Insónia: causas, sintomas e o que fazer
A insónia caracteriza-se frequentemente por dificuldade em adormecer e/ou manter o sono. Conheça as causas e os sintomas de insónia, saiba o que fazer e quando procurar ajuda médica.
A insónia é uma das perturbações do sono mais comuns. Consiste na incapacidade de dormir o suficiente para um bom desempenho diário.
Pode manifestar-se através de dificuldade em adormecer, acordar frequentemente durante a noite ou despertar demasiado cedo.
Saiba o que fazer para melhorar a qualidade do sono e, se a dificuldade em dormir persistir, quando deve procurar ajuda médica.
O que é a insónia?
A insónia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer, em manter o sono durante a noite ou por acordar demasiado cedo, mesmo quando existe tempo suficiente para dormir.
A insónia pode ser de dois tipos:
- insónia de curta duração – frequentemente desencadeada por acontecimentos causadores de stress, ou que alterem a rotina diária. Geralmente, melhora com o tempo;
- insónia de longa duração – ocorre ao longo de vários meses e requer avaliação médica, já que pode ser consequência de doenças que requeiram tratamento específico.
A privação do sono (número insuficiente de horas de sono) pode provocar problemas de atenção, de comportamento e aprendizagem. Dormir menos horas do que as recomendadas também aumenta o risco de acidentes, ferimentos, hipertensão, obesidade, diabetes e depressão.
Nem todas as noites mal dormidas significam, no entanto, que existe um problema de sono.
Como se manifesta a insónia?
Pode estar perante uma insónia se, de forma frequente, sentir um ou mais dos seguintes sintomas:
- dificuldade em adormecer;
- despertares frequentes ao longo da noite;
- permanecer acordado durante períodos prolongados durante a noite;
- acordar demasiado cedo e não conseguir voltar a adormecer;
- sensação de sono não reparador ou de cansaço ao acordar;
- cansaço, irritabilidade ou menor tolerância ao stresse durante o dia;
- dificuldade de concentração, atenção ou memória devido à privação de sono.
Quais são as causas da insónia?
Nem sempre é possível identificar as causas da insónia.
Existem vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver insónia, entre os quais:
- idade mais avançada;
- ser mulher;
- ter antecedentes pessoais ou familiares de insónia;
- viver situações de stresse prolongado ou de isolamento social;
- sofrer de dor crónica;
- ter problemas de saúde mental ou outras doenças crónicas;
- tomar alguns medicamentos;
- consumo excessivo de álcool ou de outras substâncias;
- presença de outras perturbações do sono.
Alguns hábitos e comportamentos podem, contudo, dificultar o adormecimento ou prejudicar a qualidade do sono, como consumir bebidas com cafeína nas horas que antecedem o sono ou utilizar a cama para ver televisão, jogar, estudar ou utilizar o telemóvel.
Como pode o diário do sono ajudar?
O diário do sono pode ajudar a identificar hábitos ou situações associados à dificuldade em dormir.
Caso procure ajuda profissional, este registo é também útil para discutir o problema com o médico.
Durante pelo menos uma semana, registe, por exemplo:
- a hora a que se deita e levanta;
- quantas vezes acorda durante a noite;
- se acorda com sensação de descanso;
- o que comeu ao jantar;
- se praticou exercício físico antes de dormir;
- se consumiu café, álcool ou tabaco antes de se deitar;
- se tomou medicamentos;
- se existe alguma situação que o preocupa.
Imprima e preencha o seu diário do sono.
O que fazer quando tem dificuldade em adormecer?
Quando tem dificuldade em dormir, tentar adormecer à força pode tornar a situação ainda mais frustrante.
Se não consegue adormecer, não force o sono nem fique a verificar constantemente as horas.
Levante-se e faça uma atividade relaxante, como ler, até voltar a sentir sono.
Quando procurar ajuda médica por insónia?
Não deixe arrastar alterações persistentes do sono, sobretudo quando começam a afetar o seu dia-a-dia.
Consulte um médico se:
- sente que o seu sono não é repousante;
- acorda sistematicamente cansado ou sonolento;
- o cansaço ou a sonolência interferem com as atividades diárias;
- ressona e isso é acompanhado por sonolência diurna, cansaço crónico, falhas de concentração ou de memória, ou irritabilidade;
- ressona e sofre de uma doença cardiovascular;
- adormece facilmente em eventos sociais ou sente muita sonolência ao volante;
- as medidas para melhorar o sono não são suficientes para recuperar um descanso tranquilo e reparador.
A quem recorrer?
O primeiro passo deve ser consultar o médico de família.
Leve o diário do sono, se tiver feito um, pois pode fornecer informação útil para avaliar o problema.
Quando necessário, o médico poderá encaminhá-lo para uma consulta especializada do sono. Nestas unidades existem profissionais especializados na avaliação dos problemas de sono.
Em alguns casos, pode ser necessário monitorizar o sono para tentar identificar a origem das dificuldades.
A polissonografia, um exame que permite avaliar diferentes parâmetros durante o sono, pode ser realizada numa unidade hospitalar com consultas especializadas do sono, mediante referenciação médica.
Dependendo da situação, a monitorização pode exigir uma noite numa unidade de saúde ou a utilização de equipamento em casa.
Devo tomar medicamentos para dormir?
Não recorra a medicamentos para dormir sem aconselhamento médico.
Se a dificuldade em dormir persistir, procure ajuda para identificar as causas da insónia e determinar a abordagem mais adequada.
Dúvidas frequentes
A DECO PROteste responde a dúvidas frequentes dos consumidores relativamente a insónia.
A insónia pode provocar sonolência durante o dia?
Sim. Um sono não repousante pode estar associado a cansaço, sonolência durante o dia, dificuldades de concentração e de memória e irritabilidade, com impacto na qualidade de vida.
Quantas horas devo dormir?
O número de horas de sono varia em função da idade e de outros fatores. Regra geral, os adultos devem dormir sete a nove horas por dia. Dormir regularmente menos horas do que o necessário pode criar uma “dívida de sono”, com possíveis efeitos na saúde física e mental a médio e longo prazo.
Ressonar é sempre sinal de um problema de sono?
Não. Ressonar não significa, por si só, que exista um problema de sono. No entanto, deve procurar aconselhamento médico se o ressonar for acompanhado de sonolência durante o dia, cansaço persistente, falhas de concentração ou de memória, irritabilidade ou se sofrer de uma doença cardiovascular.
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