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O que é e como prevenir o novo coronavírus

Saiba como identificar os sintomas, que cuidados de higiene e de etiqueta respiratória seguir e como prevenir.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida, Mónica Dias e Nuno Carvalho
  • Texto
  • Fátima Ramos e Sofia Frazoa
02 março 2021
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida, Mónica Dias e Nuno Carvalho
  • Texto
  • Fátima Ramos e Sofia Frazoa
frasco de laboratório com a palavra Covid-19

iStock

Informação de qualidade é a melhor arma contra o pânico. Acompanhamos os desenvolvimentos sobre o coronavírus em permanência e damos respostas às principais dúvidas dos consumidores, em linha com as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), do portal SNS24 e da Organização Mundial da Saúde. Para esclarecer questões, conte com a ajuda dos nossos serviços.

O que é, sintomas e como se transmite o coronavírus

A covid-19 é o nome da doença provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2. Além de reconhecer os sintomas e as formas de transmissão, saiba quais são os tratamentos existentes, incluindo os que já foram abandonados e os que ainda estão em estudo.

O que é o novo coronavírus?

É um tipo de coronavírus, designado SARS-CoV-2, pertencente a uma família de vírus conhecida por afetar as pessoas, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, na China, na cidade de Wuhan. Desconhece-se a fonte da infeção. Este novo agente nunca tinha sido identificado antes em seres humanos.

SARS-CoV-2 significa síndrome respiratória aguda grave – coronavírus – 2.

O novo coronavírus é assim designado, uma vez que existe outro coronavírus que causa uma síndrome respiratória aguda grave, que foi identificado em 2002, intitulado “SARS-CoV”.

Coronavírus é o mesmo que covid-19?
Não. Covid-19 é o nome da doença provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2 e resulta das palavras “corona”, “vírus” e “doença”, com indicação do ano em que surgiu (2019). A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu atribuir à doença um nome que fosse fácil de reproduzir e que não indicasse nenhuma localização geográfica, um grupo de pessoas ou um animal.
Quais os sintomas do coronavírus?

Segundo a mais recente avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas variam de acordo com a gravidade. Há pessoas com ausência de sintomas (assintomáticos) e outras que desenvolvem febre (igual ou superior a 38,0ºC), dor de garganta, tosse, cansaço e dores musculares. Nos casos mais graves poderão manifestar pneumonia grave, síndrome respiratória aguda grave, septicémia ou choque sético que podem levar à morte.

Os dados até agora recolhidos revelam que a situação clínica de uma pessoa infetada pode agravar-se subitamente, por norma, durante a segunda semana da doença.

Recentemente, também se têm verificado como sintomas da covid-19 a perda de olfato e de paladar.

Como se transmite o vírus?

A covid-19 transmite-se de pessoa para pessoa, por contacto próximo com pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2 (transmissão direta) ou pelo contacto com superfícies e objetos contaminados (transmissão indireta).

A transmissão direta ocorre, sobretudo, através de gotículas expelidas pela boca ou pelo nariz de pessoas infetadas quando tossem ou espirram, podendo atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo.

As gotículas também podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada e, desta forma, infetar outras pessoas quando tocam com as mãos nestes objetos ou superfícies, tocando depois nos seus olhos, nariz ou boca.

A OMS lembra, porém, que as formas de transmissão e o período em que ela ocorre não estão ainda totalmente esclarecidas e continuam sob investigação. A infeção pode ser transmitida cerca de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas, mas a pessoa é mais infeciosa durante o período sintomático. O período infecioso deverá durar de 7 a 12 dias em casos moderados e até uma média de duas semanas nos casos graves.

Não existem provas de que os animais de estimação, como cães ou gatos, tenham sido infetados ou que possam contagiar alguém com o vírus.

Quais são os grupos considerados de risco para a covid-19?

