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Proteína em pó: qual o melhor concentrado?

Os concentrados de proteína em pó, tanto de origem animal (proteína whey), como de origem vegetal, estão na moda. A DECO PROteste analisou a composição e a qualidade de 28 produtos. Conheça os resultados do teste.

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21 agosto 2026
homem a beber uma bebida com proteína em pó, na cozinha

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A fórmula é simples. Convertida em pó, a proteína facilmente se mistura a água, bebidas vegetais, leite ou papas. Ou até a café e a iogurtes. E ainda a batidos com fruta, vegetais, cereais ou pastas de frutos secos. A preparação é rápida e facilmente se controla a quantidade ingerida. Para muitos, a conveniência é o principal motivo de utilização.  

Qual a melhor proteína em pó?

A DECO PROteste testou 28 concentrados de proteína em pó, dos quais 16 de origem animal e 12 de origem vegetal. Objetivos: analisar o perfil nutricional e os rótulos, pesquisar metais pesados e apurar, através de uma prova de degustação, se estes preparados são saborosos.

Proteína de origem animal com maior concentração por dose

Os concentrados de proteína em pó de origem animal testados contêm valores elevados de proteínaentre 70 e 80% da sua composição. Em média, fornecem cerca de 72 gramas de proteína por 100 gramas e 23 gramas por porção. Nos produtos de origem animal, 24,36 gramas por dose, no Eu Nutrition 100% Whey Isolate, é o valor mais expressivo de proteína. Já o Gold Nutrition Total Whey Guilty Chocolate Flavour tem o valor mais baixo: 19 gramas.  

Nos produtos de origem vegetal, a quantidade de proteína é mais oscilante. A maioria apresenta entre 68 a 78%, com um valor médio de 69 gramas de proteína por 100 gramas e cerca de 22 gramas por porção. Oscila, nos produtos vegetais testados, entre os 25 (Zumub Vegan Pea Protein Chocolate Flavour) e os 17 gramas por dose, no Gold Nutrition V Protein  Chocolate Flavour.

Apesar destas diferenças, em média, os dois tipos de concentrado fornecem uma quantidade semelhante de proteína por porção: entre 22 e 23 gramas.

Composição nutricional muito variável

A DECO PROteste analisou a composição nutricional dos 28 concentrados de proteína e encontrou diferenças significativas. Embora o principal objectivo destes produtos seja fornecer proteína, os teores de açúcares, gordura saturada e sal também variam.

Os produtos de origem animal apresentam uma maior variação nos teores de açúcar e, em média, valores mais elevados quando comparados com os de origem vegetal. Já no sal, a maioria dos preparados de origem vegetal ultrapassa 0,4 gramas por dose. Vida Celeiro Proteína Whey com Cacau, com 0,4 gramas de sal por dose, e o Weider Whey 100 CFM, com 0,38 gramas, destacam-se entre os produtos de origem animal. 

Em média, os 28 produtos fornecem 0,5 gramas de sal por 100 gramas, embora existam diferenças consideráveis entre eles. Um teor inferior a 0,3 gramas por 100 gramas permitiria, em determinadas condições, a alegação “baixo teor de sal”.

Em nenhum dos produtos foi quantificado arsénio ou mercúrio, uma vez que os valores se encontravam abaixo do limite de quantificação. Em alguns foram detetados níveis muito baixos de cádmio e chumbo. Os valores encontrados são reduzidos e não suscitam preocupação, tendo em conta os níveis de exposição resultantes do consumo regular dos concentrados de proteína em pó.

E passam na prova de degustação?

Um painel de consumidores habituais de concentrados de proteína em pó deram o seu veredicto aos 28 produtos analisados. Em geral, os concentrados agradam, mas um produto de origem vegetal (Iswari Super Vegan Protein Chocolate), devido ao sabor amargo, artifical e pouco característico de chocolate, odor e aspeto pouco apelativo, segundo alguns comentários dos provadores, obteve a pontuação mais baixa da prova de degustação. 

Proteína em pó não substitui alimentação equilibrada

As proteínas fazem parte da composição dos alimentos, pelo que uma alimentação saudável e equilibrada com carne, peixe, ovos e laticínios fornece a quantidade necessária de proteína (0,8 gramas por quilo de peso corporal) para o bom funcionamento do organismo. A soja, as leguminosas e os frutos secos, por exemplo, também são bons fornecedores de proteínas, embora em qualidade inferior às de origem animal por não incluírem todos os aminoácidos considerados essenciais. Se seguir uma alimentação variada e equilibrada, a suplementação não é necessária

Para quem pratica desporto, os valores diários de proteína variam. 

  • Adultos fisicamente ativos: 1 a 1,2 gramas por quilo de peso corporal.
  • Praticantes de treino de força ou hipertrofia: 1,6 a 2,2 gramas por quilo de peso corporal.
  • Atletas de endurance: 1,2 a 1,6 gramas por quilo de peso corporal.

Quando se deve recorrer a concentrados de proteína?

Para a maioria das pessoas, os concentrados de proteína em pó não são necessários, uma vez que é possível obter proteína suficiente através de uma alimentação equilibrada. Podem, contudo, ser úteis em situações específicas:

  • quando a necessidade de proteína é maior;
  • se houver restrições alimentares, perda de apetite ou ingestão insuficiente;
  • para quem pratica exercício físico e pretende facilitar a ingestão de proteína no período pós-treino.

A principal vantagem destes produtos é, muitas vezes, a conveniência: são fáceis e rápidos de preparar e permitem controlar a quantidade de proteína ingerida. Ainda assim, não devem ser encarados como substitutos de uma alimentação variada ou de refeições completas. Pessoas com necessidades específicas, incluindo crianças, grávidas ou pessoas com determinadas condições de saúde, devem procurar aconselhamento de um profissional de saúde antes de os consumir regularmente.

 

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