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Salão automóvel ECAR Show em Lisboa com 400 carros híbridos e elétricos, descontos e estreias para experimentar

O ECAR Show é o maior salão automóvel português dedicado aos carros híbridos e elétricos. Regressa este fim de semana a Lisboa com 400 modelos em exposição, 150 para test-drive e 25 estreias. Destacam-se MG4 EV Urban, Volkswagen ID. Polo, Kia EV2, Mazda CX-6e e a chegada de marcas novas como Ebro, Zeekr e Geely. Aproveite os lançamentos, com descontos de milhares de euros.

Editor:
15 maio 2026
Cartaz do salão automóvel ECAR Show em Lisboa

O ECAR Show, Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico, regressa a Lisboa com um dos alinhamentos mais fortes de sempre. Seis estreias de marca e dezenas de carros novos marcam a 8.ª edição. Várias propostas chegam acompanhadas de ações de lançamento, com descontos e vantagens adicionais, que podem reduzir o preço final de compra.

O bilhete custa 10 euros, e o evento decorre durante todo o fim de semana na FIL, junto ao Tejo, com acesso fácil por metro, além de estacionamento subterrâneo.

A chinesa Zeekr apresenta-se com um posicionamento premium focado na nova geração de elétricos, enquanto a Geely traz os novos Starray EM-i e Geely E5. As marcas já conhecidas aproveitam para mostrar modelos decisivos nos próximos anos. A MG estreia o MG4 Urban e o MG9, a Kia apresenta o compacto EV2, enquanto a Volkswagen destaca o ID. Polo, agora 100% elétrico. A Mazda aposta no novo CX-6e, um SUV elétrico para famílias.

A Polestar celebra quatro anos em Portugal e leva os Polestar 3 e Polestar 4, ambos disponíveis para ensaio, permitindo ao público experimentar. O fator diferenciador desta edição está em vários modelos com campanhas de pré-lançamento, descontos e ofertas em acessórios ou carregamento.

É uma oportunidade rara para comparar dezenas de elétricos e testá-los em condições reais. A DECO PROteste analisa as novidades mais relevantes e destaca o que faz diferença na escolha: preço efetivo, autonomia e carregamento.

Volkswagen ID. Polo simplifica os elétricos compactos e baixa preços

A Volkswagen quer recuperar terreno nos elétricos com o ID. Polo, um utilitário elétrico pensado para o grande público e com foco na simplicidade de utilização, espaço interior e preço mais acessível. O modelo deverá arrancar abaixo dos 25 mil euros. 

VW ID. Polo pode ser um dos elétricos europeus mais relevantes do segmento B. 
VW ID. Polo pode ser um dos elétricos europeus mais relevantes do segmento B.

Ao contrário dos primeiros carros da família ID, criticados pela ergonomia e pelos comandos táteis pouco intuitivos, o ID. Polo marca um regresso às soluções tradicionais. A Volkswagen recupera botões físicos para funções essenciais e comandos no volante, numa tentativa de simplificar a utilização diária. O cockpit combina um painel digital de 10,25 polegadas com ecrã central de quase 13 polegadas, mas sem depender apenas do toque para todas as operações. 

O interior exibe materiais mais cuidados, com superfícies almofadadas e revestimentos em tecido em zonas de contacto frequente. A marca percebeu que, para o consumidor, a sensação de qualidade continua a pesar mais do que efeitos visuais ou interfaces futuristas. 

Outro ponto forte é o espaço. Apesar de medir 4,05 metros, o ID. Polo oferece uma bagageira até 441 litros, acima da média do segmento e superior ao Polo convencional. 

A Volkswagen aposta em duas baterias. A mais pequena, de 37 kWh, privilegia custo e durabilidade e oferece autonomia até 329 quilómetros (ciclo WLTP). A maior, de 52 kWh, pode chegar aos 455 quilómetros (WLTP), tornando o modelo apto para viagens longas. O carregamento rápido varia entre 90 e 105 kW, permitindo recuperar de 10% a 80% em 24 a 27 minutos. 

Mais do que impressionar com desempenho, o ID. Polo resolve problemas concretos dos utilizadores: ergonomia, espaço, autonomia e preço mais próximo da realidade. 

