Em fevereiro de 2026, adquiri um iPhone recondicionado à Swappie, em Portugal.
Após alguns meses de utilização, o telemóvel começou a apresentar um defeito grave relacionado com a gestão da bateria. O equipamento desligava-se inesperadamente apesar de ainda ter carga disponível, chegando por vezes a desligar-se quando apresentava mais de 90% de bateria. Ao voltar a ligar, a percentagem de bateria passava a ser inferior a 10%, o que demonstrava um comportamento claramente anormal.
Acionei a garantia e a empresa substituiu o equipamento.
Infelizmente, o segundo telemóvel começou a apresentar exatamente o mesmo problema. Voltava a desligar-se inesperadamente apesar de ainda ter bateria e, quando reiniciava, a percentagem de carga diminuía drasticamente. Além disso, em várias ocasiões o equipamento desligou-se e deixou de ligar novamente, só voltando a funcionar depois de ser ligado ao carregador.
Perante a repetição do mesmo defeito, acionei novamente a garantia. No próprio dia em que entreguei o segundo telemóvel à transportadora para ser enviado para a Swappie, contactei o apoio ao cliente para questionar se existia alguma solução alternativa, como o reembolso ou a substituição por um equipamento com especificações diferentes. Expliquei que, após duas ocorrências do mesmo defeito em apenas alguns meses, tinha perdido a confiança de que uma nova substituição por um equipamento idêntico resolvesse definitivamente o problema.
A empresa informou-me que apenas poderia proceder à reparação ou, caso esta não fosse possível, ao envio de outro equipamento com as mesmas especificações.
Quando recebi o terceiro telemóvel, verifiquei que o seu estado geral era visivelmente inferior ao dos dois aparelhos anteriores, apesar de todos terem sido classificados como “Muito Bom”. Esse facto reforçou a minha insatisfação com toda a experiência, mas não foi o motivo pelo qual solicitei o reembolso. O pedido já tinha sido apresentado durante o segundo processo de garantia, antes mesmo de receber este terceiro equipamento, por considerar que a repetição do mesmo defeito demonstrava que as sucessivas substituições não estavam a resolver o problema.
A empresa recusou o pedido de reembolso, alegando que o prazo de devolução de 14 dias é contado apenas a partir da receção do primeiro telemóvel e que as suas obrigações de garantia tinham sido cumpridas através das substituições efetuadas.
Após essa recusa, decidi utilizar o terceiro telemóvel. No primeiro dia de utilização, o equipamento voltou a apresentar exatamente o mesmo defeito. Depois de receber a notificação de que a bateria tinha atingido os 20%, o telemóvel desligou-se inesperadamente apesar de ainda ter carga. Quando voltou a ligar, a percentagem de bateria era inferior.
Assim, o mesmo defeito ocorreu em três telemóveis diferentes associados à mesma compra.
Ao longo deste processo, fiquei várias vezes sem telemóvel enquanto aguardava a conclusão dos processos de garantia. Em cada substituição tive de voltar a configurar um novo equipamento, transferir todos os meus dados e autenticar novamente aplicações essenciais, incluindo aplicações bancárias, o que me impediu temporariamente de aceder às minhas contas e realizar transferências bancárias.
Na minha perspetiva, as sucessivas substituições não resolveram o problema subjacente. Pelo contrário, ao fim de aproximadamente seis meses desde a compra, continuo sem um equipamento fiável, tendo recebido três aparelhos diferentes que apresentaram o mesmo defeito.
Perante a repetição do mesmo defeito em três equipamentos diferentes associados à mesma compra, as sucessivas substituições efetuadas e os transtornos causados ao longo de todo este processo, considero que tenho direito à resolução do contrato e ao respetivo reembolso, ao abrigo da legislação portuguesa e europeia de defesa do consumidor.