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Trabalhar no estrangeiro: guia antes de partir

10 junho 2014 Arquivado
Trabalhar no estrangeiro

10 junho 2014 Arquivado

Emigrar tem custos ao nível pessoal, mas também envolve dificuldades e perigos que é preciso acautelar. Veja as nossas dicas para embarcar numa aventura mais segura.

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Desde 2008, emigram cerca de 80 mil portugueses por ano, em média, mas o número continua a crescer, indicou o coordenador científico do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires. Há sete anos, Espanha era o destino mais procurado (com cerca de 27 mil saídas), mas, em 2012, o Reino Unido passou a estar no topo das preferências, tendo recebido mais de 20 mil emigrantes em busca de uma vida melhor.

Nesse ano, mais de 121 mil pessoas deixaram Portugal para trabalhar no estrangeiro, temporária ou permanentemente, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Cerca de um quinto destes emigrantes tinha entre 20 e 29 anos.

Na hora de pensar em deixar o País, convém pesar uma série de fatores, não apenas quanto irá ganhar ou qual a diferença entre o novo salário e o que eventualmente recebia em Portugal.

Cuidados prévios
Há quem vá para o estrangeiro sem garantia de emprego certo, o que pode implicar riscos. Mas a existência de uma proposta de trabalho pode não o isentar de problemas.

Antes de aceitar a oferta de uma empresa estrangeira que não conhece, procure informações sobre a mesma. Verifique junto da embaixada ou do consulado do respetivo país em Portugal se está legalmente constituída. Pode consultar alguns portais, como o FakeCheks.Org, que fornece dicas para se proteger de esquemas maliciosos de oferta de emprego, ou o Anti-Fraud International, onde são divulgadas tentativas de burla.

Junto da empresa, as perguntas a fazer são as mesmas que em território nacional:

  • local de trabalho;
  • carga horária diária e semanal;
  • horário de trabalho;
  • regras do trabalho suplementar;
  • existência de seguro de acidentes de trabalho e valor;
  • periodicidade e forma de pagamento da retribuição.

Peça que o contrato seja celebrado por escrito, mesmo que isso não seja obrigatório. O documento deverá conter, de forma clara, todos os elementos descritos atrás. Também é conveniente que mencione as condições de alojamento e quem suporta as despesas, bem como eventuais referências ao pagamento de viagens a Portugal.

Caso consiga emprego no estrangeiro através de uma agência privada de colocação tem direito às mesmas condições de trabalho dos nacionais do país de acolhimento. O serviço prestado pelas agências tem de ser gratuito e deve assegurar que terá no país de destino alojamento adequado e acesso a cuidados médicos, medicamentosos e hospitalares nas mesmas condições que teria em Portugal. Se a empresa estrangeira não cumprir as suas obrigações, a agência privada tem de assegurar o repatriamento do trabalhador nos 6 meses que se seguem à colocação.

Procure informações sobre a agência antes de assumir um compromisso:

Não dê nem envie dinheiro para suportar despesas de qualquer espécie. Não forneça dados pessoais que não sejam imprescindíveis para a candidatura. Nunca apresente dados de cartões de crédito ou de contas bancárias.


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