Dossiês

Como travar o sobre-endividamento com a DECO

19 março 2018
Dados sobre o sobre-endividamento em Portugal

19 março 2018
Aos primeiros sinais de dificuldade, reaja, para não entrar em incumprimento. Em 2017, 29 mil famílias pediram a ajuda da DECO. 

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Desemprego, deterioração das condições laborais e situações de penhora podem fragilizar a estabilidade económica de um agregado e levá-lo a uma situação de sobre-endividamento.

Os portugueses continuam a precisar de aconselhamento financeiro para enfrentar um processo de renegociação de contratos de crédito. Até 31 de dezembro de 2017 recebemos 29 mil pedidos de ajuda de famílias em dificuldades financeiras. O número de processos com a nossa intervenção foi ligeiramente inferior ao registado no ano anterior.

Abertura de processos de sobre-endividamento

Ano
20172 422
20162 715
20152 712
20142 768
20134 034
20125 407
20114 292
20102 838

Pedidos de ajuda de famílias com problemas financeiros

Ano
201729 000
201629 530
201529 056
201429 006
201329 214
201223 183
201120 023
201011 960

  

É necessário investir na literacia financeira dos consumidores para que estes possam gerir com eficácia os rendimentos, e ainda há carência de apoios sociais numa elevada proporção da população sobre-endividada.

As causas de sobre-endividamento

O desemprego continua a ser a causa principal de sobre-endividamento, seguido por penhoras.

Cada família que está a ser acompanhada pela DECO tem, em média, um rendimento mensal de € 1200 (pouco mais que 2 salários mínimos nacionais) e enfrenta uma taxa de esforço em créditos de 70,80%. Um valor muito superior ao que recomendamos: 35 por cento. E constitui um cenário pior do que aquele que encontrámos em 2016 (67%).

Em média, cada família que recorreu a este gabinete tem 5 créditos. Para um rendimento médio de 1070 euros, as prestações ascendem, em média, aos 850 euros. Somados os gastos com telecomunicações, serviços essenciais e alimentação, facilmente se ultrapassa o rendimento disponível. Resultado: todos os meses, € 150 ficam por pagar.

Ainda que não haja milagres para quem tem pagamentos em falta, existe uma "saída de emergência" para cada caso. Tudo depende do tipo de dívidas que contraiu, da entidade credora e do momento em que deixou de as pagar. O primeiro passo é saber em que situação se encontram os créditos e quais os rendimentos que existem.

Se há muito deixou de cumprir com as prestações, não lhe restam muitas alternativas. Faça um diagnóstico rápido e encontre a opção mais adequada ao seu caso. Poderá ainda recorrer ao Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado da DECO. Caso esteja a enfrentar as primeiras dificuldades e tenha entre 1 e 3 prestações em atraso, há um conjunto de possibilidades a explorar.


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