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DECO PROteste exige criação de vale-consulta para reduzir espera no SNS

Porque “a sua saúde não pode esperar”, a DECO PROteste lança uma petição nacional pela criação do vale-consulta. O mecanismo deve permitir o acesso a consultas, exames e tratamentos noutra unidade de saúde sempre que se preveja que os prazos legais vão ser ultrapassados.

26 maio 2026
As mãos de duas pessoas juntas

iStock

Há portugueses que esperam mais de três anos por uma consulta hospitalar. Outros aguardam meses por exames ou tratamentos. Embora a lei estabeleça tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a realidade mostra que esses limites continuam, em muitos casos, longe de ser cumpridos.

Assine a petição e verifique se a sua espera já ultrapassou o prazo legal

O que reivindica a DECO PROteste

Perante a situação, a DECO PROteste lança uma petição nacional, exigindo a criação do vale-consulta, à semelhança do modelo já existente para as cirurgias. A ideia é que, através deste vale, os utentes em risco de verem os prazos legais ultrapassados possam aceder a consultas, exames e tratamentos noutros estabelecimentos públicos, privados ou de cariz social indicados pelo SNS. Os serviços, incluindo o transporte para zonas mais distantes, não devem implicar qualquer custo para o consumidor

A organização de consumidores defende ainda a emissão automática do documento, sempre que se preveja que o prazo legal não será cumprido, bem como a sua disponibilização na área do cidadão do portal SNS 24 e na app SNS 24, e o envio por e-mail ou pelo correio para o utente. A decisão de aceitar a proposta ou permanecer na lista de espera deve caber ao paciente.

Além de assinar a petição, qualquer cidadão pode verificar gratuitamente, na dita plataforma, se o tempo de espera, no seu caso, ultrapassa os limites legalmente previstos, tendo em conta a prioridade e a data de referenciação. Pode também aceder a uma carta-tipo para reclamar, em caso de incumprimento.

Para a DECO PROteste, o vale-consulta é essencial para garantir um direito básico dos cidadãos: o acesso a cuidados de saúde em tempo clinicamente aceitável para a sua condição de saúde.

Lei não é cumprida

Segundo dados recentes, mais de metade das primeiras consultas hospitalares de especialidade continuam a ser realizadas fora dos prazos máximos legalmente previstos. Em algumas especialidades e regiões do País, os tempos de espera atingem valores particularmente graves, chegando a ultrapassar os mil dias (quase três anos).

A DECO PROteste alerta ainda para o impacto humano desta realidade:

  • agravamento do estado de saúde;
  • aumento da ansiedade e incerteza;
  • desigualdades no acesso aos cuidados;
  • dificuldades acrescidas para quem vive longe dos grandes centros urbanos.

O direito à saúde não pode depender do código postal, da capacidade financeira ou da resistência à espera. Quando os prazos legais não são cumpridos, o Estado deve garantir uma alternativa efetiva aos utentes”, defende a DECO PROteste.

 

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