MG HS PHEV: SUV híbrido plug-in familiar com boa autonomia elétrica e preço atrativo
O MG HS PHEV destaca-se pela autonomia elétrica, mas revela margem para melhorar na potência de carregamento e na travagem. Custa desde 33 990 euros. Vale a pena considerar o renovado híbrido plug-in? A quem pode interessar a proposta da MG?
O MG HS PHEV é uma das propostas mais recentes no segmento dos SUV híbridos plug-in. No teste, brilha pela autonomia e pela relação entre equipamento e preço. Ainda assim, as medições em laboratório identificam resultados menos conseguidos na travagem e na velocidade de carregamento da bateria.
- Autonomia elétrica real de 87 quilómetros.
- Híbrido plug-in com bom desempenho.
- Boa relação entre preço e equipamento.
- Garantia até sete anos ou 150 mil quilómetros.
Disponível nas versões Comfort e Luxury, o novo SUV da MG interessa a quem consegue carregar o automóvel com regularidade e pretende reduzir o consumo de combustível nas deslocações diárias, sem abdicar da versatilidade de um motor a gasolina para viagens mais longas.
Prós do MG HS PHEV
- Autonomia elétrica adequada para utilização diária
- Bom desempenho
- Preço atrativo
Contras do MG HS PHEV
- Distância de travagem longa
- Potência de carregamento apenas mediana
- Sistema multimédia pouco intuitivo
O que revela o teste ao renovado MG HS PHEV?
O MG HS PHEV consegue um resultado encorajador no ensaio. O SUV híbrido plug-in demonstra um desempenho equilibrado em diferentes áreas.
O conjunto mecânico arrecada os melhores resultados. O sistema híbrido combina um motor 1.5 turbo a gasolina com um motor elétrico, desenvolvendo uma potência combinada de 272 cavalos.
O dado mais notável é a autonomia em modo elétrico. O MG HS PHEV percorreu 87 quilómetros sem recorrer ao motor de combustão, um resultado que permite a muitos utilizadores fazer as deslocações diárias apenas com eletricidade, se mantiverem a bateria carregada.
Este desempenho reforça o posicionamento como um carro interessante para quem pretende reduzir consumos e emissões nas deslocações diárias.
O que distingue o MG HS PHEV dos rivais?
O principal argumento é o equilíbrio entre autonomia elétrica, desempenho e preço. Existem híbridos plug-in com maior potência ou carregamentos mais rápidos, mas poucos combinam uma autonomia elétrica desta dimensão com um preço competitivo.
Muitos condutores poderão utilizar o automóvel durante vários dias sem consumir gasolina, em função da distância e da possibilidade de carregar a bateria em casa ou no trabalho.
O desempenho também merece destaque. A potência combinada permite ultrapassagens rápidas e recuperações seguras, enquanto a transição entre o motor elétrico e o motor térmico decorre de forma impercetível.
Outro ponto valorizado é a garantia da marca. Em Portugal, o MG HS beneficia de uma cobertura de até sete anos ou 150 000 quilómetros, um argumento para quem considera a compra de um automóvel eletrificado.
Consumo com a bateria carregada e depois de esgotada
Com a bateria carregada, o MG HS PHEV consome 24,1 kWh/100 km. No teste, que combina utilização elétrica e a intervenção do motor a gasolina, o consumo foi de 1,7 l/100 km, permitindo uma autonomia total de 845 quilómetros.
Depois de esgotar a carga da bateria e com o sistema no modo híbrido, o consumo médio de gasolina aumenta para 7,3 l/100 km.
Limitações do MG HS PHEV que não convenceram no ensaio
A principal reserva prende-se com a distância travagem. Em média, o carro precisa de 38 metros até se imobilizar completamente nos testes a cem quilómetros por hora, um valor superior ao esperado para um SUV moderno. Não compromete a segurança, mas é um resultado menos conseguido quando comparado com a concorrência.
Outra limitação está no carregamento da bateria. A potência em corrente alternada fica aquém da oferecida por alguns rivais. Em postos AC de 11 kW, o MG HS PHEV carrega apenas a 3 kW, enquanto em postos de 22 kW consegue atingir 6,6 kW, permitindo completar uma carga em menos de três horas e meia.
