção na faixa de rodagem emitiram alertas com demasiada frequência.

A situação é agravada pela complexidade dos menus. Algumas funções podem ser associadas a atalhos no volante, mas outras exigem uma navegação pouco intuitiva pelo ecrã central.

A visibilidade também merece atenção, sobretudo para quem pondera escolher os retrovisores exteriores digitais da versão mais equipada. Teste a adaptação ao sistema, dado que a imagem passa a ser apresentada em ecrãs no interior do automóvel, em vez de ser observada diretamente nos espelhos convencionais.

Qual é a autonomia e quanto demora a carregar?

O Mazda CX-6e utiliza uma bateria de 78 kWh e anuncia uma autonomia máxima de 484 quilómetros no ciclo WLTP. Este valor corresponde à versão Takumi, com jantes de 19 polegadas.

Na Takumi Plus, com jantes de 21 polegadas, a autonomia anunciada desce para 468 quilómetros. São valores razoáveis, mas comparado com os carros elétricos mais recentes, como o Mercedes-Benz GLC ou o BMW iX3, não é um avanço significativo.

O consumo combinado homologado situa-se entre 18,9 e 19,4 kWh/100 km, consoante a versão. No primeiro ensaio, o computador de bordo indicou valores entre 17 e 18 kWh/100 km. São resultados promissores, mas têm de ser confirmados no teste em condições de utilização mais abrangentes.

No carregamento rápido em corrente contínua, pode carregar a bateria de 10% para 80% em cerca de 24 minutos, segundo o fabricante. Para carregar em casa ou em postos de corrente alternada, o SUV dispõe de um carregador de bordo de 11 kW.

Quanto custa o Mazda CX-6e em Portugal?

O Mazda CX-6e está disponível em Portugal nas versões Takumi e Takumi Plus. Na campanha de lançamento, o preço começa em 41 543 euros. 

A versão Takumi Plus custa 44 543 euros. Acrescenta jantes de 21 polegadas, retrovisores exteriores digitais e um retrovisor interior digital, que pode funcionar como ecrã.

A avaliação da DECO PROteste

O primeiro contacto com o Mazda CX-6e revela um SUV elétrico com argumentos importantes para quem procura espaço, qualidade interior e uma condução silenciosa. A autonomia anunciada, a potência de carregamento rápido e a bomba de calor de série também contribuem para a utilização em viagens.

Contudo, não convence em todos os aspetos. A suspensão firme prejudica o conforto em pisos irregulares, enquanto a organização de alguns menus e a intervenção frequente dos assistentes de condução podem tornar a utilização quotidiana menos intuitiva.

Com preço promocional desde 41 543 euros, o Mazda CX-6e entra na guerra dos SUV elétricos. Para um SUV familiar totalmente elétrico do segmento médio, é um preço bastante razoável. Por exemplo, o Volkswagen Tiguan híbrido plug-in está disponível numa faixa de preços semelhante, mas pertence a um segmento inferior e continua a recorrer a um motor de combustão.

Ainda assim, a Qualidade Global atribuída pela DECO PROteste só pode ser apurada depois de concluir a avaliação, que combina medições laboratoriais com testes de estrada. Assim que os resultados do teste estiverem disponíveis, o comparador de carros elétricos será atualizado.

 

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