Exmos. Senhores,
Venho por este meio apresentar uma reclamação relativamente a um crédito automóvel contratado junto do Banco BPI, S.A., o qual foi integralmente liquidado em janeiro de 2026.
Apesar de o crédito ter sido liquidado, continuamos a receber cobranças relativas a este contrato, situação que consideramos inadmissível, uma vez que a dívida se encontra totalmente regularizada desde janeiro.
Desde então, temos contactado repetidamente o BPI com o objetivo de esclarecer e resolver esta situação. No entanto, apesar dos vários contactos efetuados, a situação mantém-se sem resolução.
Inclusivamente, temos efetuado contactos telefónicos praticamente todas as semanas, nos quais nos é informado que irão “pedir satisfações” internamente, que a situação será analisada e que voltarão a entrar em contacto connosco. Contudo, ninguém volta a contactar-nos e o problema permanece por resolver, apesar de já terem decorrido vários meses desde a liquidação do crédito.
Consideramos particularmente grave que, após a liquidação integral do financiamento, continuem a ser efetuadas cobranças e que, perante as nossas sucessivas reclamações, o banco não apresente uma solução concreta nem nos dê uma resposta definitiva.
Assim, solicitamos a intervenção do Banco de Portugal no sentido de analisar esta situação e averiguar se os procedimentos adotados pelo BPI estão de acordo com as suas obrigações enquanto instituição de crédito, nomeadamente relativamente à cobrança de valores após a liquidação integral de um financiamento.
Solicitamos igualmente que seja apurada a razão pela qual o contrato continua a gerar cobranças e que o BPI seja instado a proceder à regularização imediata da situação, bem como à devolução de quaisquer valores que tenham sido indevidamente cobrados após a liquidação do crédito.
Dispomos dos comprovativos da liquidação do crédito, bem como dos registos dos contactos efetuados com o BPI, que poderemos disponibilizar para efeitos de análise.
Agradeço desde já a atenção dispensada e aguardo uma resposta relativamente à presente reclamação.
Com os melhores cumprimentos,
Luísa Pereira