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Entre março e agosto, cabaz passou de 185 para 206 euros

A pescada fresca e os brócolos sofreram a maior escalada de preço entre 1 de março e 31 de agosto. Mas a maioria dos alimentos de primeira necessidade aumentaram. Em 63 produtos, 55 encareceram.

03 outubro 2022
Saco de papel com alimentos

iStock

A tendência já vinha de trás, mas a ansiedade sobre a intensificação da subida dos preços instalou-se desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro último. A continuação da guerra acentuou a escalada dos preços. A 1 de março, precisamente, a DECO PROTESTE marcou o início desta análise a um cabaz de 63 alimentos essenciais, prolongando-a por seis meses, até 31 de agosto. E a conclusão confirma a sensação generalizada, mês após mês, de uma tendência no acréscimo de euros em muitos alimentos, com a pescada fresca e os brócolos no pelotão da frente dos que sofreram a mais pronunciada subida de custo: 67% e 47%, respetivamente.

Em termos globais, no período considerado, o cabaz aumentou de 185,17 para 206,39 euros. São mais 21 euros, ou seja, 11 por cento. As famílias começaram a sentir que, para o mesmo orçamento, não conseguem encher o carrinho de supermercado com a mesma quantidade de géneros alimentícios. Os dados não contrariam o crescimento da conta total no supermercado. Para o estudo da DECO PROTESTE, foi escolhido um cabaz de 63 alimentos, incluindo produtos de mercearia, laticínios, carne, peixe, fruta, legumes e congelados.

A monitorização dos preços passou a ser feita todas as quartas-feiras, com base nos preços recolhidos no dia anterior. Para obter o custo do cabaz, foi calculado o preço médio por produto em todos os supermercados online do simulador da DECO PROTESTE. Por fim, somou-se o preço médio de todos os produtos para chegar ao custo do cabaz para um certo dia. Quase todas as semanas, o fenómeno do incremento dos preços repete-se. Alguns produtos registam subidas de dois dígitos, de uma semana para a outra. 

Os dez produtos que mais aumentaram de preço

 
Variação de preços entre 1 de março e 31 de agosto.

Alimentos mais caros ao fim de seis meses 

No último dia de agosto, 55 dos 63 comestíveis analisados estavam mais caros face a 1 de março. A seguir à pescada fresca e aos brócolos, os campeões dos aumentos nos seis meses em exame são a couve-coração e o óleo alimentar (ambos com 36% de subida), a batata vermelha (mais 33%), o frango inteiro (mais 30%), o bife de peru (mais 25%), os cereais de mel (mais 23%), as costeletas de porco (mais 20%) e as bifanas de porco (mais 18 por cento).

Considerando os produtos que mais subidas de preço sofreram, nem todos tiveram o mesmo comportamento ao longo do período em apreço, ou seja, entre o início de março e o fim de agosto. Um exemplo é o óleo alimentar: registou um aumento abrupto a partir de 30 de março e iniciou uma tendência de descida a partir do final de abril, mas sempre a um nível bastante superior àquele em que se encontrava no princípio de março. Por sua vez, o preço por quilo da pescada fresca foi apresentando bastantes oscilações ao longo dos seis meses. Já o frango inteiro teve ainda outro comportamento: subiu bastante até meados de abril e, a partir daí, estabilizou o preço, mantendo-se num patamar elevado.

Sal grosso com preço mais estável

Apenas oito produtos mantiveram o preço, ou até desceram a 31 de agosto, face ao custo de 1 de março. O sal grosso e os cereais de fibra não sofreram alterações no último dia, face ao primeiro. O sal manteve-se estável naquele período, enquanto os cereais oscilaram. Em contracorrente, alguns produtos baixaram de preço. A curgete é o exemplo mais expressivo, registando a maior descida (23 por cento). Passou de 2,21 para 1,71 euros por quilo. Na curta lista, seguem-se as ervilhas congeladas (-7%), a perca (-4%), o iogurte líquido (-2%) e o pão de forma (-1 por cento). 

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