Placa de indução, gás ou vitrocerâmica: qual é mais eficiente?
A DECO PROteste analisou os consumos de energia e as emissões de CO2 de placas de cozinha elétricas e a gás. Compare os custos anuais e descubra quanto pode poupar na fatura de energia ao optar pelo tipo de placa mais eficiente.
Uma análise dos consumos de energia e emissões de CO2 de placas de cozinha, realizada pela DECO PROteste, conclui que as placas de indução são a opção mais eficiente e económica para cozinhar. Superam, assim, as alternativas de vitrocerâmica e os fogões a gás (natural e de botija).
Os testes a placas de indução revelam que há grandes diferenças de desempenho e preços destes equipamentos, e os melhores nem são os mais caros.
Quais as melhores placas de indução?
Placas de cozinha: indução é mais eficiente e sustentável
Para a análise, o estudo baseou-se num cenário de uma família de quatro pessoas que utiliza regularmente uma placa ou um fogão a gás para cozer, grelhar e fritar alimentos.
O estudo mostra que, ao longo de um ano, uma placa de indução consome 469 kWh. Este valor corresponde, em média, a 99 euros de eletricidade e a uma emissão de 68 quilogramas de CO₂.
Comparativamente, as placas de vitrocerâmica consomem mais 240 kWh do que as placas de indução, o que se traduz num custo acrescido de 50 euros.
Por sua vez, os placas a gás natural e de botija são os que apresentam o maior impacto ambiental, com emissões na ordem dos 298 e 251 quilos de CO₂ por ano, respetivamente.
A poupança mais expressiva é alcançada substituindo um fogão a gás de botija por uma placa de indução. Tal permite poupar mais de 200 euros por ano nos consumos.
| Tipo de placa |
Consumo anual (kWh) |
Emissões por ano (kg CO2) |
Custo anual (€) | Poupança anual com placa de indução (€) |
|---|---|---|---|---|
|
Indução |
469 |
68 |
99 | - |
| Vitrocerâmica | 710 | 102 | 149 | 50 |
| Gás natural | 1477 | 298 | 125 | 26 |
| Gás de botija (butano) | 1477 | 251 | 321 | 222 |
A melhor prestação das placas de indução deve-se à sua elevada eficiência energética, que se traduz em menores consumos de energia e menor pegada ambiental. Este estudo comparativo reforça as placas de indução como a escolha mais económica e sustentável para cozinhar.
Já as placas de vitrocerâmica só se revelam competitivas face ao gás butano, devido ao elevado custo deste combustível comercializado em botija.
As placas de indução exigem tachos com fundo magnetizável. Reconhecem-se por um símbolo semelhante ao de uma espiral. Na dúvida, teste com um íman. Se ficar agarrado ao fundo do tacho, significa que este é compatível.
Caso não seja compatível, pode sempre adquirir um adaptador de base magnética para colocar por baixo de qualquer tacho ou frigideira tradicional.
Resultados do teste a placas de indução
Para revelar as melhores placas de indução, a DECO PROteste submeteu 32 modelos a uma série de testes laboratoriais. Apenas três atingiram boa qualidade global, levando as medalhas de Melhor do Teste e Escolha Acertada.
A DECO PROteste alerta que há três modelos com uma avaliação global negativa, abaixo de 50%, por apresentarem um fraco desempenho e consumos de energia elevados.
No comparador, veja quais são as melhores placas de indução e as que deve evitar. Analise as funcionalidades que poderão ser úteis e, na hora de comprar, não se esqueça de comparar preços. As placas de indução medalhadas chegam a ter diferenças superiores a 200 euros consoante o ponto de venda.
Perguntas frequentes sobre placas de indução, gás e vitrocerâmica
Esclareça mais algumas dúvidas para ajudar a escolher a melhor placa para a sua cozinha.
Qual é a diferença entre uma placa de indução e uma de vitrocerâmica?
A placa de indução aquece apenas o recipiente, é mais eficiente e rápida. A de vitrocerâmica usa resistência elétrica, aquece a superfície da placa e, geralmente, consome mais energia.
Qual é a melhor placa de indução na relação qualidade-preço?
Depende das necessidades, que devem ter em conta fatores como potência, número de zonas, funções e marca. A DECO PROteste atualiza regularmente os modelos com a melhor avaliação nos testes.
As placas de indução consomem muita eletricidade?
Este tipo de placas tem um consumo elevado no momento de uso. No entanto, como cozinham mais rápido e com menor dispersão de calor, podem acabar por ser mais económicas.
O que é melhor: indução, gás ou vitrocerâmica?
Depende do orçamento disponível ou da rapidez desejada ao cozinhar. A indução é a mais eficiente; o gás oferece controlo imediato; e a vitrocerâmica é mais acessível.
Existem placas mistas de indução e gás?
Sim. São uma boa opção para quem quer combinar a eficiência da indução com a versatilidade do gás.
Uma placa de indução portátil vale a pena?
É prática, económica e útil em cozinhas pequenas ou como complemento. No entanto, não substitui totalmente uma placa fixa.
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