Cancro: 14 medidas para reduzir o risco
O cancro é a segunda causa de morte em Portugal, tal como no resto da Europa. Cerca de 40% das doenças oncológicas devem-se a fatores de risco modificáveis e, por isso, podem ser evitadas. Siga as 14 recomendações baseadas na evidência científica para se proteger.
Estima‑se que o cancro tenha causado a morte de 1,3 milhões de pessoas na União Europeia (UE) em 2022. Prevê‑se que os novos diagnósticos de cancro aumentem cerca de 18% e as mortes por cancro 26% até 2040. Estimativas recentes da OCDE indicam que a despesa anual relacionada com cancro na UE ultrapassa os 93 mil milhões de euros. Eis alguns dados estatísticos de 2022 do nosso País.
O Plano Europeu contra o Cancro, uma iniciativa da Comissão Europeia, em colaboração com Agência Internacional de Investigação sobre Cancro, da Organização Mundial da Saúde (IARC/OMS), atualizou recentemente recomendações para a prevenção do cancro.
Recomendações para prevenir o cancro
Com base no documento oficial da 5.ª edição do Código Europeu contra o Cancro, eis as 14 medidas para prevenir o cancro.
- Não fume. Não use qualquer forma de tabaco nem produtos de vaping; se fuma, deve parar.
- Não exponha os outros a fumo de tabaco. Mantenha a casa e o carro sem fumo.
- Tome medidas para evitar o excesso de peso e a obesidade. Limite os alimentos ricos em calorias, açúcar, gordura e sal, os alimentos ultraprocessados e as bebidas açucaradas. Prefira água e bebidas não adoçadas.
- Mantenha-se fisicamente ativo no dia-a-dia, limitando o tempo que passa sentado.
- Siga uma alimentação saudável. Coma principalmente cereais integrais, hortícolas, leguminosas e fruta. Limite o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas.
- Evite bebidas alcoólicas.
- Amamente o seu bebé pelo maior tempo possível.
- Evite a exposição excessiva ao sol, sobretudo no caso de crianças. Use protetor solar. Nunca frequente solários.
- No seu local de trabalho, siga sempre as instruções de segurança e saúde.
- Verifique os níveis de radão na sua região, consultando mapas locais. Recorra a profissionais para medir os níveis de radão em casa e reduzi-los, se necessário.
- Adote medidas para reduzir a exposição à poluição atmosférica. Use transportes públicos, caminhe ou ande de bicicleta em vez de usar o carro. Escolha rotas com menos trânsito para andar a pé, de bicicleta ou praticar exercício físico. Mantenha a casa sem fumo, não queimando carvão nem lenha. Apoie medidas que melhorem a qualidade do ar.
- Previna e trate infecções que causam cancro. Rapazes e raparigas devem ser vacinados contra o vírus da hepatite B (HBV) e o vírus do papiloma humano (HPV). Participe no rastreio e tratamento dos vírus da hepatite B e C, da imunodeficiência humada (HIV/sida) e da Helicobacter pylori, quando recomendado.
- Se usar terapia hormonal de susbtituição (THS) para atenuar sintomas da menopausa após discussão com o seu médico, tome pelo período mais curto possível.
- Participe nos programas de rastreio do cancro.
Código Europeu contra o Cancro: quais as novidades?
Pela primeira vez, a par de orientações individuais, o documento integra recomendações de política pública.
Entre as novidades mais relevantes está a inclusão do rastreio do cancro do pulmão como programa oficialmente recomendado.
Evitar a terapia hormonal de substituição (na menopausa) e reduzir a poluição do ar interior, em casa e no local de trabalho, são outras medidas que passam a fazer parte do plano para a luta contra o cancro.
Mantêm-se, de resto, as recomendações gerais à população, tendo em conta que o tabaco, o álcool, o excesso de peso e a obesidade são os principais fatores de risco para o cancro.
O essencial a reter:
- evite comportamentos de risco, como fumar e consumir álcool;
- adote um estilo de vida saudável, seguindo uma alimentação equilibrada e mantendo-se fisicamente ativo, para combater o excesso de peso e a obesidade;
- participe nos programas de rastreios recomendados.
As novas orientações, divulgadas em outubro de 2025, refletem a evolução do conhecimento científico e a crescente compreensão da influência conjunta do estilo de vida, do ambiente e das políticas públicas no risco de desenvolver cancro.
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