A ergonomia do habitáculo também merece críticas. Muitas funções de climatização permanecem integradas no ecrã tátil central, obrigando a percorrer vários menus para fazer operações simples que, noutros modelos, estão disponíveis através de comandos físicos.
Ainda assim, nenhuma destas limitações impede o MG HS PHEV de obter uma avaliação global positiva. É um SUV bastante equilibrado e competitivo, sobretudo para quem privilegia a eficiência e a utilização diária em modo elétrico.
Comfort ou Luxury: qual a versão mais indicada?
Em Portugal, o MG HS PHEV está disponível em dois níveis de equipamento: Comfort e Luxury. As diferenças não passam pela motorização, mas sim pelo equipamento de conforto, tecnologia e assistência à condução.
Desde 33 990 euros, a versão Comfort apresenta já um equipamento bastante completo. Inclui, por exemplo, jantes de liga leve de 19 polegadas, dois ecrãs de 12,3 polegadas para o painel de instrumentos e sistema multimédia, compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto, banco do condutor com regulação elétrica, câmara traseira e sensores de estacionamento traseiros.
Para muitos condutores, será suficiente para responder às necessidades diárias, reunindo os principais elementos de segurança, conectividade e conforto.
Com preço de 36 990 euros, a versão Luxury acrescenta equipamentos que privilegiam a comodidade e a utilização quotidiana. Destacam-se a câmara de visão de 360 graus, os sensores de estacionamento dianteiros, a porta da bagageira elétrica com abertura mãos-livres, os bancos dianteiros aquecidos, o ar condicionado automático de duas zonas, o carregador sem fios para smartphone e uma versão mais completa do sistema de conectividade iSMART.
A escolha da versão depende da importância atribuída ao conforto e aos equipamentos adicionais. A versão Luxury proporciona um conjunto de funcionalidades que podem fazer a diferença para quem utiliza o automóvel diariamente ou faz viagens frequentes.
Bagageira: espaço na média do segmento
Nas medições, a bagageira do MG HS PHEV disponibilizou 390 litros com os cinco lugares em utilização e 1475 litros com os bancos traseiros totalmente rebatidos. O teste mede a capacidade útil de carga com blocos normalizados, refletindo melhor o espaço disponível para bagagem.
Capacidade medida na mala
- 390 litros com bancos no sítio.
- 1475 litros com bancos traseiros rebatidos.
A quem pode interessar este híbrido plug-in?
O MG HS PHEV é uma alternativa para dar o salto para a eletrificação sem abdicar da flexibilidade garantida por um motor de combustão.
Pode ser interessante para:
- condutores que conseguem carregar a bateria com regularidade, em casa ou no local de trabalho;
- famílias que procuram um SUV espaçoso para utilização diária e viagens ocasionais;
- quem percorre trajetos urbanos ou suburbanos, tirando partido da autonomia elétrica para reduzir os consumos.
Vale a pena considerar o novo MG HS PHEV?
O MG HS PHEV tem argumentos consistentes para se destacar. A autonomia elétrica e o desempenho do sistema híbrido fazem deste modelo uma proposta a ter em conta se procura um SUV híbrido plug-in.
A travagem, a velocidade de carregamento e algumas lacunas da ergonomia lembram que nenhum automóvel está isento de compromissos. Antes de avançar, compare-o com as alternativas do segmento, analisando autonomia, custos de utilização, equipamento e desempenho.
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MGS9 PHEV: o essencial do primeiro ensaio
O MG HS PHEV não é a única novidade da marca para Portugal. A MG acaba de lançar o MGS9, um SUV ainda maior, e a DECO PROteste já fez o primeiro ensaio.
Com quase cinco metros de comprimento, até sete lugares e motorização híbrida plug-in, o MGS9 PHEV aposta no espaço, sobretudo na segunda fila de bancos, e no conforto. A bateria de cerca de 24 kWh promete perto de 100 quilómetros de autonomia elétrica WLTP. Pretende conquistar famílias numerosas e condutores que fazem muitos quilómetros.
A autonomia elétrica é suficiente para muitas deslocações diárias sem consumir gasolina. O desempenho dinâmico não é muito envolvente. Privilegia o conforto. Com preço difícil de igualar pela concorrência, o MGS9 PHEV é um SUV familiar muito interessante. A versão de base custa a partir 43 027 euros.
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