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Qual o melhor seguro para prática desportiva?

Há seguros para quem pratica desporto de lazer e soluções que abrangem modalidades de aventura. A DECO PROteste analisou dois dirigidos especificamente à área desportiva e apresenta possíveis alternativas no crédito pessoal tradicional.

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05 novembro 2026
Pessoa com uniforme médico a avaliar joelho de atleta com fita cinesiológica

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Uma corrida ao fim de semana, uma partida de padel ou uma descida de BTT apresentam riscos diferentes. Na escolha de um seguro para a prática desportiva, a modalidade é um dos primeiros aspetos a considerar: uma apólice que cobre acidentes no futebol recreativo pode excluir o surf ou a escalada.

As diferenças estendem-se às coberturas. Alguns produtos juntam proteção em caso de morte, invalidez permanente, despesas de tratamento e responsabilidade civil. Outros concentram-se na invalidez e em serviços de assistência. Conheça os dois seguros específicos para prática desportiva amadora atualmente disponíveis.

Generali Tranquilidade Move IT por 30 euros anuais

O Move IT, da Generali Tranquilidade, destina-se a praticantes ocasionais de modalidades convencionais, como corrida, caminhada, padel, futebol recreativo, ginásio ou natação.

Com um prémio de 30 euros por ano, inclui capitais de 30 mil euros por morte ou invalidez permanente, 10 mil euros para responsabilidade civil e 5 mil euros para despesas de tratamento. Abrange acidentes durante a prática, treinos, provas amadoras e deslocações para estas atividades.

A apólice da Generali Tranquilidade, apesar de não impor grandes restrições em termos de modalidade, deixa de fora as atividades de maior risco, como BTT downhill, escalada, surf, kitesurf e parapente, entre outras.

Fidelidade AP1 Sports admite desportos radicais

A segunda oferta, o AP1 Sports, pertence à Fidelidade. É mais abrangente do que o Move IT no que respeita às modalidades cobertas, mas também é mais caro e não contempla responsabilidade civil (pagamento de danos a terceiros), nem indemnização por morte.

Além dos desportos convencionais, engloba alguns de aventura e radicais, como BTT, escalada, rappel, kitesurf, surf, mergulho e desportos de neve ou gelo. Porém, a abertura não é total. De fora ficam atividades de “perigosidade extrema”, incluindo paraquedismo, wingsuit, basejump, alta montanha e modalidades motorizadas, entre outras.

Os prémios variam consoante o perfil do consumidor e a atividade. Na versão base, que não contempla as ditas modalidades de aventura e radicais, um praticante de desporto de lazer com 35 anos paga 67,41 euros ou 108,46 euros por ano, consoante opte por um capital de 50 mil ou de 100 mil euros para invalidez permanente, respetivamente.

Do lado das proteções, encontram-se a assistência médica ao desportista acidentado, a proteção jurídica e a assistência a equipamentos desportivos. Há ainda a possibilidade de o seguro comparticipar as mensalidades devidas pelo atleta incapacitado a um clube desportivo ou a um ginásio, com limite de 50 euros por mês e 150 euros por ano.

Seguros de acidentes pessoais podem ser uma alternativa

Além dos seguros específicos, alguns seguros de acidentes pessoais abrangem atividades básicas de lazer, que podem incluir a prática de desportos de menor risco. Outros permitem adicionar coberturas para atividades radicais. 

Os seguros de acidentes pessoais da Allianz Portugal e da MAPFRE, por exemplo, abrangem atividades de lazer, mas a inclusão de desportos radicais exige uma análise específica da seguradora.

No caso da Fidelidade, além do seguro específico, é possível juntar uma extensão desportiva ao de acidentes pessoais. Em relação à prática desportiva, inclui coberturas idênticas às do AP1.

O Acidentes APRIL dirige-se à proteção familiar e ao desporto amador tradicional. Inclui uma cobertura de fratura de ossos com um capital de 750 euros nos módulos Completo e Premium, além de subsídios diários de hospitalização.

Na Real Vida Seguros, o Protegio, comercializado pela MDS, e o Acidentes Pessoais Global permitem contratar uma garantia complementar para desportos radicais, como surf, BTT, escalada, artes marciais ou esqui. No entanto, aos capitais por morte ou invalidez permanente, aplica-se uma limitação de 50%, ou seja, pagam apenas metade do que está estipulado nas condições do crédito pessoal tradicional.

Assim, se já tem um destes seguros ou pretende proteção para outras áreas da vida privada, pode equacionar estas soluções. Comparar as condições ajuda a evitar custos desnecessários e a escolher uma proteção adequada à atividade que pratica.

 

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