Os grupos de risco para a covid-19 incluem:

  • pessoas idosas;
  • pessoas com doenças crónicas: doença cardíaca, pulmonar, neoplasias ou hipertensão arterial, entre outras;
  • pessoas com compromisso do sistema imunitário a fazer tratamentos de quimioterapia ou tratamentos para doenças auto-imunes (artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla ou algumas doenças inflamatórias do intestino), infeção VIH/sida ou doentes transplantados.
Mães podem transmitir o vírus ao recém-nascido?

Os dados existentes até agora indicam que as mulheres grávidas que testaram positivo à covid-19 apresentaram doenças e sintomas semelhantes aos das mulheres não grávidas. Até à data, a grávida não parece ter risco acrescido para a covid-19. A situação pode agravar-se em caso de diabetes ou obesidade. Também são conhecidas, no geral, as alterações imunológicas durante a gravidez, assim como a possibilidade de desfechos menos favoráveis em situações infeciosas que ocorram no final da gravidez.

As evidências atuais sobre a transmissão de SARS-CoV-2 no útero materno são inconclusivas. A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que todos os recém-nascidos de mães infetadas com covid-19 sejam testados para o novo coronavírus e acompanhados, pelo menos, no primeiro mês de vida. Num número de casos ainda pequeno para tirar conclusões, verificou-se que os recém-nascidos que testaram positivo à covid-19 não apresentaram nenhuma doença grave. 

As grávidas devem seguir as mesmas precauções gerais de prevenção da covid-19, incluindo lavar as mãos regularmente, evitar contactos de risco e o isolamento em caso de sintomas.

Existem poucos dados sobre os cuidados que as mães com a covid-19 podem dar aos recém-nascidos. Um dos assuntos controversos é a separação de uma mãe com covid-19 do filho logo após o parto. Para evitar o risco de contágio perdem-se as vantagens da ligação entre mãe e filho no nascimento e da amamentação precoce. Segundo orientações da DGS, as instituições de saúde devem tomar decisões caso a caso, tendo em conta a vontade da mãe, as instalações disponíveis no hospital e a disponibilidade das equipas de saúde.

Qual é o período de incubação deste vírus?
O "período de incubação" corresponde ao tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas varia entre 1 e 14 dias de incubação.
Qual é o tratamento?

O tratamento é dirigido aos sinais e sintomas dos doentes. Os antibióticos não resultam contra vírus, apenas em infeções por bactérias.

Em caso de febre, a primeira linha de tratamento é o paracetamol. Segundo o Infarmed, não há evidência para contraindicar o uso de ibuprofeno. De acordo com uma nota informativa daquela entidade, “não existem, atualmente, dados científicos que confirmem um possível agravamento da infeção por covid-19 com a administração de ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides”. Por isso, “não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com o referido medicamento o interrompam”, acrescenta.

Remdesivir

Antiviral que interfere com a produção de material genético viral, impedindo a multiplicação do vírus. Em julho de 2020, foi o primeiro medicamento aprovado na União Europeia para o tratamento da covid-19. 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) atribuiu ao remdesivir uma autorização condicional de introdução no mercado para o tratamento da covid-19 em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade (e 40 kg de peso), com pneumonia, que necessitem de oxigénio suplementar. Estas autorizações são inicialmente válidas por um ano, mas podem ser prorrogadas ou convertidas numa autorização de introdução no mercado (sem condições) após a apresentação de dados adicionais.

O estudo clínico principal que levou à autorização mostrou que, na população em geral, os doentes tratados com remdesivir recuperaram após cerca de 11 dias, em comparação com os 15 dias necessários nos que tomaram o placebo. Para pacientes com doença grave que requerem oxigénio suplementar, o tempo de recuperação foi de 12 dias para os que receberam remdesivir, em comparação com 18 dias dos pacientes que receberam placebo.

O remdesivir mostrou um efeito clinicamente significativo no tempo de recuperação em doentes covid-19 com pneumonia que necessitem de oxigénio suplementar, com efeitos secundários leves e bem tolerados.

