Mercedes-Benz CLA elétrico é o carro mais sustentável nos testes Green NCAP
O Mercedes-Benz CLA 250+ com tecnologia EQ prova que um desempenho ambiental de cinco estrelas não está reservado aos carros elétricos compactos com baterias de pequena capacidade. A geração mais recente acaba com a ansiedade de autonomia e atinge a classificação máxima. O Green NCAP reprovou um dos quatro carros avaliados.
Adeus à ansiedade de autonomia: com autonomia notável em condições reais e carregamento rápido de elevada potência, o Mercedes-Benz CLA 250+ EQ está preparado para viagens longas.
- Mercedes-Benz CLA elétrico com cinco estrelas na avaliação ambiental.
- Toyota C-HR híbrido convence com três estrelas e meia.
- Mini Cooper C: versões elétricas da marca são mais sustentáveis.
- MG HS a gasolina reprovado. Já foi substituído pela versão híbrida plug-in.
O Green NCAP avaliou quatro automóveis, incluindo motorizações elétricas, híbridas e a gasolina. A classificação máxima de sustentabilidade foi atribuída ao Mercedes-Benz CLA 250+ EQ, que desmonta a ideia de que um baixo consumo só pode ser alcançado por automóveis pequenos e leves.
Com uma classificação de cinco estrelas e uma pontuação global de 91%, o CLA 250+ EQ combina capacidade para longas distâncias, carregamento rápido e uma reduzida pegada de carbono ao longo do ciclo de vida. As credenciais ambientais deste coupé premium impressionam ainda mais ao considerar a excelente autonomia.
O Green NCAP avaliou também o MG HS, o Mini Cooper C e o Toyota C-HR de populares segmentos (compactos e SUV). Os resultados realçam o fosso crescente ao nível de sustentabilidade entre os melhores carros elétricos e híbridos e os modelos convencionais movidos a gasolina.
Mercedes-Benz CLA 250+ EQ: eficiência recorde para longas viagens
Quando o Green NCAP avalia o impacto ambiental de um carro novo, os elétricos compactos, leves e com baterias de menor capacidade tendem a apresentar os consumos mais reduzidos e o menor impacto ambiental. O Mercedes-Benz CLA 250+ EQ demonstra que um automóvel elétrico de luxo, mais pesado, também pode oferecer uma eficiência exemplar e emissões totais de CO2 baixas ao longo do ciclo de vida.
Este carro tem uma bateria de 90 kWh e pesa quase duas toneladas. O resultado assinala uma evolução positiva nos elétricos. O impacto ambiental associado a um automóvel luxuoso e pesado pode ser compensado através de uma aerodinâmica excecional e de uma elevada eficiência do sistema de propulsão e dos sistemas auxiliares.
Proporcionam uma autonomia competitiva: até um máximo de 690 km em tempo quente, em estradas secundárias. O consumo oficial WLTP é de 12,2 kWh/100 km e, em ensaios laboratoriais, obteve um valor muito positivo de 13,9 kWh/100 km com clima quente e ar condicionado a funcionar.
Os cálculos do Green NCAP destacam uma autonomia estimada significativa: 651 km em ambiente urbano com temperaturas amenas e até 456 km em autoestrada mesmo com temperaturas de -7°C. A versatilidade é reforçada pela capacidade de carregamento ultrarrápido, que atingiu um pico de 342 kW, recuperando a carga da bateria de 10% a 80% em apenas 23 minutos. É uma opção prática para quem faz longas distâncias com regularidade.
Toyota C-HR: híbrido oferece um bom compromisso
Se procura uma boa eficiência sem necessidade de carregar o carro ou stresse com a autonomia, o Toyota C-HR híbrido a gasolina é uma proposta versátil. Atingiu uma classificação global de três estrelas e meia (66%), um resultado respeitável para um crossover com motor a gasolina.
O sistema híbrido proporciona bons consumos em utilização real, reforçando a reputação do modelo como automóvel familiar prático. Registou apenas 4,4 l/100 km em percursos mistos com clima quente e uns impressionantes 3,6 l/100 km em condução urbana. Para um carro a gasolina, consegue um resultado sólido nas emissões totais de gases com efeito de estufa ao longo do ciclo de vida, mas ainda distante dos melhores carros elétricos.
O Toyota C-HR falha uma classificação mais elevada devido aos níveis de emissões no duro teste de arranque a frio a -7°C. Nestas condições, o controlo das emissões de hidrocarbonetos e partículas provenientes do motor a gasolina de 1,8 litros poderia ser melhorado. Com um tratamento de gases de escape mais eficaz e uma filtragem de partículas mais eficiente, o C-HR poderia posicionar-se entre os melhores.
MG e Mini têm alternativas mais eficientes na mesma gama
O Mini Cooper C convencional utiliza um motor a gasolina turbo de três cilindros e 1,5 litros, sem qualquer forma de eletrificação da motorização. Apresenta um consumo energético baixo durante a fase de fabrico, mas a dependência dos combustíveis fósseis faz disparar as emissões totais ao longo do ciclo de vida e limita a classificação a três estrelas.
Se o estilo de vida não permite utilizar um carro 100% elétrico, este continua a ser uma opção razoável.
O último automóvel avaliado foi o MG HS, um SUV de grandes dimensões a gasolina e produzido pela fabricante chinesa SAIC Motor. Com consumos que atingiram 9,9 l/100 km em autoestrada, obteve zero pontos nos critérios de eficiência energética da propulsão e emissões de gases com efeito de estufa. As emissões totais estimadas ao longo do ciclo de vida ultrapassam o limite máximo imposto pelo Green NCAP.
Recebeu apenas uma estrela e meia. Os consumidores que pretendam reduzir a pegada de carbono dentro da gama MG são incentivados a considerar os carros híbridos, híbridos plug-in e elétricos da marca. Felizmente, já foi substituído pela versão híbrida plug-in.
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