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Conteúdos digitais da Sony: consumidor paga e deixa de ter acesso

A Sony avisou que, a partir de setembro, iria retirar conteúdos das bibliotecas dos utilizadores da PlayStation, apesar de terem sido pagos. Nada foi anunciado para Portugal ainda, mas pode ser uma questão de tempo. A DECO PROteste foi interpelada por subscritores, a quem esta prática parece abusiva.

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08 setembro 2026
Comando PS5

iStock

A Sony emitiu um aviso, em Espanha, em Itália e no Reino Unido, a dar conta de que iriam ser removidas centenas de filmes e séries da StudioCanal, a que os utilizadores da PlayStation podiam aceder nas suas bibliotecas, apesar de terem sido pagos.

A marca alegou limitações associadas aos acordos de licenciamento negociados com os produtores destes conteúdos. Para já, nada está decidido quanto a Portugal. Mas pode ser uma questão de tempo.

A DECO PROteste considera que os consumidores não devem ser vítimas de uma decisão unilateral, resultante de relações comerciais entre empresas.

Jogos físicos com os dias contados?

A notícia torna-se mais preocupante ainda, se tivermos em conta que o fabricante japonês anunciou que deixaria de produzir jogos físicos para a PlayStation a partir de janeiro de 2028. Jogos físicos podem ser trocados, emprestados ou vendidos em segunda mão.

Com esta decisão, o consumidor será obrigado a comprar versões digitais, que podem atingir 70 ou 80 euros e cujo acesso fica associado à conta de utilizador.

Jogos digitais não podem ser emprestados nem revendidos. Mais: são jogáveis apenas enquanto se mantiver a licença do serviço.

Consumidor não se apercebe de que só compra uma licença de utilização

Quando a marca usa o verbo "comprar", o consumidor cria a legítima expectativa de se tornar proprietário de um conteúdo, mas está só a adquirir uma licença de utilização.

Esta informação (bem como a possibilidade de o acesso ser revogado) deveria ser clara e apresentada antes da compra, e não escondida nos termos e condições.

O digital, sejam filmes, séries ou jogos, não é necessariamente uma má opção. Mas devem estar previstas compensações quando conteúdos pagos deixam de estar disponíveis. E, até ao momento, nada foi feito pela Sony.

 

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