RECLAMAÇÃO FORMAL – PROCESSO DE SINISTRO AUTOMÓVEL
Venho por este meio apresentar uma reclamação formal relativamente à gestão do meu processo de sinistro por parte da Generali Tranquilidade, situação que considero inaceitável devido à demora excessiva, falta de comunicação, ausência de resposta aos sucessivos pedidos de esclarecimento e aos prejuízos financeiros que fui obrigado a suportar.
No dia 06/04/2026 fui vítima de um acidente de viação quando circulava numa Estrada Nacional, dentro da minha faixa de rodagem. Nessa altura, outro veículo entrou na via onde eu já circulava e embateu na lateral dianteira direita da minha viatura. Após o primeiro impacto, o condutor continuou a acelerar, provocando um segundo embate ao longo da lateral direita do meu veículo.
Foi acionada a GNR para o local, tendo sido elaborado o respetivo auto de ocorrência. O outro condutor foi submetido ao teste de alcoolemia no local e, posteriormente, encaminhado para o posto da GNR para repetição do teste e registo formal da situação.
Na sequência dos danos sofridos, a minha viatura ficou impossibilitada de circular, tendo sido rebocada para uma oficina, uma vez que uma das rodas ficou gravemente danificada e desalinhada.
Efetuei a participação do sinistro junto da seguradora e apenas beneficiei de uma viatura de substituição durante cinco dias. Após esse período, e porque necessito diariamente de viatura para exercer a minha atividade profissional, incluindo disponibilidade para serviços em regime de 24 horas, fui obrigado a suportar integralmente os custos de aluguer de várias viaturas. Todas as faturas e comprovativos desses alugueres já foram enviados à seguradora.
Desde a data do acidente realizei inúmeros contactos telefónicos e enviei diversos emails para a Generali Tranquilidade, solicitando informações sobre o estado do processo, esclarecimentos sobre a responsabilidade atribuída, ativação das coberturas previstas na minha apólice e apoio jurídico. Apesar das várias tentativas, raramente obtive respostas concretas.
Num dos contactos efetuados para a linha de apoio, depois de expor novamente toda a situação e solicitar ajuda para resolver o problema, fui informado pela colaboradora que não existia mais ninguém com quem pudesse falar. Quando manifestei o meu descontentamento e reiterei que pretendia uma solução para o meu caso, a chamada foi terminada sem qualquer resolução ou acompanhamento. Sendo as chamadas gravadas, esta situação poderá facilmente ser verificada pela própria seguradora.
Durante este período fui informado verbalmente de uma decisão de responsabilidade repartida em 50/50. Discordo totalmente dessa conclusão, não só pela dinâmica do acidente, mas também pelo facto de existir participação da GNR, testemunha identificada e registo de alcoolemia do outro condutor. Apesar dos meus repetidos pedidos, nunca me foi apresentada uma fundamentação clara, detalhada e formal que justificasse essa decisão.
Importa ainda referir que ambos os veículos envolvidos no acidente são segurados pela própria Generali Tranquilidade. Por esse motivo, considero ainda mais incompreensível a demora excessiva na análise e resolução do processo, bem como a falta de informação prestada ao cliente ao longo de mais de dois meses.
Posteriormente fui contactado pela oficina para autorizar uma reparação parcial da viatura, limitada apenas à parte frontal e à roda danificada. Recusei inicialmente essa intervenção por considerar que os danos provocados pelo acidente abrangiam também toda a lateral direita da viatura. Solicitei novamente esclarecimentos junto da seguradora e pedi a ativação das coberturas de danos próprios e proteção jurídica previstas na minha apólice, mas continuei sem obter qualquer resposta.
Face à ausência de solução, à necessidade urgente de ter uma viatura disponível para trabalhar e à impossibilidade financeira de continuar a suportar alugueres, vi-me obrigado a aceitar a reparação parcial para poder voltar a circular. A viatura foi entregue no dia 05/06/2026, quase dois meses após o acidente, permanecendo ainda com danos visíveis na lateral direita resultantes do mesmo sinistro.
Durante todo este período continuei igualmente a suportar o encargo mensal do contrato de leasing da viatura, no valor de 499€ por mês, apesar de não poder usufruir plenamente do veículo devido à sua imobilização. Entre os custos de aluguer de viaturas e os encargos do leasing, os prejuízos financeiros acumulados são extremamente significativos.
Considero que a gestão deste processo foi marcada por atrasos excessivos, falta de comunicação, ausência de resposta aos pedidos de esclarecimento, falta de acompanhamento ao cliente e prejuízos financeiros relevantes que fui obrigado a suportar sem qualquer apoio ou solução por parte da seguradora.
Solicito a reapreciação urgente do processo, o envio da fundamentação formal da decisão de responsabilidade atribuída, a análise dos prejuízos que suportei com alugueres de viaturas e demais despesas relacionadas com a imobilização do veículo, bem como uma resposta formal e definitiva sobre todas as questões que permanecem sem esclarecimento desde a data do acidente.
Pedro Infante