Dossiês

Bebé: preparar o nascimento

14 abril 2022
barriga de grávida à espera de nascimento de bebé

Garantir o conforto e a segurança do bebé são as principais preocupações dos pais. Reunimos toda a informação para tomar as primeiras decisões.

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A indústria de produtos infantis é muito criativa, procurando convencer os pais de que o seu bebé só ficará bem servido se tiver todo o arsenal à disposição. A lista de artigos que compõem o enxoval do bebé é vasta, mas muitos não são verdadeiramente úteis, sendo alguns até perigosos, como os andarilhos e os colares de âmbar.

Estar bem informado é o primeiro passo para fazer escolhas acertadas. Além de responder às dúvidas dos pais sobre o que comprar, neste dossiê abordamos também dúvidas sobre a amamentação e a alimentação do bebé, ajudamos a escolher o pediatra e a creche e, ainda, a tratar do registo de nascimento.

O enxoval do bebé: que produtos escolher?

Entre os produtos essenciais, destacamos a cadeira para o carro e o carrinho de passeio. O sistema "três em um", que inclui a alcofa e a cadeira para o carro, é mais prático: permite acompanhar o crescimento da criança até que deixe de precisar do carrinho. Também destacamos a capa almofadada para a cadeira auto, a espreguiçadeira e o escovilhão para o biberão. 

Ao nível da segurança, as barreiras para escadas e para o fogão, os limitadores de abertura das janelas, o bloqueador da porta do forno, os tapa-tomadas e a rede ou barreira de proteção para a cama são apostas que valem a pena, já que previnem o risco de acidentes.

Equipamentos dispensáveis para as crianças

Um inquérito da DECO PROTESTE, realizado em 2018 junto de 1652 mamãs, revela que, ao contrário de alguns equipamentos, como a cadeira para o carro ou o carrinho de passeio, alguns artigos parecem não ter grande utilidade. 

  • Quase 60% das inquiridas adquiriram um marsúpio para transportar os filhos, mas 40% raramente ou nunca o usaram.  
  • As bombas manuais para retirar o leite não foram do agrado da maioria. Globalmente,as inquiridas preferiram as bombas elétricas.
  • A fralda-cueca, “para o treino do bacio”, que pouco mais de metade das mamãs referiram comprar regularmente, parece ter pouca utilidade, segundo um quinto das inquiridas. As fraldas clássicas, que testámos recentemente, acabam por ser as prediletas. As nossas Escolhas Acertadas, a 12 cêntimos por fralda, são de boa ou mesmo muito boa qualidade, do agrado dos pais e do bebé, e permitem poupar cerca de 120 euros por ano.
  • Há outros produtos mais raramente adquiridos, como o patim para acoplar ao carrinho de passeio, para transportar uma criança de pé, que apenas foi considerado útil por metade das inquiridas.
  • O robô para cozinhar ou triturar a comida do bebé está presente em apenas 10% das casas. A grande maioria utiliza-o com frequência, considera-o útil e está muito
    satisfeita. Mas, na verdade, qualquer robô para cozinhar ou triturar desempenha este papel, não sendo necessária uma específica para bebé.
  • A banheira-balde ou shantala, com um formato vertical, e a insuflável, que 11% das inquiridas compraram, não são consideradas úteis por um terço. Segundo as mães que responderam ao inquérito, a banheira tradicional para bebé acaba por ser bem mais prática.
  • O prato térmico, o babete rígido, a colher angular, a chucha de administrar medicamentos, os mamilos de silicone ou o arnês para aprender a andar são outros produtos que consideramos dispensáveis.

Produtos que não recomendamos comprar

Os andarilhos: não são uma ajuda para aprender a andar, nem tão pouco um produto essencial. Além disso, podem ser perigosos, sobretudo quando os bebés tentam passar por superfícies não planas, como soleiras de portas, bordas de tapetes e escadas.Para minorar o risco de acidente, os andarilhos são submetidos a mais requisitos de segurança. Os fabricantes têm de cumprir a norma EN1273:2005 da União Europeia. Esta tem como base uma outra americana que provou ser bastante eficaz na redução de cerca de 85% dos acidentes com andarilhos. Além disso, os fabricantes têm de fazer testes de estabilidade para avaliar se o equipamento atinge uma velocidade excessiva e se comporta um risco de queda perante desníveis. A norma exige ainda que os andarilhos sejam acompanhados de instruções que chamem a atenção dos adultos para o facto destes produtos não se destinarem a crianças acima de um determinado peso nem às demasiado jovens para se poderem sentar sem ajuda. 

Os colares feitos em âmbar: são vendidos como um “analgésico” natural, supostamente capaz de acalmar o incómodo provocado pelo nascimento dos primeiros dentes. De acordo com a publicidade, o contacto entre o colar e o corpo do bebé liberta os óleos e as propriedades do âmbar que, depois, são absorvidos pela corrente sanguínea. Alegadamente, isso ajudaria a diminuir o mal-estar da criança. Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia dos colares de âmbar e o seu uso acarreta riscos para a criança. Se o colar se partir, os bebés podem engolir ou inalar as peças soltas e até metê-las no nariz. As três possibilidades implicam um risco elevado de asfixia para crianças com menos de três anos. Há também o perigo de o colar estrangular o bebé, por exemplo, enquanto dorme. Resumindo: risque-o da lista de compras.

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