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Doces de Natal: preço do arroz sobe 78% e açúcar e leite aumentam 44%

Os doces de Natal podem ficar mais caros este ano. No arroz, o preço subiu 78% e no açúcar e no leite o aumento chega aos 44%. A uma semana da noite de consoada, o preço de um cabaz com 16 produtos que compõem a mesa de Natal dos portugueses está 23,49% mais caro face a janeiro.

14 dezembro 2022
família reunida na ceia de Natal

iStock

Diz a tradição que a consoada pede bacalhau cozido com couves e batatas, peru assado no forno com um bom vinho a acompanhar e uma mesa repleta de doces tradicionais como arroz-doce, rabanadas ou filhoses. Mas, para muitos portugueses, este ano, a ceia pode ser mais singela. A cerca de uma semana da noite de Natal, alguns dos produtos essenciais na mesa de muitas famílias estão significativamente mais caros, elevando a despesa com a ceia de Natal para, pelo menos, 46,96 euros, mais 23,49% face a janeiro. A 5 de janeiro deste ano, os consumidores pagavam 38,03 euros pelos mesmos produtos, ou seja, menos 8,93 euros do que se paga a 14 de dezembro. 

Mas o aumento de preços do cabaz de Natal pode ser ainda mais expressivo, uma vez que a DECO PROTESTE só considerou neste cabaz uma unidade de cada produto ou um quilo, no caso dos produtos vendidos a peso (bacalhau, perna de peru, batata, couve e abacaxi).

A análise semanal a um cabaz com alimentos essenciais tem mostrado que assegurar a alimentação de uma família sai cada vez mais caro. Para perceber se também este Natal representa um maior esforço financeiro para os consumidores portugueses, a DECO PROTESTE escolheu 16 produtos tipicamente usados na confeção da consoada:

  • açúcar branco;
  • farinha para bolos;
  • batata vermelha;
  • leite UHT meio-gordo;
  • seis ovos;
  • couve;
  • óleo alimentar 100% vegetal;
  • carcaça tradicional;
  • perna de peru;
  • bacalhau graúdo;
  • arroz carolino;
  • azeite virgem extra;
  • tablete de chocolate para culinária;
  • abacaxi;
  • vinho branco DOC Alentejo;
  • vinho tinto DOC Douro.

Para avaliar a sua evolução, a DECO PROTESTE calculou o preço médio por produto em todas as lojas online do simulador em que se encontra disponível. Posteriormente, foi somado o preço médio de todos os produtos e obtido o custo total do cabaz para um determinado dia.

Arroz, açúcar, leite, couve e ovos com aumentos de 40% ou mais

O arroz carolino, o açúcar branco, o leite, a couve e os ovos são, entre todos os produtos do cabaz, aqueles que registaram as maiores subidas de preço entre 5 de janeiro e 14 de dezembro.

No arroz carolino, o aumento chegou aos 78%, com este produto a registar uma subida de 89 cêntimos e custando 2,04 euros a 14 de dezembro. Já o açúcar branco viu o seu preço subir 44%, para 1,59 euros (mais 49 cêntimos face a janeiro), uma subida semelhante à do leite UHT meio-gordo, que, com um aumento de 44% (mais 29 cêntimos), passou a custar 97 cêntimos. A couve e os ovos, por sua vez, registaram subidas de preços de 43% e 40%, respetivamente. A couve custa agora, em média, 1,42 cêntimos por quilo. Já uma caixa de seis ovos custa 1,59 euros.

Apesar das subidas mais significativas nestes quatro produtos, todos os produtos considerados no cabaz registaram subidas de preços entre 5 de janeiro e 14 de dezembro:

  • batata vermelha: mais 34% (mais 29 cêntimos);
  • farinha para bolos: mais 33% (mais 40 cêntimos);
  • azeite virgem extra: mais 32% (mais 1,42 euros);
  • carcaça tradicional: mais 26% (mais 4 cêntimos);
  • óleo alimentar 100% vegetal: mais 25% (mais 58 cêntimos);
  • perna de peru: mais 24% (mais 87 cêntimos);
  • bacalhau: mais 19% (mais 2,04 euros);
  • abacaxi: mais 16% (mais 20 cêntimos);
  • vinho branco: mais 11% (mais 27 cêntimos);
  • vinho tinto: mais 5% (mais 21 cêntimos);
  • tablete de chocolate para culinária: mais 4% (mais 6 cêntimos).

Preços de alguns produtos com ligeira descida a uma semana do Natal

Embora todos os produtos considerados neste cabaz tenham registado subidas de preços desde o início do ano, a análise à variação de preços entre 7 e 14 de dezembro revela que alguns produtos viram os seus preços baixar na última semana. É o caso do bacalhau (menos 1%), da farinha para bolos (menos 3%), do açúcar branco (menos 3%), da batata vermelha (menos 3%), do óleo alimentar 100% vegetal (menos 5%) e da tablete de chocolate para culinária (menos 6%).

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