Dossiês

Como travar o sobre-endividamento com a DECO

09 fevereiro 2017
Dados sobre o sobre-endividamento em Portugal

09 fevereiro 2017

Quase 30 mil famílias pediram a ajuda da DECO em 2016. Aos primeiros sinais de dificuldade, reaja, para não entrar em incumprimento.

Início

Desemprego, deterioração das condições laborais e situações de penhora podem fragilizar a estabilidade económica de um agregado e levá-lo a uma situação de sobre-endividamento.

Os portugueses continuam a precisar de aconselhamento financeiro para enfrentar um processo de renegociação de contratos de crédito. Até 31 de dezembro de 2016 recebemos cerca de 30 mil pedidos de ajuda de famílias em dificuldades financeiras, um número superior ao registado em 2015. O número de processos com a nossa intervenção foi semelhante ao registado no ano anterior.

Abertura de processos de sobre-endividamento

Ano
20162 715
20152 712
20142 768
20134 034
20125 407
20114 292
20102 838

Pedidos de ajuda de famílias com problemas financeiros

Ano
201629 530
201529 056
201429 006
201329 214
201223 183
201120 023
201011 960

  

É necessário investir na literacia financeira dos consumidores para que estes possam gerir com eficácia os rendimentos, e ainda há carência de apoios sociais numa elevada proporção da população sobre-endividada.

 

As causas de sobre-endividamento

O desemprego continua a ser a causa principal de sobre-endividamento, seguido da deterioração das condições laborais.

Cada família que está a ser acompanhada pela DECO tem, em média, um rendimento mensal de € 1070 (pouco mais que 2 salários mínimos nacionais) e enfrenta uma taxa de esforço em créditos de 67%. Um valor muito superior ao que recomendamos: 35 por cento. Ainda assim, constitui um cenário melhor do que aquele que encontrámos em 2015 (72%).

Em média, cada família que recorreu a este gabinete tem 5 créditos. Para um rendimento médio de 1070 euros, as prestações ascendem, em média, aos € 716, absorvendo quase 70% do orçamento. Somados os gastos com telecomunicações, serviços essenciais e alimentação, facilmente se ultrapassa o rendimento disponível. Resultado: todos os meses, 113 euros ficam por pagar.

Ainda que não haja milagres para quem tem pagamentos em falta, existe uma "saída de emergência" para cada caso. Tudo depende do tipo de dívidas que contraiu, da entidade credora e do momento em que deixou de as pagar. O primeiro passo é saber em que situação se encontram os créditos e quais os rendimentos que existem.

Se há muito deixou de cumprir com as prestações, não lhe restam muitas alternativas. Faça um diagnóstico rápido e encontre a opção mais adequada ao seu caso. Poderá ainda recorrer ao Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado da DECO. Caso esteja a enfrentar as primeiras dificuldades e tenha entre 1 e 3 prestações em atraso, há um conjunto de possibilidades a explorar.


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