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Rede móvel 5G obriga a alterações na TDT

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A partir do final de 2019, as frequências utilizadas pela televisão digital terrestre vão ser alteradas de forma a acomodar o 5G. Quem acede à TDT vai ter de sintonizar canais de novo.

08 agosto 2018
TDT

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O arranque da 5.ª geração de rede móvel está previsto para 2020 e vai obrigar a uma reestruturação da TDT (Televisão Digital Terrestre) na União Europeia (UE). Esta 5.ª geração vai permitir ligações móveis mais rápidas e a possibilidade de servir um número muito maior de dispositivos numa determinada área. A sua implementação será gradual e estima-se que,  em 2025, cerca de 30% das ligações móveis serão feitas através da tecnologia 5G.

Foi decidido em maio de 2017 que esta tecnologia vai utilizar em toda a UE a banda dos 700 MHz, norma definida no contexto dos acordos internacionais e das determinações do Parlamento Europeu e respetivo Conselho. Uma vez que em Portugal esta faixa é ocupada pela TDT, o serviço vai ter de passar a utilizar outra faixa de frequências, de forma a libertar a banda dos 700 MHz. A mudança começa no último trimestre de 2019 e estende-se até ao final de junho de 2020.

Os mesmos equipamentos, mas nova sintonização

O roteiro nacional de libertação da faixa dos 700 MHz, divulgado pela Anacom a 3 de julho, prevê a adoção do cenário mais simples de migração: mantém-se a tecnologia atual (DVB-T MPEG4) e não se estabeleceu qualquer período de transmissão simultânea (simulcast). Isto significa que cada estação emissora será desligada para que se possa proceder à alteração da frequência e restantes ajustes necessários, para ser ligada logo de seguida, já a emitir na nova frequência.

Vai implicar apenas uma sintonização da nova frequência. Na grande maioria dos casos, não será necessário comprar equipamentos, nem reorientar as antenas.

Apesar da simplicidade do processo, a Anacom compromete-se a apoiar todos os utilizadores, estando a preparar um plano - do qual, não se conhecem ainda detalhes - para esse efeito.

De acordo com a Anacom, esta mudança não põe em causa, nem inviabiliza qualquer solução que se venha a adotar para o futuro alargamento da oferta da TDT em Portugal. Neste cenário continua também a existir capacidade disponível na rede para poderem ser criados dois novos canais em sinal aberto, em definição standard, tal como acontece hoje - o que fará subir a contagem de canais em sinal aberto para 9.

Roteiro nacional do processo de migração

A mudança vai ser feita por regiões, de acordo com o planeamento divulgado pela Anacom. 

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Região 1: migração a partir do 4.º trimestre de 2019.
Região 2: início da migração no máximo 1 mês após a região 1.
Região 3: início da migração no máximo 1 mês após a região 2.
Região 4: início da migração no máximo 1 mês após a região 3
Região 5: início da migração no máximo 1 mês após a região 4.
Região 6: início da migração no máximo 1 mês após a região 5, com finalização antes de maio de 2020.

Nos Açores e na Madeira, a migração vai ser feita entre janeiro e maio de 2020.

 

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