Dicas

Reduzir o risco de acidente vascular cerebral

30 setembro 2022
pessoa desmaiada no chão após AVC

O acidente vascular cerebral é a primeira causa de morte e de incapacidade em Portugal. Controlar o colesterol e a tensão arterial, não fumar e praticar atividade física ajudam a reduzir o risco de AVC. Conheça os sinais de alerta.

Ocorre um acidente vascular cerebral (AVC) quando se verifica um défice neurológico súbito provocado por falta de irrigação ou hemorragia numa zona do cérebro. Quer seja de natureza isquémica (obstrução de uma artéria) ou hemorrágica (rutura de uma artéria), o AVC traduz-se sempre numa interrupção do fornecimento normal de sangue ao cérebro. Como consequência, as células cerebrais são lesionadas e deixam de funcionar normalmente, podendo até morrer.

AVC: que funções são afetadas?

O cérebro controla várias funções corporais, tais como:

  • função motora;
  • equilíbrio;
  • linguagem;
  • visão.

As manifestações de um AVC vão depender da zona do cérebro lesada e da extensão dos danos causados pela falta de irrigação.

Algumas sequelas do AVC podem ser mais ligeiras, outras mais graves, algumas são reversíveis e outras permanentes, mas todas podem afetar a qualidade de vida do doente. As marcas mais comuns são os distúrbios da função motora, que incluem, por exemplo, fraqueza dos membros de um lado do corpo, problemas de postura e dificuldade em andar. A capacidade de raciocínio, a memória e a linguagem também podem ser afetadas. Podem manifestar-se alterações comportamentais, como a apatia e a ansiedade, e alterações sensoriais, como dor neuropática – por exemplo, a dor ciática. As terapias de reabilitação são fundamentais para recuperar as funcionalidades afetadas.

Quem tem maior risco de AVC?

Jovens, idosos, homens ou mulheres, qualquer pessoa pode sofrer um AVC. Por isso, é importante que todos consigamos identificar os fatores de risco que podem facilitar ou predispor a sua ocorrência.

Apesar de existirem alguns fatores de risco que são incontornáveis, outros podem ser reduzidos ou eliminados com alterações no estilo de vida ou através de medicação.

Nos fatores de risco que não são passíveis de qualquer intervenção está a idade, o sexo e a história pessoal ou familiar. Há, contudo, outros fatores de risco que, mediante controlo e tratamento adequado, podem ser minimizados e ter menos impacto no risco de AVC. Deixamos alguns exemplos:

  • sedentarismo;
  • hipertensão arterial e fibrilação auricular;
  • tabagismo;
  • colesterol elevado;
  • diabetes;
  • excesso de peso;
  • consumo excessivo de sal e de bebidas alcoólicas;
  • uso de drogas ilícitas.

Seguir uma alimentação saudável, rica em legumes, fruta e cereais, e pobre em sal, açúcares e gorduras saturadas, associada à prática regular de exercício físico, é o ponto de partida para prevenir um AVC. Os fumadores devem procurar ajuda para deixar o tabaco.

Sinais de alerta para AVC

Reconhecer os sintomas e agir rapidamente é essencial. Existem três grandes sinais de alerta que permitem reconhecer um AVC. São vulgarmente conhecidos por “3F” (de face, fala e força):

  • desvio da face (boca ao lado);
  • dificuldade na fala;
  • falta de força num membro (braço ou perna).

Além destes sintomas, podem ocorrer, subitamente, outras manifestações, tais como:

  • dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo;
  • alterações da marcha; 
  • fala arrastada ou discurso incompreensível;
  • visão dupla ou perda do campo de visão;
  • confusão mental;
  • fortes dores de cabeça súbitas e, em alguns casos, perda de consciência.

Na presença de sinais suspeitos de AVC, peça à vítima para sorrir e para levantar os braços, e tente conversar. Se o sorriso for assimétrico, se só conseguir levantar um braço ou se tiver dificuldade em falar, ligue de imediato para o 112.

Registe a hora, para saber indicar quando o AVC teve início, e mantenha a calma, para responder às perguntas que forem colocadas.

Tenha em consideração que o AVC é sempre uma emergência médica que deve ser atendida o mais rapidamente possível. A evolução e o prognóstico são melhores em doentes que beneficiam de cuidados de saúde adequados nas primeiras horas após o evento. Em regra, quanto menor for o período entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o início do tratamento, menor será o risco de mortalidade e de complicações pós-AVC.

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