Em novembro de 2020, a Organização Mundial da Saúde fez uma recomendação condicional contra a utilização de remdesivir em doentes hospitalizados. A EMA encontra-se, neste momento, a rever todos os dados e estudos efetuados. 

Dexametasona

A dexametasona é um corticosteroide utilizado para tratar uma série de condições inflamatórias e para reduzir a resposta imunológica do corpo no tratamento de alergias e doenças autoimunes. Também é usado, em simultâneo, com medicamentos contra o cancro para tratar certos tipos de cancro e prevenir o enjoo. A dexametasona foi, inicialmente, considerada um potencial tratamento para a covid-19 por causa de sua capacidade de reduzir a inflamação, que desempenha um papel importante no processo da doença em alguns doentes hospitalizados com covid-19.

Com base na revisão dos dados disponíveis, a EMA considera que o uso de dexametasona pode ser considerado no tratamento da covid-19 em adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos de idade e com, pelo menos, 40 kg) que necessitam de oxigenoterapia (desde oxigénio suplementar a ventilação mecânica).

Que tratamentos foram abandonados?

Lopinavir + ritonavir

A associação lopinavir/ritonavir resulta num medicamento antirretroviral já autorizado na União Europeia e utilizado no tratamento do VIH/sida. Estudos efetuados na China e no Reino Unido com pacientes com covid-19 não identificaram benefícios deste tratamento em relação ao tratamento usual para a covid-19. Os estudos não incluíram uma amostra suficiente de pacientes ventilados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) descontinuou os ensaios clínicos que envolviam estas substâncias ativas.

Cloroquina e hidroxicloroquina (HCQ)

A cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos antimaláricos utilizados na prevenção e tratamento da malária, mas também em situações de artrite reumatoide. Dados in vitro mostraram que altera a absorção do vírus SARS-CoV-2 nas células. No entanto, foram obtidos resultados conflitantes em ensaios clínicos durante as fases iniciais do surto.

Estes medicamentos não demonstraram quaisquer efeitos benéficos no tratamento da covid-19 em grandes ensaios clínicos randomizados.

A cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar alguns efeitos secundários, incluindo problemas de ritmo cardíaco. O risco destes efeitos secundários pode ser agravado quando estes medicamentos são tomados em doses superiores às recomendadas para as suas indicações autorizadas ou em combinação com outros medicamentos que têm efeitos semelhantes no coração, como o antibiótico azitromicina.

Estes medicamentos podem causar distúrbios neuropsiquiátricos, incluindo agitação, insónia, confusão, psicose e ideação suicida. São também conhecidos por afetar o fígado, causar danos neuronais que podem levar a convulsões e reduzir o açúcar no sangue. Só devem ser utilizados para as suas indicações autorizadas.

Ivermectina

A ivermectina é um medicamento antiparasitário que suscitou alguma atenção após dados promissores de estudos in vitro. No entanto, não existem dados que comprovem a sua eficácia no tratamento contra a covid-19. A própria empresa responsável pelo medicamento emitiu um parecer sobre o assunto, uma vez que até à data:

  • nenhuma base cientifica sustenta um potencial efeito terapêutico contra a covid-19 a partir de estudos pré-clínicos; 
  • não existe nenhuma evidência significativa de atividade clínica ou eficácia clínica em doentes com a doença covid-19; 
  • há falta de dados de segurança na maioria dos estudos.
Que tratamentos ainda estão em estudo?

Anticorpos monoclonais

O Comité de Medicamentos de Uso Humano da EMA (CHMP) iniciou uma "revisão contínua" de dados sobre um medicamento conhecido como REGN-COV2, que é uma combinação de anticorpos (casirivimab/imdevimab).

Resultados preliminares de um estudo indicam um efeito benéfico do medicamento na redução da quantidade de vírus no nariz e garganta de pacientes com covid-19 não hospitalizados.

O casirivimab e o imdevimab foram concebidos para se ligarem à proteína spike do SARS-CoV-2 em dois locais diferentes. Quando as substâncias ativas estão ligadas à proteína, o vírus é incapaz de entrar nas células do corpo.

