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Xiaomi destrona Chromecast com mais funções e preço imbatível

Para televisores que comecem a perder funções inteligentes, o Google Chromecast 3 tem sido a nossa recomendação. Mas chegou o Xiaomi Mi TV Stick, minúsculo leitor multimédia, que, mais ou menos pelo mesmo preço, oferece mais funções.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
02 outubro 2020
  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
Embalagem com a foto do Xiaomi Mi TV Stick e do respetivo telecomando

António Alves

O nosso teste contínuo em laboratório mostra que, cerca de cinco anos após o lançamento, os televisores com ligação à net começam a perder funções inteligentes, porque as plataformas de smartTV deixam de prever atualizações do sistema operativo e o acesso a aplicações como as do YouTube, da Netflix ou do Spotify.

Além de denunciarmos a desatualização precoce dos sistemas operativos dos televisores, temos procurado soluções para evitar que aparelhos ainda funcionais, por exemplo, com imagem e som de qualidade, tenham o lixo como destino. O Google Chromecast, e sobretudo a versão 3 (full-HD), que custa cerca de 39,99 euros (a Ultra começa nos 70 euros), tem sido a escolha óbvia para ligar ao televisor e restaurar as funções smart.

Já para quem não se importa de investir um pouco mais, digamos a partir de 65 euros, um leitor multimédia baseado no sistema operativo Android TV faz tudo o que o Chromecast faz, e ainda mais. O Xiaomi Mi Box S, com armazenamento, versão 9 do Android TV, suporte para resolução 4K e integração das funcionalidades do Chromecast, é a nossa recomendação. Em vez de gastar 400 euros num televisor novo, que é quanto custam genericamente as Escolhas Acertadas dos ecrãs de 55 polegadas, este aparelho da Xiaomi permite dividir a despesa por seis.

Entretanto, a Xiaomi jogou nova cartada, com o recente lançamento de um leitor multimédia minúsculo, praticamente ao preço do Chromecast 3: cerca de 33,99 euros. O Xiaomi Mi TV Stick, em formato de pen drive, é um aparelho muito versátil, que, além de restaurar as funções smart de um televisor, cumpre os mínimos no campeonato dos leitores multimédia.

Integra o Android TV, que reúne o melhor de dois mundos: as opções de partilha de conteúdos do smartphone presentes no Chromecast e a possibilidade de instalar aplicações diretamente, sem o telemóvel. Basta instalá-las na memória do aparelho. E dispõe de menus no televisor e de comando remoto dedicado, com microfone para acesso ao assistente de voz Google Assistant.

Parece que o Chromecast 3 (full-HD) foi, finalmente, destronado por um equipamento que faz mais, pelo mesmo preço. Contudo, a Google acaba de lançar um novo Chromecast, ainda sem preço para Portugal, mas previsivelmente acima do que custa a versão 3. Tem possibilidades idênticas às do Xiaomi, como comando com microfone para o Google Assistant, instalação de apps a partir da Play Store e função Chromecast. Diferenças: inclui suporte para 4K e HDR, e traz a nova versão do Android TV, agora chamada Google TV, que deve começar a surgir em televisores e leitores multimédia.

Pode até acontecer que o novo Xiaomi seja atualizado com este sistema operativo. Não pode é ser o que não é: um leitor multimédia mais sofisticado. Se está interessado num destes aparelhos, e não apenas em ressuscitar a inteligência do seu televisor, o novo Xiaomi pode ser algo limitado. Veja as nossas recomendações.

O novo Xiaomi substitui mesmo o Chromecast 3?

A resposta envolveu várias etapas. Começámos por ensaiar a funcionalidade Chromecast, ou seja, o envio de conteúdos a partir do smartphone. Recorremos a apps muito populares, como as do YouTube, da Netflix e do Google Fotos, e o Xiaomi saiu-se bem. A transmissão de imagens a partir do Google Fotos processa-se sem problemas. O mesmo vale para vídeos do YouTube ou da Netflix: a qualidade da imagem depende sobretudo da velocidade da ligação wi-fi.

