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Protetores solares de rosto: quatro desaconselhados pela DECO PROteste

Em 17 protetores solares faciais 50/50+ testados, a DECO PROteste desaconselha quatro. Conheça os produtos e saiba por que razão é prudente excluí-los da sua lista de compras.

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24 março 2026
Mulher a colocar protetor solar na cara

iStock

Quatro dos protetores de rosto testados pela DECO PROteste apresentam má qualidade, por filtrarem menos radiação ultravioleta do tipo B (UVB) do que correspondente ao fator de proteção solar (FPS) indicado no rótulo.

Dois deles reprovaram também na proteção da radiação ultravioleta do tipo A (UVA). Segundo a recomendação da União Europeia, esta deve corresponder a, pelo menos, um terço do FPS.

Chumbar no teste não significa ausência de proteção; quer dizer que a mesma é inferior à que anunciam no rótulo. Qual é o problema? Além de fornecerem informação enganosa aos consumidores, os produtos não estão em conformidade com a recomendação da União Europeia, e isso pode implicar risco para quem necessita de um nível de proteção mais elevado.

Daí que a recomendação da organização de consumidores seja não usar, até porque existem produtos melhores e mais baratos, como poderá verificar no comparador de protetores solares (filtre os resultados pelo segmento de produtos para o rosto).

Quatro protetores solares de rosto a não comprar

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Quatro produtos reprovaram nos ensaios laboratoriais relativos à proteção solar. Os produtos da Biotherm, Vichy e Rituals já tinham falhado no teste de 2024. A DECO PROteste voltou a adquiri-los e a testá-los, mas as conclusões mantêm-se.

Os quatro produtos da foto anunciam um FPS 50+, mas, de acordo com o teste, o da Rituals e da Biotherm deveriam indicar um FPS 30 (proteção elevada), e os da Vichy e da Revùelle, FPS 25 (proteção média). Estes dois também falham na proteção contra os UVA. Por serem os parâmetros mais importantes do teste, dado poderem afetar a saúde dos consumidores, as classificações obtidas na proteção solar (FPS) e na proteção ditam a má qualidade global.

Porém, a proteção solar não é o único critério em que os quatro produtos obtiveram avaliações negativas. Os resultados do teste mostram que também o impacto ambiental pode melhorar bastante, embora estes sejam problemas comuns também noutras marcas.  

A DECO PROteste exige fiscalização apertada

Muitos produtos que falham na proteção solar são de marcas internacionais, pelo que a DECO PROteste e as organizações de consumidores congéneres em Espanha, Bélgica, Itália, França e Países Baixos denunciaram os maus resultados às respetivas autoridades de saúde – o Infarmed, em Portugal –, às quais cabe supervisionar o mercado e garantir o acesso a produtos cosméticos com qualidade, eficácia e segurança.

Os protetores solares que anunciam um FPS 50+, mas que têm, na realidade, um FPS de 25 ou 30 são enganosos, podendo criar uma falsa sensação de segurança. As pessoas com pele mais vulnerável – clara, com sardas ou com afeções dermatológicas –, que precisem de um fator de proteção elevado, ficam mais expostas aos riscos das radiações: queimaduras solares, envelhecimento precoce, lesões e, mais grave, cancro da pele.

As organizações de consumidores exigem controlo, para garantir que estes protetores solares cumprem a lei e são corretamente rotulados como FPS 25 ou 30. Os fabricantes não podem continuar a prevaricar, sem que nada aconteça. É preciso que as autoridades de saúde, ao nível europeu, forcem a suspensão da venda dos produtos que anunciam uma proteção solar superior à que oferecem na realidade e sancionem os fabricantes, por não respeitarem os consumidores nem a regulamentação. 

 

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