Terapia com plasma

O plasma convalescente (CCP), doado por pessoas que recuperaram de covid-19, é o componente acelular do sangue que contém anticorpos, incluindo aqueles que reconhecem especificamente o SARS-CoV-2. Acredita-se que esses anticorpos, quando transfundidos em doentes infectados com SARS-CoV-2, exerçam um efeito antiviral, suprimindo a replicação do vírus antes que os doentes tenham desenvolvido a sua própria resposta imune. A utilização de anticorpos específicos de pessoas recuperadas é, frequentemente, a primeira terapia disponível para doenças infeciosas emergentes. Poderá ser um tratamento provisório enquanto novos antivirais e vacinas estão em desenvolvimento. Estão a decorrer vários ensaios clínicos para determinar a eficácia e segurança deste tratamento na covid-19.

Interferões

Os interferões alfa e beta são utilizados há anos para o tratamento da esclerose múltipla. Têm sido vistos como possível abordagem terapêutica para a covid-19 devido às suas características imunomoduladoras e aos efeitos antivirais já descritos para estes fármacos. Os interferões ganharam interesse no tratamento de infeções por coronavírus durante a avaliação de opções terapêuticas para tratamento da SARS e MERS, com vários ensaios não clínicos a demonstrar o seu potencial na inibição da replicação viral. Ainda não existem resultados clínicos de ensaios suficientemente fortes e randomizados que permitam concluir sobre um possível benefício da administração de interferões em doentes com covid-19, apesar de fazerem parte de ensaios clínicos a decorrer.

As pessoas que têm a doença ficam imunes?

A grande maioria das pessoas que já tiveram covid-19 adquiriram proteção contra a doença. De acordo com os dados disponíveis, essa proteção aparenta durar, pelo menos, três ou quatro meses, mas são necessários mais estudos e dados para saber por quanto tempo mais se pode prolongar.

Como prevenir e qual a utilidade de máscaras e desinfetantes

Ainda não existe vacina contra a covid-19. A melhor forma de prevenir o contágio é seguir estas três medidas: higiene das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento social. A utilização da máscara é uma medida complementar para limitar a transmissão do SARS-CoV-2.

Como proteger-se?
  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos. Este cuidado é indispensável antes e após a preparação de alimentos, depois de usar a casa de banho e sempre que as mãos lhe pareçam sujas. Na impossibilidade de poder lavar as mãos, pode desinfetá-las com soluções antiséticas à base de álcool ou "álcool gel".
  • Assoe-se com lenços de papel (de utilização única), coloque-os no caixote do lixo e, de seguida, lave as mãos.
  • Deve tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos.
  • Evite tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.
  • Mantenha, sempre que possível, uma distância de segurança das outras pessoas de 1,5 a 2 metros.
As máscaras de proteção são eficazes?

A principal função da máscara é proteger todas as pessoas que se aproximam do utilizador, evitando que este lhes transmita gotículas eventualmente contaminadas com o novo coronavírus. Na verdade, constitui também uma ténue barreira física à inalação de partículas que pairem no ar.

A utilização de máscara ou viseira é obrigatória a partir dos 10 anos (exceto na Madeira, que é a partir dos 6 anos) nos transportes públicos, estabelecimentos comerciais e de atendimento ao público, escolas, bem como em salas de espetáculos.

Existem diferentes tipos de máscaras. As máscaras comunitárias são recomendadas para quem está exposto ao contacto com pessoas em contexto que não obriga à utilização de máscaras cirúrgicas (como o ambiente hospitalar, por exemplo).

O que fazer se tiver sintomas

As autoridades recomendam que entre em contacto com a linha SNS24, e muitas empresas já adotaram planos de contingência. Saiba o que está a ser feito para dar resposta à epidemia.

O que devo fazer se tiver sintomas?

