Salão automóvel ECAR Show em Lisboa com 400 carros híbridos e elétricos, descontos e estreias para experimentar
O ECAR Show é o maior salão automóvel português dedicado aos carros híbridos e elétricos. Regressa este fim de semana a Lisboa com 400 modelos em exposição, 150 para test-drive e 25 estreias. Destacam-se MG4 EV Urban, Volkswagen ID. Polo, Kia EV2, Mazda CX-6e e a chegada de marcas novas como Ebro, Zeekr e Geely. Aproveite os lançamentos, com descontos de milhares de euros.
O ECAR Show, Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico, regressa a Lisboa com um dos alinhamentos mais fortes de sempre. Seis estreias de marca e dezenas de carros novos marcam a 8.ª edição. Várias propostas chegam acompanhadas de ações de lançamento, com descontos e vantagens adicionais, que podem reduzir o preço final de compra.
O bilhete custa 10 euros, e o evento decorre durante todo o fim de semana na FIL, junto ao Tejo, com acesso fácil por metro, além de estacionamento subterrâneo.
A chinesa Zeekr apresenta-se com um posicionamento premium focado na nova geração de elétricos, enquanto a Geely traz os novos Starray EM-i e Geely E5. As marcas já conhecidas aproveitam para mostrar modelos decisivos nos próximos anos. A MG estreia o MG4 Urban e o MG9, a Kia apresenta o compacto EV2, enquanto a Volkswagen destaca o ID. Polo, agora 100% elétrico. A Mazda aposta no novo CX-6e, um SUV elétrico para famílias.
A Polestar celebra quatro anos em Portugal e leva os Polestar 3 e Polestar 4, ambos disponíveis para ensaio, permitindo ao público experimentar. O fator diferenciador desta edição está em vários modelos com campanhas de pré-lançamento, descontos e ofertas em acessórios ou carregamento.
É uma oportunidade rara para comparar dezenas de elétricos e testá-los em condições reais. A DECO PROteste analisa as novidades mais relevantes e destaca o que faz diferença na escolha: preço efetivo, autonomia e carregamento.
Volkswagen ID. Polo simplifica os elétricos compactos e baixa preços
A Volkswagen quer recuperar terreno nos elétricos com o ID. Polo, um utilitário elétrico pensado para o grande público e com foco na simplicidade de utilização, espaço interior e preço mais acessível. O modelo deverá arrancar abaixo dos 25 mil euros.
Ao contrário dos primeiros carros da família ID, criticados pela ergonomia e pelos comandos táteis pouco intuitivos, o ID. Polo marca um regresso às soluções tradicionais. A Volkswagen recupera botões físicos para funções essenciais e comandos no volante, numa tentativa de simplificar a utilização diária. O cockpit combina um painel digital de 10,25 polegadas com ecrã central de quase 13 polegadas, mas sem depender apenas do toque para todas as operações.
O interior exibe materiais mais cuidados, com superfícies almofadadas e revestimentos em tecido em zonas de contacto frequente. A marca percebeu que, para o consumidor, a sensação de qualidade continua a pesar mais do que efeitos visuais ou interfaces futuristas.
Outro ponto forte é o espaço. Apesar de medir 4,05 metros, o ID. Polo oferece uma bagageira até 441 litros, acima da média do segmento e superior ao Polo convencional.
A Volkswagen aposta em duas baterias. A mais pequena, de 37 kWh, privilegia custo e durabilidade e oferece autonomia até 329 quilómetros (ciclo WLTP). A maior, de 52 kWh, pode chegar aos 455 quilómetros (WLTP), tornando o modelo apto para viagens longas. O carregamento rápido varia entre 90 e 105 kW, permitindo recuperar de 10% a 80% em 24 a 27 minutos.
Mais do que impressionar com desempenho, o ID. Polo resolve problemas concretos dos utilizadores: ergonomia, espaço, autonomia e preço mais próximo da realidade.
MG4 e MG4 EV Urban surpreendem pelo preço, qualidade e eficiência
A MG atualizou o MG4 EV para 2026 e o compacto elétrico chinês chega mais maduro, mais eficiente e com um interior melhorado. Mantém a fórmula que o tornou popular na Europa: preço competitivo, boa autonomia e equipamento generoso. Tenta aproximar-se dos rivais europeus também na perceção de qualidade e no refinamento diário.
As mudanças exteriores são discretas. A marca introduziu novas jantes, pequenos ajustes aerodinâmicos e um spoiler traseiro redesenhado. Mais importante é a alteração da bateria: a versão de 64 kWh passa a usar células LFP. A autonomia WLTP sobe para 452 quilómetros, enquanto a variante Long Range de 77 kWh promete até 545 quilómetros.
O carregamento rápido continua entre os argumentos fortes. A potência DC pode atingir 154 kW, carregando dos 10% aos 80% em 28 minutos.
No interior está a maior evolução. O anterior cockpit era criticado pelos materiais simples e pela ergonomia pouco consistente. Exibe agora um ambiente mais moderno e mais agradável. A MG mantém o grande ecrã central, mas reorganizou menus e comandos para simplificar. Persistem dúvidas sobre a rapidez do software e da app móvel, pontos que vários utilizadores continuam a criticar.
