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Covid-19: o que fazer se estiver infetado

O risco de doença grave, hospitalização e morte por covid-19 diminuiu, mas durante o inverno o número de casos pode voltar a subir. Saiba o que fazer se testar positivo à covid-19 ou tiver outra infeção respiratória, como justificar as faltas ao trabalho e se as crianças infetadas devem ir à escola.

24 novembro 2022
mulher com sintomas de covid-19

iStock

A pandemia de covid-19 está controlada, mas um novo agravamento da situação epidemiológica e o surgimento de novas variantes poderá colocar novamente o País em alerta. Embora o risco de desenvolvimento de doença grave, hospitalização e morte associada à covid-19 tenha diminuído com a vacinação, continua a existir risco de transmissão da doença. Para prevenir e controlar as infeções respiratórias neste outono e inverno, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reforçou as recomendações para pessoas com sintomas de infeção aguda nas vias respiratórias. Respondemos às principais dúvidas.  Voltar ao topo

Como sei se estou infetado com covid-19 ou outra infeção respiratória?

Os sintomas de covid-19 ou de gripe são muito semelhantes ao de outras infeções respiratórias. Os mais comuns são:

  • tosse;
  • febre (temperatura igual ou superior a 38ºC);
  • calafrios;
  • falta de ar, dor ao inspirar ou dificuldade respiratória;
  • prostração ou cansaço;
  • dores musculares e articulares;
  • recusa alimentar ou falta de apetite;
  • dor de cabeça não habitual;
  • dor de garganta, nariz entupido ou a pingar.

Algumas variantes da covid-19 caracterizaram-se, ainda, pela perda de olfato ou paladar de instalação súbita e diarreia.

Se tiver alguns destes sintomas, descanse e beba água para se manter hidratado. Tome paracetamol para ajudar a aliviar alguns sintomas. Se tem filhos, use o simulador da DECO PROTESTE para saber qual a quantidade de paracetamol mais indicada para o peso e idade da criança.

Calcular dose certa de medicamento

Se o seu estado clínico se agravar, contacte o SNS 24 através do 808 24 24 24 ou o seu médico assistente para ser orientado para avaliação em cuidados de saúde primários ou num serviço de urgência hospitalar.

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Ainda tenho de fazer teste se tiver sintomas de covid-19?

Neste momento, a gravidade da covid-19 é, segundo a DGS, semelhante a outras infeções respiratórias como a gripe. Por esse motivo, a maioria das pessoas infetadas com a doença mantém sintomas ligeiros e não precisa de isolamento. Deve cumprir medidas básicas de higiene respiratória, como o uso da máscara e distanciamento, etiqueta respiratória e lavagem frequente das mãos.

Para saber se está infetado com covid-19 poderá ainda fazer um autoteste. Embora não seja obrigatório, os resultados dos autotestes positivos podem continuar a ser comunicados. O objetivo é ajudar as autoridades de saúde a compreender melhor a evolução da pandemia de covid-19. Contudo, de acordo com a avaliação do SNS 24 ou do seu médico assistente, poderá ter de realizar um teste à covid-19 ou à gripe.

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Testei positivo à covid-19. O que devo fazer?

O isolamento de pessoas com covid-19 já não é obrigatório. Contudo, a Direção-Geral da Saúde recomenda que os infetados fiquem em casa durante, pelo menos, cinco dias. Se testou positivo, evite os contactos com outras pessoas com quem vive, faça as refeições noutro espaço e use máscara. Caso isto não seja possível, mantenha um distanciamento mínimo de 1,5 metros. A medida mais eficaz para reduzir a exposição ao vírus continua a ser o distanciamento. A DGS recomenda ainda que minimize as deslocações ao essencial e evite frequentar espaços com aglomerados de pessoas. Voltar ao topo

Posso sair de casa ou ir trabalhar se estiver infetado com covid-19?