Depois, examinámos a componente de leitor multimédia, com a instalação de apps através da loja Google Play. Estão disponíveis as de streaming mais populares e mesmo alguns jogos, para os quais é quase sempre necessário um comando bluetooth.

A integração do assistente de voz Google Assistant, com botão no telecomando e a presença de microfone para a captura das instruções vocais, acrescentam versatilidade ao novo Xiaomi.

O comando fornecido com o Xiaomi tem um botão de acesso direto ao assistente de voz Google Assistant.

Também apreciámos a estrutura dos menus e a facilidade de navegação, sendo que o Android TV 9 é o sistema operativo que pode encontrar em vários televisores inteligentes da Sony, da Philips, da TCL e, claro, da Xiaomi.

Contudo, o hardware deste aparelho é limitado, como seria de esperar face ao preço, o que se traduz em menor fluidez de navegação nos menus e num lento acesso às apps.

Além disso, a resolução do aparelho não vai além de 1080 p (full-HD), o que não é o mais aconselhável para televisores 4K. Nota-se menos nitidez, por exemplo, nos menus das apps e em alguns vídeos, dependendo da resolução.

Também nos jogos é visível o efeito do hardware menos potente. A fluidez, mesmo que os gráficos sejam elaborados, é limitada. O aparelho acaba, assim, por não ser aconselhável para este tipo de uso.

Na prática, como leitor multimédia, o Xiaomi Mi TV Stick não vai além dos mínimos, correndo de forma satisfatória as apps mais populares, ainda que o tempo para iniciá-las possa incomodar utilizadores mais impacientes. Mas o desempenho é claramente insuficiente para jogos e a resolução máxima de saída, de 1080 p (60 Hz), não é a ideal para utilizar com televisores 4K.

Quando pode este leitor multimédia ser útil?

Se a sua smartTV é recente, à partida, o novo Xiaomi não é para si. O televisor terá intactas as suas funções inteligentes. A maioria dos serviços de streaming de vídeo em que estará potencialmente interessado, como Netflix, YouTube e Spotify, podem ser instalados no próprio televisor. E, nos casos em que a app está instalada tanto no televisor, como no smartphone, é possível usar o último aparelho como telecomando de forma muito simples. Na prática, é como se o televisor tivesse um Chromecast.

Resumindo, o novo aparelho da Xiaomi é uma opção a ponderar no caso de televisores convencionais, que não permitam instalar apps, ou de modelos inteligentes que, com o passar dos anos, tenham deixado de ser compatíveis com as apps de streaming mais comuns.

Existe um terceiro cenário. Mesmo que tenha um smartTV recente, o novo equipamento pode ser interessante em deslocações, por exemplo, em férias ou numa viagem de trabalho, ainda que estas sejam agora menos frequentes. Pode levar o aparelho e conectá-lo ao televisor do hotel e, assim, usufruir das suas aplicações favoritas.

Como instalar o Xiaomi Mi TV Stick?

As ligações são simples e rápidas. Basta conectar o aparelho a uma entrada HDMI do televisor e usar o cabo micro-USB, que é fornecido, para fazer a ligação à corrente. Tem duas opções: conectar esse cabo ao adaptador de corrente, também fornecido, para ligação à tomada elétrica, ou usar diretamente o cabo USB numa tomada do televisor, o que permite uma instalação mais discreta.

O aparelho da Xiaomi pode ser ligado, de forma discreta, numa entrada HDMI na traseira do televisor.

Ao ligar o aparelho pela primeira vez, este corre o setup inicial. Pode, então, importar os dados da rede wi-fi e de algumas apps instaladas no telemóvel, através da sua conta Google, isto é, usando a conta associada ao smartphone. O processo torna-se mais rápido e cómodo.

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