MG4 e MG4 EV Urban surpreendem pelo preço, qualidade e eficiência

A MG atualizou o MG4 EV para 2026 e o compacto elétrico chinês chega mais maduro, mais eficiente e com um interior melhorado. Mantém a fórmula que o tornou popular na Europa: preço competitivo, boa autonomia e equipamento generoso. Tenta aproximar-se dos rivais europeus também na perceção de qualidade e no refinamento diário. 

As mudanças exteriores são discretas. A marca introduziu novas jantes, pequenos ajustes aerodinâmicos e um spoiler traseiro redesenhado. Mais importante é a alteração da bateria: a versão de 64 kWh passa a usar células LFP. A autonomia WLTP sobe para 452 quilómetros, enquanto a variante Long Range de 77 kWh promete até 545 quilómetros. 

O carregamento rápido continua entre os argumentos fortes. A potência DC pode atingir 154 kW, carregando dos 10% aos 80% em 28 minutos. 

No interior está a maior evolução. O anterior cockpit era criticado pelos materiais simples e pela ergonomia pouco consistente. Exibe agora um ambiente mais moderno e mais agradável. A MG mantém o grande ecrã central, mas reorganizou menus e comandos para simplificar. Persistem dúvidas sobre a rapidez do software e da app móvel, pontos que vários utilizadores continuam a criticar. 

Na estrada, o MG4 destaca-se pelo comportamento equilibrado. Estabilidade, direção e travagem: é um dos compactos elétricos mais agradáveis de conduzir. Já o conforto de suspensão não convence totalmente. O espaço interior é adequado para famílias pequenas, embora a bagageira continue apenas na média do segmento.

O equipamento é bastante completo: inclui bomba de calor, assistentes de condução e função V2L. Mas o MG4 renovado já não é o “elétrico barato” de há dois anos: o preço começa agora em 32 400 euros.

Disponível com baterias de 43 e 54 kWh, o MG4 Urban aposta numa relação preço/espaço difícil de igualar. 
Disponível com baterias de 43 e 54 kWh, o MG4 EV Urban aposta numa relação preço/espaço difícil de igualar no mercado. 

A marca arrisca em paralelo uma grande surpresa: o novo e inesperado MG4 EV Urban desde 23 900 euros. Este pode conquistar muitos fãs e ser facilmente o carro mais procurado do salão. Reforça a ofensiva nos elétricos acessíveis. Com até 416 quilómetros de autonomia WLTP, carregamento rápido de 10% a 80% em 28 minutos e uma bagageira superior a 500 litros, posiciona-se como proposta familiar no segmento dominado por citadinos compactos.

Kia EV2 quer democratizar os elétricos compactos sem sacrificar autonomia, nem espaço

O EV2 é o mais pequeno e acessível elétrico da Kia. Entra no competitivo segmento dos SUV compactos urbanos, onde enfrenta propostas como o futuro Volkswagen ID. Cross, Renault 4 E-Tech ou Citroën ë-C3. O objetivo é garantir um elétrico mais acessível sem comprometer em demasia a autonomia, a tecnologia ou a habitabilidade. 

Com 4,06 metros de comprimento, o EV2 posiciona-se entre um utilitário tradicional e um pequeno SUV. A Kia promete um interior espaçoso graças à plataforma elétrica dedicada. O espaço traseiro e a modularidade são argumentos fortes, com bancos traseiros deslizantes e inclináveis que permitem variar a capacidade da bagageira. Tem um pequeno compartimento frontal para os cabos de carregamento. 

O EV2 é vendido com duas baterias. A versão de entrada utiliza uma bateria LFP de 42,2 kWh, uma tecnologia associada a maior durabilidade e menor degradação. A autonomia WLTP anunciada é de 317 quilómetros. Já a versão Long Range usa uma bateria NMC de 61 kWh e pode atingir até 448 quilómetros WLTP, um valor competitivo. 

Relevante para o dia-a-dia é a questão do carregamento. O EV2 utiliza arquitetura de 400 volts e carrega dos 10% aos 80% em 30 minutos em postos rápidos DC. A Kia destaca o carregamento AC até 22 kW, raro no segmento e útil para quem depende de carregadores públicos.

