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Medicamentos para deixar de fumar: que opções existem?

A motivação é essencial, mas pode não ser suficiente para deixar de fumar. Quando a dependência da nicotina é mais elevada, poderá ser necessário recorrer a medicamentos e substitutos de nicotina que ajudam a controlar os sintomas de abstinência.

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28 outubro 2026
Pessoa a colocar adesivo de nicotina no braço

iStock

Os medicamentos para deixar de fumar não eliminam a necessidade de motivação, nem substituem a mudança de comportamentos associados ao tabaco. Mas podem aumentar as probabilidades de sucesso na cessação tabágica, sobretudo em fumadores com dependência forte ou muito forte.

Estes medicamentos podem ser uma ajuda importante para quem tem dificuldade em lidar com os sintomas de abstinência. O seu principal objetivo é reduzir a vontade de fumar e aliviar sintomas como irritabilidade, frustração, dificuldades de concentração ou ansiedade associados à ausência do cigarro.

Embora alguns destes produtos estejam disponíveis sem receita médica, é aconselhável informar sempre o médico sobre a intenção de deixar de fumar e de utilizar terapêuticas de apoio. O acompanhamento profissional pode ajudar a selecionar a opção mais adequada e a gerir possíveis efeitos adversos.

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Substitutos de nicotina: quais os disponíveis?

A terapêutica de substituição de nicotina é particularmente indicada para fumadores com dependência forte ou muito forte. No caso de fumadores motivados para deixar de fumar e com elevado grau de dependência, a utilização de terapêutica de substituição de nicotina pode aumentar em 50% a 70% a taxa de abandono.

Os substitutos de nicotina fornecem esta substância ao organismo sem recorrer ao consumo de cigarros. O objetivo é ajudar a controlar a vontade de fumar e reduzir os sintomas de abstinência que podem surgir durante o processo de cessação tabágica. 

Os substitutos de nicotina podem provocar alguns efeitos secundários, como dores de cabeça, insónias e vertigens. Grávidas, mulheres a amamentar e pessoas com doença cardiovascular devem consultar o médico antes de iniciar o tratamento.

Gomas de nicotina para mascar

As gomas de nicotina são pastilhas elásticas que libertam nicotina à medida que são mastigadas.

Devem ser utilizadas quando surge a vontade de fumar e a dosagem recomendada depende do grau de dependência de cada fumador.

Para uma utilização correta, a goma deve ser mastigada lentamente até surgir um sabor forte. Nessa altura, deve ser colocada junto à bochecha até o sabor se atenuar. Em seguida, recomece a mastigar lentamente. Quando o sabor acabar, deve parar.

Possíveis efeitos secundários

  • irritação da mucosa da boca;
  • soluços;
  • dor nos músculos do maxilar.

Pastilhas e comprimidos de nicotina para chupar

As pastilhas e os comprimidos de nicotina são outra forma de fornecer nicotina ao organismo.

A pastilha deve ser chupada até que o sabor se torne intenso. Deve, então, ser colocada entre a gengiva e a bochecha. Quando o sabor da pastilha se tornar menos intenso, voltar a chupar a pastilha. Esta rotina deve ser repetida até a pastilha se dissolver completamente (aproximadamente 30 minutos).

O comprimido deve ser colocado na boca e esperar que dissolva completamente. Periodicamente, o comprimido deve ser movido de um lado a outro da boca, repetidamente, até que o comprimido esteja completamente dissolvido (aproximadamente 10 minutos). O comprimido não deve ser mastigado ou engolido inteiro.

Ambos devem ser utilizados quando surge a necessidade de fumar.

Possíveis efeitos secundários

  • náuseas;
  • alterações digestivas ligeiras;
  • soluços.

Adesivos de nicotina

Os adesivos de nicotina libertam a substância através da pele durante 16 ou 24 horas.

O tratamento prolonga-se habitualmente entre oito e catorze semanas, permitindo um fornecimento contínuo de nicotina ao organismo.

Possíveis efeitos secundários

São de esperar reações cutâneas (em geral, ligeiras).

