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Diabetes: soluções menos invasivas com comparticipação

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Os doentes com diabetes tipo 1 que utilizam os dispositivos mais cómodos para medir a glicose e administrar insulina beneficiam de comparticipação. No caso do sensor, o custo desce de € 53 para 7,95 euros.

01 março 2018
medidores insulina

Thinkstock

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Quem convive com a diabetes tipo 1 vê-se obrigado a picar os dedos várias vezes ao dia para medir a glicose e saber que quantidade de insulina deve administrar. Um hábito que se ganha, mas que deixa algumas mazelas como as picadas nos dedos, o estigma quanto à doença ou a exposição pública quando se têm de fazer as picagens na escola ou no trabalho.

O dispositivo médico FreeStyle Libre é um medidor de glicose que se coloca no braço e regista automaticamente os níveis sem necessidade das tradicionais picadas nos dedos. Cada sensor dura 14 dias, pelo que os diabéticos tipo 1 necessitam de comprar dois por mês. Até ao início do ano, o investimento inicial no dispositivo era de cerca de € 170, mais os € 106 mensais dos dois sensores. Com a comparticipação de 85% desde o início do ano, o custo reduziu para € 7,95 por cada sensor.

Adeus picadas nos dedos e tiras de glicemia

Com este aparelho, para saber quais os valores de glicemia tem de aproximar o leitor do sensor para ler os dados registados e controlar, assim, a glicemia e a quantidade de insulina a administrar a cada momento. O sensor indica resistir à água até um metro de profundidade, permitindo tomar banho e praticar exercício físico.

De acordo com o Infarmed, a medida pretende abranger, durante o primeiro ano, cerca de 15 mil diabéticos tipo 1, incluindo todas as crianças com mais de quatro anos que tenham este tipo de diabetes. O objetivo é alargar a comparticipação, num futuro próximo, a todos os doentes com diabetes tipo 1.

Este sistema possibilita um maior controlo das baixas de açúcar no sangue (hipoglicemias), uma vez que disponibiliza um registo de 24 horas da glicemia no doente e armazena os dados por 14 dias.

Bombas de insulina gratuitas até 2019

Depois de controlados os níveis de glicemia e encontradas as quantidades a administrar, cada diabético injeta a insulina necessária ao seu organismo. Ao longo dos anos, o processo tem evoluído das agulhas para as canetas de insulina e, mais recentemente, para a bomba de insulina que é colocada à cintura (apesar de haver quem a coloque noutras partes do corpo).

Denominados como sistemas subcutâneos de perfusão contínua de insulina (dispositivos PSCI), estes dispositivos incluem a bomba onde fica o reservatório da insulina que é administrada, automaticamente, através de um pequeno tubo e de uma agulha, de acordo com o programado.

O Estado pretende garantir que todas as crianças até aos 18 anos, com diabetes tipo 1, tenham a bomba de insulina gratuita até ao final de 2019. Fale com o seu médico para saber onde e como pode requisitar a bomba. Quem já utiliza estes sistemas partilha a sua experiência.