As primeiras reações de jornalistas e utilizadores destacam o conforto, o silêncio a bordo e o espaço interior. Já o comportamento dinâmico entusiasma menos, com direção pouco comunicativa. O preço continua um mistério. O sonho começa em 27 mil euros para a versão-base, mas pode ultrapassar os 35 mil euros nas versões mais equipadas com bateria maior. 

Mazda CX-6e aposta em conforto e tecnologia

O novo SUV elétrico CX-6e aterra esta semana em Lisboa. É um carro do segmento médio que aposta mais no conforto, na tecnologia útil e no espaço interior do que em números exuberantes de desempenho. Com 4,85 metros de comprimento, é um SUV familiar de maiores dimensões. 

O Mazda CX-6e é o segundo modelo elétrico da marca japonesa. O SUV elétrico tem preço promocional desde 41 543 euros. 
O Mazda CX-6e é o segundo modelo elétrico da marca japonesa. O SUV elétrico tem preço promocional desde 41 543 euros. 

O destaque está no equilíbrio entre autonomia, carregamento e habitabilidade. O CX-6e utiliza uma bateria LFP de 78 kWh com autonomia WLTP até 484 quilómetros. O carregamento rápido DC pode atingir 195 kW, permitindo passar dos 10% aos 80% em 24 minutos, números competitivos para viagens longas. 

No interior, o CX-6e abandona quase por completo os instrumentos tradicionais. O painel é dominado por um ecrã tátil ultralargo de 26 polegadas, dividido em duas zonas para condutor e passageiro. A solução evita um segundo ecrã dedicado e procura simplificar o cockpit. O head-up display será de série, enquanto o teto panorâmico em vidro também vem incluído. 

A qualidade dos materiais é um dos pontos fortes, com poucos plásticos rígidos e uma abordagem minimalista típica da Mazda. O espaço traseiro também promete convencer famílias. A bagageira oferece 468 litros, complementados por um pequeno compartimento frontal.

A versão Takumi Plus acrescenta um visual mais sofisticado e uma solução tecnológica invulgar: retrovisores exteriores digitais com câmaras e ecrãs internos. Recebe jantes de 21 polegadas e acabamentos interiores em dois tons.

O preço de lançamento arranca nos 41 543 euros para a versão Takumi e sobe aos 44 543 euros na Takumi Plus. A campanha inclui desconto de 3444 euros, oferta de acessórios no valor de 615 euros e cartão de carregamento de 40 euros.

Polestar 3 impressiona pela autonomia e conforto, mas software continua a levantar dúvidas

O Polestar 3 entra no segmento dos grandes SUV elétricos premium com uma proposta muito focada em conforto, autonomia e tecnologia avançada de assistência à condução. O modelo sueco, desenvolvido sobre a mesma base técnica do Volvo EX90, aposta mais numa experiência refinada e discreta do que em prestações exuberantes. O principal obstáculo continua a ser o preço: começa acima dos 81 mil euros. 

Polestar 3 é um SUV pensado para quem valoriza viagens longas, silêncio e eficiência.  
Polestar 3 é um SUV pensado para quem valoriza viagens longas, silêncio e eficiência.

O ponto mais relevante é a autonomia. O Polestar 3 utiliza uma bateria de 111 kWh, uma das maiores disponíveis num SUV elétrico europeu, permitindo até 706 quilómetros WLTP na versão de tração traseira. Mesmo as variantes mais pesadas e equipadas anunciam mais de 560 quilómetros WLTP. O carregamento rápido DC pode atingir 250 kW, permitindo recuperar energia rapidamente em postos ultrarrápidos. 

Destaca-se pela eficiência aerodinâmica e estabilidade. O Polestar 3 transmite uma condução muito equilibrada e confortável. A suspensão ajuda a filtrar irregularidades sem comprometer o controlo da carroçaria. 

O espaço interior é outro argumento forte. Com 4,90 metros de comprimento, oferece boa habitabilidade traseira e uma bagageira de 484 litros, complementada por um pequeno compartimento frontal. O interior segue a filosofia minimalista típica da Polestar, com materiais reciclados e superfícies simples. 