É recomendável a alternar diariamente a zona de aplicação para reduzir o risco de irritação. Caso tenha perturbações do sono, opte por adesivos de 16 horas.

Pulverização bucal de nicotina

Este sistema permite administrar nicotina por via oral através de uma pulverização na boca.

É utilizado nos momentos em que a vontade de fumar é mais intensa, ajudando a controlar rapidamente os sintomas de abstinência.

Tal como acontece com outras formas de administração oral, podem ocorrer irritações da mucosa e aumento da salivação.

O que têm em comum os substitutos de nicotina?

Independentemente da forma escolhida, todos estes produtos têm o mesmo objetivo: ajudar a controlar os sintomas provocados pela ausência do cigarro e facilitar o processo de cessação tabágica. Ainda assim, a motivação para deixar de fumar continua a ser um elemento essencial para o sucesso do tratamento.

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Outros medicamentos para deixar de fumar: que opções?

Além dos substitutos de nicotina, existem outros medicamentos que atuam sobre os mecanismos da dependência e podem ajudar a reduzir a vontade de fumar e os sintomas de abstinência. Estas opções são particularmente indicadas para fumadores que necessitam de apoio adicional para abandonar o tabaco.

A utilização destes medicamentos deve ser enquadrada por aconselhamento médico sempre que aplicável, uma vez que existem contraindicações, efeitos secundários e diferentes formas de utilização.

Bupropiom (Zyban)

O bupropiom é um antidepressivo que ajuda a reduzir os sintomas de abstinência e o desejo compulsivo de fumar. Também pode contribuir para limitar o aumento de peso associado ao abandono do tabaco.

Para obter melhores resultados, o tratamento deve ser iniciado uma a duas semanas antes da data prevista para deixar de fumar.

Efeitos secundários mais frequentes

  • insónia;
  • secura da boca.

O Zyban é um medicamento sujeito a receita médica.

Vareniclina

A vareniclina atua sobre os recetores da nicotina existentes no cérebro. Esta ação ajuda a reduzir:

  • a urgência de fumar;
  • os sintomas de abstinência;
  • a sensação de satisfação associada ao consumo do cigarro.

Alguns estudos científicos indicam que as taxas de abstinência alcançadas com a vareniclina são superiores às observadas com os substitutos de nicotina e com o bupropiom.

O tratamento deve ser iniciado entre sete e 14 dias antes da cessação tabágica.

Efeitos secundários mais frequentes

  • náuseas;
  • cefaleias;
  • insónia;
  • pesadelos.

Estes efeitos tendem a desaparecer com a continuação do tratamento.

A vareniclina é um medicamento sujeito a receita médica e comparticipado pelo Estado em 37 por cento.

Citisiniclina ou citisina

A citisiniclina, também designada citisina, é um alcaloide vegetal que atua de forma semelhante à nicotina nos recetores nicotínicos de acetilcolina.

A sua ação é comparável à da nicotina, embora geralmente mais fraca. A substância compete com a nicotina pelos mesmos recetores, deslocando-a gradualmente devido à sua ligação mais forte.

A eficácia da citisina parece ser comparável à de outras terapêuticas farmacológicas utilizadas na cessação tabágica.

Efeitos secundários mais frequentes

  • náuseas;
  • vómitos;
  • distúrbios do sono.

A citisiniclina está sujeita a receita médica e é comparticipada pelo Estado em 37 por cento.


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Perguntas frequentes

Os substitutos de nicotina substituem completamente o cigarro?

Não. O objetivo destes produtos é fornecer nicotina sem recorrer ao consumo de tabaco, ajudando a controlar a vontade de fumar e os sintomas de abstinência.

Qual é a diferença entre os substitutos de nicotina e os outros medicamentos para deixar de fumar?

Os substitutos de nicotina fornecem nicotina ao organismo através de diferentes formas de administração. Já medicamentos como o bupropiom, a vareniclina ou a citisina atuam sobre mecanismos relacionados com a dependência e a vontade de fumar.

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