Energia em modo de sobrevivência
A nova crise energética desencadeada pelo conflito no Médio Oriente voltou a colocar os consumidores na primeira linha dos prejuízos. Desde o final de janeiro, gasolina e gasóleo têm vindo a subir de forma constante, com um salto ainda mais expressivo após o início das hostilidades. É uma pressão silenciosa, mas eficaz: aos poucos, a mobilidade deixa de ser um dado adquirido e passa a ser um luxo condicionado pelo preço de cada deslocação.
O Governo tem optado por "reciclar" soluções que, embora tragam um fôlego momentâneo, deixam os consumidores desprotegidos assim que são revertidas. A mobilidade e o acesso a serviços básicos não podem estar dependentes da boa vontade fiscal do momento, mas sim de um sistema que garanta estabilidade e justiça. É precisamente neste vazio de soluções duradouras que a DECO PROteste surge com propostas que não são remendos, mas mudanças de fundo.
Nos combustíveis rodoviários, defende um ajustamento automático do ISP sempre que o Estado arrecade mais do que o previsto, no Orçamento de Estado – uma forma justa de devolver aos consumidores aquilo que só pagam por causa das variações do mercado. Pede ainda o fim da parcela de 13% do ISP aplicada aos biocombustíveis, que continuam, inexplicavelmente, a ser taxados como se fossem combustíveis fósseis.
Na eletricidade, alerta para um impacto que ainda não chegou, mas pode chegar, defendendo uma taxa de IVA única e mínima de 6% para todos, sem distinções artificiais baseadas na potência contratada.
No gás, onde o aumento já é uma ameaça à vista, o alerta é ainda mais urgente: com possíveis subidas de mais de 3,50 euros, numa garrafa de butano de 13 Kg, e de mais de 10 euros, numa de propano de 45 Kg. Daí a DECO PROteste exigir equidade fiscal e proteção real das famílias. Para tal, é fundamental aplicar a taxa de IVA mínima de 6% igual para todos os tipos de gás e sem distinções entre formatos, porque cozinhar e aquecer água não podem ser um privilégio.
Estas propostas não são apenas ajustes. São um convite a repensar a forma como se protege os consumidores num país onde a energia é essencial, mas continua vulnerável a crises externas.
Sabia que...?
Atualmente, cerca de 44% do preço do litro de gasóleo e de 53% do preço do litro de gasolina correspondem a impostos. O preço dos combustíveis não pode deixar de ser comportável para as famílias, sobretudo se não existirem soluções de mobilidade alternativas ao dispor de todos os consumidores. A DECO PROteste defende uma transição energética justa e inclusiva para todos.
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