O sistema multimédia baseado em Android Automotive integra Google Maps, Assistant e atualizações remotas OTA. O SUV inclui ainda cinco radares, cinco câmaras e sensores interiores capazes de detetar distração do condutor ou até a presença de crianças e animais deixados no habitáculo. 

Contudo, vários utilizadores e testes de longa duração continuam a apontar problemas de software. Em fóruns especializados surgem relatos de falhas na chave digital, bugs no infotainment, erros eletrónicos ocasionais e dificuldades de conectividade. Apesar de as atualizações remotas resolverem parte destes problemas, a experiência digital ainda parece menos sólida do que a oferecida por alguns rivais diretos. 

Mesmo assim, o Polestar 3 destaca-se por algo cada vez mais raro nos elétricos premium: condução previsível e confortável, sem excesso de estímulos digitais ou comportamento artificialmente desportivo.

Polestar 4 aposta no minimalismo extremo, mas há tecnologia que complica mais do que ajuda

O Polestar 4 é o modelo mais ousado da marca sueco-chinesa, e o teste completo mostra um SUV elétrico premium muito competente em conforto, qualidade e autonomia, mas também marcado por escolhas tecnológicas discutíveis. Posicionado entre berlina e SUV coupé, custa desde 64 900 euros e diferencia-se através do design minimalista e de soluções pouco convencionais.

A característica mais polémica é a ausência total de vidro traseiro. Em vez de um óculo convencional, o Polestar 4 utiliza uma câmara HD ligada a um espelho digital. A marca defende que a solução melhora a visibilidade e aumenta a sensação de espaço. O ambiente é muito luminoso e arejado, sobretudo graças ao enorme teto panorâmico de série, mas o espelho digital cansa em utilização prolongada, especialmente à noite.

O espaço interior é um ponto forte. Os bancos oferecem elevado conforto à frente e atrás, e o ambiente transmite qualidade superior. O sistema multimédia concentra quase todas as funções num ecrã central de 15,4 polegadas. Alerta para o elevado risco de distração durante a condução. A dependência excessiva do ecrã tátil é um problema em vários elétricos premium recentes. 

No consumo e autonomia, o Polestar 4 conseguiu 535 quilómetros reais, um valor sólido para um SUV deste tamanho e potência.

Volkswagen T-Roc continua a ser referência entre SUV compactos, mas consumo e preço já pesam

O Volkswagen T-Roc mantém-se como um SUV compacto equilibrado e o teste mais recente confirma-o com dados concretos de utilização, conforto e eficiência. Não impressiona pela inovação, mas continua a destacar-se pela facilidade de condução, espaço bem aproveitado e pacote tecnológico sólido. O preço subiu significativamente, e o consumo real já não acompanha alguns rivais mais recentes. 

VW T-Roc com boa visibilidade e soluções práticas. Não reinventa o automóvel e talvez seja a razão do seu sucesso. 
VW T-Roc com boa visibilidade e soluções práticas. Não reinventa o automóvel e talvez seja a razão do seu sucesso. 

O T-Roc 1.5 eTSI DSG conseguiu uma boa classificação global, com destaque para conforto, segurança e comportamento em estrada. O SUV alemão oferece uma experiência muito previsível e fácil no dia-a-dia. 

Entre os pontos mais relevantes está o espaço interior. Apesar de medir apenas 4,37 metros, o T-Roc oferece uma bagageira de 475 litros, acima da média do segmento, e boa habitabilidade traseira. 

Em viagens longas, o T-Roc revela níveis baixos de ruído e uma condução estável, incluindo em autoestrada. Os faróis LED Matrix opcionais receberam elogios particulares pela eficácia da iluminação noturna. Na utilização real, porém, o consumo ficou acima do desejável. O motor 1.5 mild hybrid a gasolina registou cerca de 6 l/100 quilómetros em média, aceitável mas já pouco impressionante num segmento onde híbridos completos conseguem melhores resultados. 

Já o interior continua a dividir opiniões. A Volkswagen melhorou os materiais no facelift mais recente, mas a qualidade fica abaixo do esperado para o preço. E esse tornou-se um dos maiores obstáculos: a unidade testada ultrapassava 44 mil euros, um valor muito próximo de SUV familiares maiores ou modelos eletrificados mais modernos.

 

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