Como explicámos anteriormente, embora seja recomendado, as pessoas infetadas com covid-19 já não são obrigadas a fazer isolamento. Se tiver mesmo de sair de casa, evite locais com aglomerados de pessoas, mantenha um distanciamento mínimo de 1,5 metros e use uma máscara cirúrgica simples bem ajustada ao rosto. Em situações em que o distanciamento físico não possa ser assegurado, utilize uma máscara FFP2. Deve, ainda, cumprir as já conhecidas regras de etiqueta respiratória, nomeadamente, cobrir a boca e o nariz com lenços de papel ao tossir ou espirrar, desinfetar ou lavar as mãos com água e sabão com frequência e evitar tocar no rosto.

A DGS diz ainda que, sempre que existam condições para exercer as funções laborais e concordância da entidade patronal, recomenda-se a adoção de teletrabalho nos primeiros cinco dias de sintomas de infeção respiratória. Se tiver sintomas que o impeçam de ir trabalhar, ou for cuidador de doentes com imunosupressão, contacte o seu médico assistente para avaliação. A única forma de justificar as faltas ao trabalho é com a obtenção de um certificado de incapacidade temporária para o trabalho (baixa médica) passada por um médico. Para isso, poderá ter de se deslocar a uma unidade de cuidados de saúde primários ou a um serviço de urgência hospitalar. Só com este documento é possível certificar a doença ou a incapacidade do trabalhador para executar a sua atividade profissional durante um determinado período.

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As crianças infetadas com covid-19 devem continuar a ir à escola?

De acordo com a DGS, “para a maioria das crianças e jovens, estas doenças não são graves" e é possível recuperar "com descanso e com a ingestão de bastantes líquidos, principalmente água”. Por esse motivo, as crianças e os jovens até aos 18 anos que vivam com pessoas infetadas com covid-19 ou que tenham sintomas ligeiros de infeção respiratória, como o nariz a pingar, dores de garganta ou tosse ligeira, podem continuar a frequentar o estabelecimento de ensino. Contudo, se estiverem com febre, devem ficar em casa e evitar o contacto com os outros, regressando ao estabelecimento de ensino ou ao jardim-de-infância apenas quando tiverem alta médica ou deixarem de ter febre. Voltar ao topo

Onde é obrigatório usar máscara?

Quer esteja infetado com covid-19 ou não, continua a ser obrigatório usar máscara:

  • nos estabelecimentos de serviços de saúde;
  • nas estruturas residenciais ou de acolhimento;
  • nos serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou pessoas com deficiência;
  • nas unidades de cuidados continuados integrados da rede nacional de cuidados continuados integrados.
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Estas recomendações também se aplicam a outros vírus respiratórios?

Com exceção da recomendação de fazer isolamento de cinco dias no caso de ter covid-19, estas recomendações também se aplicam a outras infeções respiratórias, nomeadamente gripe ou infeção pelo vírus sincicial respiratório, que está a provocar o maior número de internamentos hospitalares em crianças este outono. Voltar ao topo

O que é o vírus sincicial?

Trata-se de um vírus que pode provocar doença respiratória em pessoas de todas as idades, mas, sobretudo, em crianças até aos dois anos. Este vírus é a causa mais comum de doença das vias respiratórias inferiores até aos cinco anos. Contudo, de acordo com dados até 6 de novembro do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este ano está a provocar um número de internamentos “mais elevado do que o esperado para esta época do ano”. Segundo o INSA, o aumento do número de infeções com este vírus este ano é uma consequência das medidas impostas durante a pandemia de covid-19. O uso de máscara, distanciamento social e o encerramento de creches e escolas contribuiu para a diminuição da transmissão. O alívio destas medidas está, agora, a provocar um aumento da sua transmissão.

Os sintomas e a gravidade da doença provocada pelo vírus sincicial podem variar com vários fatores, como a idade ou o estado de saúde da pessoa. Os mais frequentes são tosse, secreções nasais, secreções oculares, febre, dificuldade em respirar e respiração semelhante a assobio. Já as principais consequências associadas ao vírus sincicial respiratório são bronquiolite, inflamação na traqueia e nos brônquios, pneumonia viral, conjuntivite e otite média aguda.

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Como prevenir as infeções por vírus sincicial?

