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Café torrado moído: barato e com qualidade certa

O simples café moído, que enche o manípulo da máquina expresso manual, devolve um café de qualidade. E em comparação às cápsulas de café, beber dois cafés por dia fica bem mais em conta.

Editor:
26 agosto 2026
Café moído

iStock

Saborear uma chávena de café − ou uma meia de leite, ou um galão, ou ainda um abatanado, e todas as variantes à volta das receitas líquidas de café − envolve muito mais do que o paladar, o aroma e as questões de saúde. Quanto custa? É de qualidade? Quais os impactos das embalagens no ambiente? A DECO PROteste foi à procura de respostas num teste que envolveu 14 cafés torrados moídos

Qual o melhor café moído?

A grande vantagem do café torrado moído é o preço, até em relação às cápsulas mais baratas. Num cenário de dois cafés por dia ou de 700 cafés por ano, com o sistema de cápsulas, gasta-se, pelo menos, 131 euros. Contudo, se optar pela mesma quantidade de café moído, o custo desce para menos de metade: 58 euros anuais.

Café moído: qualidade garantida

Na composição do café reside o "segredo": humidade, extrato aquoso (quantidade de substâncias solúveis em água a ferver) e cinzas (pureza do café). A humidade que, em excesso, pode deitar a perder a qualidade, esteve num bom nível. Medido em laboratório, o teor de humidade de um café torrado moído, definido na lei, não pode ultrapassar a barreira dos 6 por cento.  

Outra finalidade em laboratório é averiguar se o café possui contaminantes, como micotoxinas. Pesquisou-se a ocratoxina A, produzida por certos fungos. Mas, neste aspeto, nada se encontrou. 

Importa também saber se o café moído passa no exigente paladar dos provadores, que avaliaram o creme (cor, textura e persistência), o aroma (intensidade e complexidade) e o sabor (corpo, amargor, adstringência e persistência). Praticamente todas as marcas testadas pela DECO PROteste estiveram próximas da classificação máxima. 

Impacto ambiental das embalagens a melhorar

O consumo de café gera impactos ambientais em todas as fases do seu ciclo de vida, desde a produção e processamento, até chegar ao consumidor. A produção é a fase de maior impacto, uma vez que engloba a exploração de terrenos para o cultivo do café.

A análise ambiental das embalagens, que também pesa no impacto total do ciclo do café, é avaliada em laboratório. O que se avalia? Os materiais das embalagens, a eventual embalagem secundária (muitas vezes desnecessária), a relação entre o peso da embalagem (vazia) e a quantidade de café embalado e o total de resíduos gerados.

Todas as marcas analisadas pela DECO PROteste continham uma embalagem feita de uma combinação de plásticos mistos, vários tipos de plásticos ou plástico com folha de alumínio, mas nenhuma recorreu a embalagens secundárias.  

Para avaliar a quantidade de resíduos gerados pelos cafés testados, considerou-se um cenário de consumo de duas chávenas de café por dia, ao longo de um ano. Conclusão: o produto com pior classificação (Belissimo Aroma Intenso) gera cerca de 45% mais resíduos do que a média das embalagens analisadas, e mais do dobro do produto com melhor resultado neste critério. Algumas embalagens são claramente mais sustentáveis do que outras, e há espaço para melhoria.

 

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