Sou cliente de seguro multi-riscos, apólice MR72025515, com a Ocidental, empresa da AGEAS. Fui lesado com a tempestade Kristin e,
dia 30/01/2026 reportei os meus estragos por email, conforme indicado pela agente presente no Estadio de Leiria, Dia 10/02 obtive um
orçamento por uma empresa especializada para reparação dos danos sofridos, orçamento que enviei para a AGEAS e também submeto
em anexo. Semanas passaram sem qualquer feedback, efetuei vários pedidos de esclarecimentos sem previsões. Dia 5 Março, sem
qualquer aviso prévio, estando eu no meu local de trabalho a 70km de casa, recebo uma chamada do perito às 13h38, indicando que
estaria a 10 minutos da minha casa, ainda assim pedi autorização de saída, perdendo meio dia de trabalho, desloquei-me à residência. O
perito só tirou fotos, não comentou nada, mostrei os estragos, mostrei também o teto interior da minha casa que já tinha sido obrigado a
reparar, adiantando o dinheiro, porque chovia e ventava relevantemente dentro de casa, reparação essa que estava no orçamento, e
mostrei que os estragos que haviam sido reportados inicialmente no barracão foram agravados pelas depressões seguintes, com chuva
intensa e vento, inumeras telhas esburacadas, partidas, rachadas, todas já aglomeradas num ponto para ser possível a verificação, fora o
enorme monte de entulho de pedaços de telha, tijolo e remates de cimento. Para meu espanto e desagrado, dia 25/03/2026 recebo alerta
de regularização, com um valor vergonhoso de nem 10% do valor de orçamento de reparação, com o agravante da ausência de menção
dos danos interiores da casa que foram reportados e reparados antes da peritagem, visto que na peritagem demorou mais de um
mês, sendo os valores totalmente irrealistas e descabidos para a realidade. No mesmo dia submeti uma reclamação por email, à qual
aguardo uma resposta até hoje. É uma vergonha o tratamento que estão a dar aos clientes lesados e revela uma enorme incompetência
da equipa de peritagem. Recapitulando: 1º Reportei por email no dia 30 Janeiro 2026 o inicio dos danos, onde inclusive tem uma foto
forro do teto em madeira interior da casa caído. Nessa zona da casa começou a chover e a entrar imenso vento. O perito demorou 25
dias uteis a aparecer, prazo esse que está estipulado legalmente para resolução total e não para peritagem, a resolução foi no 39º dia util,
completamente fora do prazo legal. Quando o perito foi à habituação, 35 dias após o reporte dos danos, OBVIAMENTE que já tinha de ter
reparado o forro do teto interior da casa, não podia aguardar à chuva e ao vento por vossas excelências. Portanto têm a foto do dano
reportado, têm o orçamento de reparação, o perito foi visitar já com a reparação, e não há lugar a indemnização referente a isso? 2º O
telhado da garagem sofreu danos estruturais severos com a tempestade Kristin que foram agravados pelas depressões Leonardo e Marta
que vieram a seguir, onde os danos foram agravados e, quando o perito visitou a casa, pôde ver vigas soltas, rachados, bambas, mais de
40 telhas partidas/rachadas/danificadas, e se não avaliou em condições trata-se de incompetência do mesmo, porque é a função dele.
Resumindo: -A empresa não cumpriu prazos legais de resolução -Indicar que danos não foram causados pela tempestade é de uma
incongruência enorme face a tudo o que se pode ver na zona. -O perito foi incompetente em cumprir prazos e a analisar danos.
Venho por este meio requisitar o tratamento com celeridade, valores justos perante o acontecimento e os danos estabelecidos. Submeto
o orçamento que foi feito por uma equipa especializada, em que deste orçamento a seguradora só achou por bem pagar 1.500€.