São consideradas suspeitas de covid-19 as pessoas que desenvolvam um quadro respiratório agudo (com pelo menos um dos seguintes sintomas: tosse não-habitual – que pode ser ou não associada a cefaleias – dores de cabeça – ou mialgias – dores no corpo –, febre com temperatura igual ou superior a 38,0ºC ou dispneia – dificuldade respiratória), sem outra causa atribuível, e perda súbita parcial ou total do olfato (anosmia) ou do paladar (ageusia ou disgeusia).

Caso apresente sintomas, o doente deve ligar para o SNS24 (através do 808 24 24 24) e não chamar um médico a casa ou dirigir-se a um serviço de saúde. De forma complementar, pode recorrer a outras linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito pelas administrações regionais de saúde (ARS) e que são divulgadas a nível regional e local.

Após este contacto com a linha SNS24 e depois de validação da história clínica, os profissionais de saúde é que determinam o tipo de encaminhamento, seja a vigilância clínica ou o isolamento no domicílio ou se deverá dirigir-se aos cuidados de saúde primários, ou a outro serviço de saúde.

O site do SNS 24 tem uma calculadora que permite a avaliação dos sintomas e, ainda, obter informações e conselhos adequados.

Se apresentar sintomas suspeitos de covid-19, o médico pode recusar-se a vir a casa?

Em caso de febre, tosse, eventual dificuldade respiratória ou outros sintomas que indiciem uma possível contaminação por SARS-CoV-2, não deve chamar um médico a casa, mas sim ligar para o SNS24 (808 24 24 24), ou para as linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito pelas administrações regionais de saúde (ARS) e que são divulgadas ao nível regional e local.

As seguradoras comparticipam despesas com a covid-19?
Todas as apólices de seguro de saúde excluem as despesas com doenças infetocontagiosas em situação de epidemia declarada, com exceção dos planos da MGEN. Mas a maior parte das seguradoras optou por pagar os testes de despistagem, desde que prescritos por um médico. A Multicare decidiu mesmo pagar as despesas de internamento aos clientes com antiguidade superior a 180 dias.
Em caso de morte, o seguro de vida pode ser acionado?
Os seguros de vida não têm exclusões a este nível, pelo que, os casos de morte e invalidez associadas a epidemias ou pandemias estão cobertos. 
 

Apoios para trabalhadores em quarentena

O Governo avançou com medidas de proteção social caso os trabalhadores sejam obrigados a ficar em quarentena devido a perigo de contágio pelo coronavírus.

Quanto recebe um trabalhador que fique em quarentena?

Aos trabalhadores que fiquem impedidos de exercer a sua atividade profissional “no contexto de perigo de contágio pela covid-19” é atribuído um subsídio de doença.

Estas regras não se aplicam aos trabalhadores que possam recorrer a mecanismos alternativos de prestação do trabalho, como o teletrabalho ou programas de formação à distância.

Os trabalhadores a recibos verdes também podem ficar em casa para assistência à família?

Ao contrário dos trabalhadores por conta de outrem, os trabalhadores independentes não têm direito a subsídio da Segurança Social caso um filho menor de 12 anos tenha de ficar em isolamento profilático. Se um filho adoecer e o trabalhador tiver de ficar em casa para lhe prestar assistência, tem acesso ao subsídio por assistência nas mesmas condições em que tem para qualquer outra doença ou em caso de acidente. Ficará limitado a 30 dias por ano para filhos com menos de 12 anos e 15 dias anuais para filhos com idade superior. Nos casos de internamento hospitalar não há limite.

Quanto ao apoio para prestar assistência a filho menor de 12 anos devido ao encerramento do estabelecimento de ensino motivado pela pandemia de covid-19,  tem direito a um terço da base de incidência contributiva referente ao quarto trimestre de 2020.

Se achar que corro risco de infeção na atividade profissional, que direitos tenho?