Na estrada, o MG4 destaca-se pelo comportamento equilibrado. Estabilidade, direção e travagem: é um dos compactos elétricos mais agradáveis de conduzir. Já o conforto de suspensão não convence totalmente. O espaço interior é adequado para famílias pequenas, embora a bagageira continue apenas na média do segmento.
O equipamento é bastante completo: inclui bomba de calor, assistentes de condução e função V2L. Mas o MG4 renovado já não é o “elétrico barato” de há dois anos: o preço começa agora em 32 400 euros.
A marca arrisca em paralelo uma grande surpresa: o novo e inesperado MG4 EV Urban desde 23 900 euros. Este pode conquistar muitos fãs e ser facilmente o carro mais procurado do salão. Reforça a ofensiva nos elétricos acessíveis. Com até 416 quilómetros de autonomia WLTP, carregamento rápido de 10% a 80% em 28 minutos e uma bagageira superior a 500 litros, posiciona-se como proposta familiar no segmento dominado por citadinos compactos.
Kia EV2 quer democratizar os elétricos compactos sem sacrificar autonomia, nem espaço
O EV2 é o mais pequeno e acessível elétrico da Kia. Entra no competitivo segmento dos SUV compactos urbanos, onde enfrenta propostas como o futuro Volkswagen ID. Cross, Renault 4 E-Tech ou Citroën ë-C3. O objetivo é garantir um elétrico mais acessível sem comprometer em demasia a autonomia, a tecnologia ou a habitabilidade.
Com 4,06 metros de comprimento, o EV2 posiciona-se entre um utilitário tradicional e um pequeno SUV. A Kia promete um interior espaçoso graças à plataforma elétrica dedicada. O espaço traseiro e a modularidade são argumentos fortes, com bancos traseiros deslizantes e inclináveis que permitem variar a capacidade da bagageira. Tem um pequeno compartimento frontal para os cabos de carregamento.
O EV2 é vendido com duas baterias. A versão de entrada utiliza uma bateria LFP de 42,2 kWh, uma tecnologia associada a maior durabilidade e menor degradação. A autonomia WLTP anunciada é de 317 quilómetros. Já a versão Long Range usa uma bateria NMC de 61 kWh e pode atingir até 448 quilómetros WLTP, um valor competitivo.
Relevante para o dia-a-dia é a questão do carregamento. O EV2 utiliza arquitetura de 400 volts e carrega dos 10% aos 80% em 30 minutos em postos rápidos DC. A Kia destaca o carregamento AC até 22 kW, raro no segmento e útil para quem depende de carregadores públicos.
As primeiras reações de jornalistas e utilizadores destacam o conforto, o silêncio a bordo e o espaço interior. Já o comportamento dinâmico entusiasma menos, com direção pouco comunicativa. O preço continua um mistério. O sonho começa em 27 mil euros para a versão-base, mas pode ultrapassar os 35 mil euros nas versões mais equipadas com bateria maior.
Mazda CX-6e aposta em conforto e tecnologia
O novo SUV elétrico CX-6e aterra esta semana em Lisboa. É um carro do segmento médio que aposta mais no conforto, na tecnologia útil e no espaço interior do que em números exuberantes de desempenho. Com 4,85 metros de comprimento, é um SUV familiar de maiores dimensões.
O destaque está no equilíbrio entre autonomia, carregamento e habitabilidade. O CX-6e utiliza uma bateria LFP de 78 kWh com autonomia WLTP até 484 quilómetros. O carregamento rápido DC pode atingir 195 kW, permitindo passar dos 10% aos 80% em 24 minutos, números competitivos para viagens longas.
No interior, o CX-6e abandona quase por completo os instrumentos tradicionais. O painel é dominado por um ecrã tátil ultralargo de 26 polegadas, dividido em duas zonas para condutor e passageiro. A solução evita um segundo ecrã dedicado e procura simplificar o cockpit. O head-up display será de série, enquanto o teto panorâmico em vidro também vem incluído.
A qualidade dos materiais é um dos pontos fortes, com poucos plásticos rígidos e uma abordagem minimalista típica da Mazda. O espaço traseiro também promete convencer famílias. A bagageira oferece 468 litros, complementados por um pequeno compartimento frontal.
A versão Takumi Plus acrescenta um visual mais sofisticado e uma solução tecnológica invulgar: retrovisores exteriores digitais com câmaras e ecrãs internos. Recebe jantes de 21 polegadas e acabamentos interiores em dois tons.
O preço de lançamento arranca nos 41 543 euros para a versão Takumi e sobe aos 44 543 euros na Takumi Plus. A campanha inclui desconto de 3444 euros, oferta de acessórios no valor de 615 euros e cartão de carregamento de 40 euros.
Polestar 3 impressiona pela autonomia e conforto, mas software continua a levantar dúvidas
O Polestar 3 entra no segmento dos grandes SUV elétricos premium com uma proposta muito focada em conforto, autonomia e tecnologia avançada de assistência à condução. O modelo sueco, desenvolvido sobre a mesma base técnica do Volvo EX90, aposta mais numa experiência refinada e discreta do que em prestações exuberantes. O principal obstáculo continua a ser o preço: começa acima dos 81 mil euros.
