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Insónia: causas, sintomas e o que fazer

A insónia caracteriza-se frequentemente por dificuldade em adormecer e/ou manter o sono. Conheça as causas e os sintomas de insónia, saiba o que fazer e quando procurar ajuda médica.

Especialista:
02 outubro 2026
insónias

iStock

A insónia é uma das perturbações do sono mais comuns. Consiste na incapacidade de dormir o suficiente para um bom desempenho diário.

Pode manifestar-se através de dificuldade em adormecer, acordar frequentemente durante a noite ou despertar demasiado cedo.

Saiba o que fazer para melhorar a qualidade do sono e, se a dificuldade em dormir persistir, quando deve procurar ajuda médica.

O que é a insónia?

A insónia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer, em manter o sono durante a noite ou por acordar demasiado cedo, mesmo quando existe tempo suficiente para dormir.

A insónia pode ser de dois tipos:

  • insónia de curta duração – frequentemente desencadeada por acontecimentos causadores de stress, ou que alterem a rotina diária. Geralmente, melhora com o tempo;
  • insónia de longa duração – ocorre ao longo de vários meses e requer avaliação médica, já que pode ser consequência de doenças que requeiram tratamento específico.

A privação do sono (número insuficiente de horas de sono) pode provocar problemas de atenção, de comportamento e aprendizagem. Dormir menos horas do que as recomendadas também aumenta o risco de acidentes, ferimentos, hipertensão, obesidade, diabetes e depressão.

Nem todas as noites mal dormidas significam, no entanto, que existe um problema de sono.

Como se manifesta a insónia?

Pode estar perante uma insónia se, de forma frequente, sentir um ou mais dos seguintes sintomas:

  • dificuldade em adormecer;
  • despertares frequentes ao longo da noite;
  • permanecer acordado durante períodos prolongados durante a noite;
  • acordar demasiado cedo e não conseguir voltar a adormecer;
  • sensação de sono não reparador ou de cansaço ao acordar;
  • cansaço, irritabilidade ou menor tolerância ao stresse durante o dia;
  • dificuldade de concentração, atenção ou memória devido à privação de sono.

Quais são as causas da insónia?

Nem sempre é possível identificar as causas da insónia.

Existem vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver insónia, entre os quais:

  • idade mais avançada;
  • ser mulher;
  • ter antecedentes pessoais ou familiares de insónia;
  • viver situações de stresse prolongado ou de isolamento social;
  • sofrer de dor crónica;
  • ter problemas de saúde mental ou outras doenças crónicas;
  • tomar alguns medicamentos;
  • consumo excessivo de álcool ou de outras substâncias;
  • presença de outras perturbações do sono.

Alguns hábitos e comportamentos podem, contudo, dificultar o adormecimento ou prejudicar a qualidade do sono, como consumir bebidas com cafeína nas horas que antecedem o sono ou utilizar a cama para ver televisão, jogar, estudar ou utilizar o telemóvel.

 

Como pode o diário do sono ajudar?

O diário do sono pode ajudar a identificar hábitos ou situações associados à dificuldade em dormir.

Caso procure ajuda profissional, este registo é também útil para discutir o problema com o médico.

Durante pelo menos uma semana, registe, por exemplo:

  • a hora a que se deita e levanta;
  • quantas vezes acorda durante a noite;
  • se acorda com sensação de descanso;
  • o que comeu ao jantar;
  • se praticou exercício físico antes de dormir;
  • se consumiu café, álcool ou tabaco antes de se deitar;
  • se tomou medicamentos;
  • se existe alguma situação que o preocupa.

Imprima e preencha o seu diário do sono.

O que fazer quando tem dificuldade em adormecer?

Quando tem dificuldade em dormir, tentar adormecer à força pode tornar a situação ainda mais frustrante.

Se não consegue adormecer, não force o sono nem fique a verificar constantemente as horas.

Levante-se e faça uma atividade relaxante, como ler, até voltar a sentir sono.

Quando procurar ajuda médica por insónia?

Não deixe arrastar alterações persistentes do sono, sobretudo quando começam a afetar o seu dia-a-dia.

Consulte um médico se:

  • sente que o seu sono não é repousante;
  • acorda sistematicamente cansado ou sonolento;
  • o cansaço ou a sonolência interferem com as atividades diárias;
  • ressona e isso é acompanhado por sonolência diurna, cansaço crónico, falhas de concentração ou de memória, ou irritabilidade;
  • ressona e sofre de uma doença cardiovascular;
  • adormece facilmente em eventos sociais ou sente muita sonolência ao volante;
  • as medidas para melhorar o sono não são suficientes para recuperar um descanso tranquilo e reparador.

A quem recorrer?

O primeiro passo deve ser consultar o médico de família.

Leve o diário do sono, se tiver feito um, pois pode fornecer informação útil para avaliar o problema.

Quando necessário, o médico poderá encaminhá-lo para uma consulta especializada do sono. Nestas unidades existem profissionais especializados na avaliação dos problemas de sono.

Em alguns casos, pode ser necessário monitorizar o sono para tentar identificar a origem das dificuldades.

A polissonografia, um exame que permite avaliar diferentes parâmetros durante o sono, pode ser realizada numa unidade hospitalar com consultas especializadas do sono, mediante referenciação médica.

Dependendo da situação, a monitorização pode exigir uma noite numa unidade de saúde ou a utilização de equipamento em casa.

Devo tomar medicamentos para dormir?

Não recorra a medicamentos para dormir sem aconselhamento médico.

Se a dificuldade em dormir persistir, procure ajuda para identificar as causas da insónia e determinar a abordagem mais adequada.

Dúvidas frequentes

A DECO PROteste responde a dúvidas frequentes dos consumidores relativamente a insónia.

A insónia pode provocar sonolência durante o dia?

Sim. Um sono não repousante pode estar associado a cansaço, sonolência durante o dia, dificuldades de concentração e de memória e irritabilidade, com impacto na qualidade de vida.

Quantas horas devo dormir?

O número de horas de sono varia em função da idade e de outros fatores. Regra geral, os adultos devem dormir sete a nove horas por dia. Dormir regularmente menos horas do que o necessário pode criar uma “dívida de sono”, com possíveis efeitos na saúde física e mental a médio e longo prazo.

Ressonar é sempre sinal de um problema de sono?

Não. Ressonar não significa, por si só, que exista um problema de sono. No entanto, deve procurar aconselhamento médico se o ressonar for acompanhado de sonolência durante o dia, cansaço persistente, falhas de concentração ou de memória, irritabilidade ou se sofrer de uma doença cardiovascular.

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