Atualmente, a regra é o teletrabalho, desde que as funções do trabalhador com ele sejam compatíveis. Quando assim não seja, o espaço físico e a organização da empresa têm de garantir o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Há ainda os trabalhadores considerados de risco, que são os imunodeprimidos, doentes cardiovasculares, hipertensos, diabéticos, portadores de doença respiratória crónica, doentes oncológicos e portadores de insuficiência renal, bem como trabalhadores com deficiência, com grau de incapacidade igual ou superior a 60 por cento. Se as suas funções não forem compatíveis com o regime de teletrabalho, não podem ser obrigados a comparecer no local de trabalho, independentemente das condições proporcionadas pelo empregador. As faltas estarão justificadas e, ficando numa situação de baixa, comprovada através de declaração médica, têm direito a receber subsídio da Segurança Social.

Viagens canceladas e reembolsos

Conheça os seus direitos e saiba se é possível exigir o reembolso. Se precisar, recorra à linha da DECO de apoio aos viajantes (213 710 282). Em caso de reclamação, utilize a nossa plataforma.

Reclamar

É possível acionar o seguro de viagem, para compensar perdas?

As coberturas de assistência em viagem que integram os respetivos seguros preveem normalmente a cobertura de cancelamento ou redução da viagem por iniciativa do segurado. Esta cobertura garante o reembolso das despesas pagas com alojamento e transporte e que não possam ser recuperadas quando a viagem seja cancelada por motivo de força maior. Ao mesmo tempo, incluem uma longa lista de situações que se enquadram nesta definição, como acidente, falecimento de familiares diretos, destruição da habitação, desemprego involuntário, convocação para servir de jurado ou depor num julgamento ou até imposição de quarentena à pessoa segura por autoridade competente.

Simultaneamente, esta mesma cobertura prevê o pagamento de despesas médicas efetuadas no estrangeiro, na sequência de acidente ou doença ocorridos durante a viagem, como, por exemplo, os tratamentos médicos necessários em caso de infeção por coronavírus. Contudo, algumas apólices excluem todas as despesas efetuadas em caso de epidemia ou pandemia declaradas pelas autoridades oficiais de saúde.

Assim, não há uma resposta a esta questão que seja válida para todas as apólices. O melhor será consultar as condições do seu seguro e pedir esclarecimentos diretamente à seguradora.

Impacto do coronavírus na economia  

Com a propagação do novo coronavírus, a recessão económica atingiu quase todo o globo. A economia mundial vai registar uma contração inédita este ano, e os mercados financeiros serão bastante afetados. Indicamos como reavaliar os investimentos. 

A vida pública, eventos sociais no País e as atividades em locais de grande afluência de público foram afetados. Saiba o que fazer.

O que fazer aos investimentos?

De acordo com as dados mais recentes, a zona euro e todas as grandes economias estão em recessão económica. Os países emergentes e os setores ligados ao turismo e lazer são os mais afetados. Todas as poupanças podem ser atingidas pelos efeitos da covid-19. Veja as recomendações da PROTESTE INVESTE.

Tenho bilhete para evento que foi cancelado. Tenho direito a devolução?

Para os espetáculos previstos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 que foram cancelados, os espetadores têm direito ao reembolso integral do que pagaram, incluindo comissões, taxas ou outras despesas. No caso de o evento ter sido reagendado para um prazo máximo de um ano a contar da data inicialmente prevista e a nova data tiver sido anunciada até 30 de setembro, não há lugar a reembolso. O bilhete já comprado é válido para a nova data. No entanto, se não puder comparecer, o consumidor poderá tentar junto do promotor trocar o bilhete por uma entrada para outro evento.

Mitos sobre o novo coronavírus

Um dos grandes mitos sobre o novo coronavírus é o de ter sido criado em laboratório, com várias versões que envolviam a China e os Estados Unidos a circularem pela internet. A comunidade científica descartou este rumor e ainda tenta descobrir a origem exata do vírus.

Ao contrário do que também tem sido divulgado, é pouco provável que as encomendas da China transmitam o vírus. Comer alhos, usar secadores de mãos ou lâmpadas ultravioleta para eliminar o vírus são outros dos mitos que circulam sobre a covid-19.

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