O ponto mais relevante é a autonomia. O Polestar 3 utiliza uma bateria de 111 kWh, uma das maiores disponíveis num SUV elétrico europeu, permitindo até 706 quilómetros WLTP na versão de tração traseira. Mesmo as variantes mais pesadas e equipadas anunciam mais de 560 quilómetros WLTP. O carregamento rápido DC pode atingir 250 kW, permitindo recuperar energia rapidamente em postos ultrarrápidos.
Destaca-se pela eficiência aerodinâmica e estabilidade. O Polestar 3 transmite uma condução muito equilibrada e confortável. A suspensão ajuda a filtrar irregularidades sem comprometer o controlo da carroçaria.
O espaço interior é outro argumento forte. Com 4,90 metros de comprimento, oferece boa habitabilidade traseira e uma bagageira de 484 litros, complementada por um pequeno compartimento frontal. O interior segue a filosofia minimalista típica da Polestar, com materiais reciclados e superfícies simples.
O sistema multimédia baseado em Android Automotive integra Google Maps, Assistant e atualizações remotas OTA. O SUV inclui ainda cinco radares, cinco câmaras e sensores interiores capazes de detetar distração do condutor ou até a presença de crianças e animais deixados no habitáculo.
Contudo, vários utilizadores e testes de longa duração continuam a apontar problemas de software. Em fóruns especializados surgem relatos de falhas na chave digital, bugs no infotainment, erros eletrónicos ocasionais e dificuldades de conectividade. Apesar de as atualizações remotas resolverem parte destes problemas, a experiência digital ainda parece menos sólida do que a oferecida por alguns rivais diretos.
Mesmo assim, o Polestar 3 destaca-se por algo cada vez mais raro nos elétricos premium: condução previsível e confortável, sem excesso de estímulos digitais ou comportamento artificialmente desportivo.
Polestar 4 aposta no minimalismo extremo, mas há tecnologia que complica mais do que ajuda
O Polestar 4 é o modelo mais ousado da marca sueco-chinesa, e o teste completo mostra um SUV elétrico premium muito competente em conforto, qualidade e autonomia, mas também marcado por escolhas tecnológicas discutíveis. Posicionado entre berlina e SUV coupé, custa desde 64 900 euros e diferencia-se através do design minimalista e de soluções pouco convencionais.
A característica mais polémica é a ausência total de vidro traseiro. Em vez de um óculo convencional, o Polestar 4 utiliza uma câmara HD ligada a um espelho digital. A marca defende que a solução melhora a visibilidade e aumenta a sensação de espaço. O ambiente é muito luminoso e arejado, sobretudo graças ao enorme teto panorâmico de série, mas o espelho digital cansa em utilização prolongada, especialmente à noite.
O espaço interior é um ponto forte. Os bancos oferecem elevado conforto à frente e atrás, e o ambiente transmite qualidade superior. O sistema multimédia concentra quase todas as funções num ecrã central de 15,4 polegadas. Alerta para o elevado risco de distração durante a condução. A dependência excessiva do ecrã tátil é um problema em vários elétricos premium recentes.
No consumo e autonomia, o Polestar 4 conseguiu 535 quilómetros reais, um valor sólido para um SUV deste tamanho e potência.
Volkswagen T-Roc continua a ser referência entre SUV compactos, mas consumo e preço já pesam
O Volkswagen T-Roc mantém-se como um SUV compacto equilibrado e o teste mais recente confirma-o com dados concretos de utilização, conforto e eficiência. Não impressiona pela inovação, mas continua a destacar-se pela facilidade de condução, espaço bem aproveitado e pacote tecnológico sólido. O preço subiu significativamente, e o consumo real já não acompanha alguns rivais mais recentes.
O T-Roc 1.5 eTSI DSG conseguiu uma boa classificação global, com destaque para conforto, segurança e comportamento em estrada. O SUV alemão oferece uma experiência muito previsível e fácil no dia-a-dia.
Entre os pontos mais relevantes está o espaço interior. Apesar de medir apenas 4,37 metros, o T-Roc oferece uma bagageira de 475 litros, acima da média do segmento, e boa habitabilidade traseira.
Em viagens longas, o T-Roc revela níveis baixos de ruído e uma condução estável, incluindo em autoestrada. Os faróis LED Matrix opcionais receberam elogios particulares pela eficácia da iluminação noturna. Na utilização real, porém, o consumo ficou acima do desejável. O motor 1.5 mild hybrid a gasolina registou cerca de 6 l/100 quilómetros em média, aceitável mas já pouco impressionante num segmento onde híbridos completos conseguem melhores resultados.
Já o interior continua a dividir opiniões. A Volkswagen melhorou os materiais no facelift mais recente, mas a qualidade fica abaixo do esperado para o preço. E esse tornou-se um dos maiores obstáculos: a unidade testada ultrapassava 44 mil euros, um valor muito próximo de SUV familiares maiores ou modelos eletrificados mais modernos.
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