O vírus sincicial respiratório é muito contagioso e pode sobreviver várias horas nas mãos ou em objetos contaminados. Para prevenir a transmissão de infeções deve adotar as mesmas regras e cuidados de higiene e etiqueta respiratória adotados para outros vírus respiratórios, como a covid-19 ou a gripe. Voltar ao topo

5 cuidados de higiene e etiqueta respiratória para evitar infeções

Para se proteger de uma eventual infeção respiratória aguda este inverno, como a covid-19 ou a gripe, há alguns cuidados de higiene e etiqueta respiratória que deve adotar.

  1. Cubra o nariz e a boca com lenços de papel ao tossir e espirrar. Coloque os lenços de papel utilizados no lixo.
  2. Se não tiver um lenço de papel, espirre para a dobra do braço/cotovelo e não para a mão. Em locais muito frequentados, com aglomerados de pessoas e, sobretudo, em espaços fechados, como os transportes públicos, use máscara.
  3. Lave frequentemente as mãos, com água e sabão, sobretudo depois de comer, manusear alimentos ou de contactar com superfícies expostas a outras pessoas (corrimãos, mobiliário de áreas partilhadas, etc.). Desinfete as mãos depois de tossir, espirrar e assoar o nariz.
  4. Limpe regularmente objetos e superfícies partilhados em casa ou no local de trabalho, como superfícies que sejam tocadas com frequência, tais como maçanetas, interruptores, superfícies de trabalho e dispositivos eletrónicos, como os comandos de aparelhos. As superfícies devem ser lavadas com um detergente adequado antes de as desinfetar.
  5. A ventilação dos espaços, através de arejamento, também permite reduzir a quantidade de vírus no ar, diminuindo o risco de transmissão de infeções das vias respiratórias. Deixe o ar fresco entrar ao abrir portas ou janelas. Se não for possível abrir janelas, utilize, em alternativa, ventilação mecânica de ar, por exemplo, um aparelho de ar condicionado ou ventilação, desde que esteja garantida a limpeza e manutenção adequada destes sistemas, de acordo com as recomendações do fabricante.
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Recomendações da DGS são pouco claras

Com o fim do estado de alerta no País, devido à covid-19, já não é obrigatório o uso de máscaras na maioria dos locais públicos ou o isolamento de casos positivos. Além disso, os testes deixaram de ser gratuitos e os apoios à população, como a baixa médica paga a 100% aos doentes com covid-19, também terminaram. A DECO PROTESTE considera que as recomendações agora reforçadas pela DGS são contraditórias ao alívio de medidas anteriormente anunciado, colocando sobre as pessoas infetadas com covid-19 a responsabilidade de protegerem os restantes, uma vez que já não é obrigatório fazer isolamento.

As recomendações da DGS recentemente publicadas aconselham, por exemplo, um isolamento de, pelo menos, cinco dias para pessoas infetadas com covid-19. No entanto, se o isolamento do doente implicar faltas ao trabalho, este terá de se deslocar aos cuidados de saúde primários ou a um serviço de urgência hospitalar para obter uma baixa médica e, assim, conseguir justificar as suas faltas junto da entidade patronal. Este procedimento estava facilitado no passado através do contacto com a linha SNS 24. A DECO PROTESTE defende que a linha SNS 24 deve manter-se como o ponto de contacto primordial em caso de suspeita ou infeção por SARS-CoV-2. A linha deverá ter capacidade para esclarecer todas as dúvidas dos utentes e, através das suas avaliações, evitar idas desnecessárias aos cuidados de saúde primários ou urgências. Além disso, deverá também manter a capacidade de prescrever testes à covid-19, sempre que a situação clínica o justifique. Uma gestão eficiente dos utentes garantirá uma resposta atempada dos que efetivamente precisam de cuidados de saúde presenciais.

O outono e o inverno são, tipicamente, estações marcadas por um elevado índice de transmissão de doenças respiratórias. O Governo não deveria ter-se limitado a olhar para a situação atual ao decidir o alívio de medidas profiláticas, antecipando um inverno que poderá ser novamente muito exigente para os profissionais de saúde e para o SNS.

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