No dia 3 de junho de 2026, o voo W4 6220 da Wizz Air Malta, entre Lisboa e Roma Fiumicino, foi cancelado pela companhia aérea poucas horas antes da partida.
Após o cancelamento, solicitei o reembolso da reserva, tendo a Wizz Air informado que o mesmo seria processado no prazo de 7 a 10 dias úteis. Esse prazo nunca foi cumprido.
Posteriormente, a Wizz Air decidiu proceder apenas ao reembolso do voo de ida, recusando o reembolso do voo de regresso com a justificação de que este não foi cancelado. Esta posição é incompreensível, uma vez que o cancelamento do voo de ida impossibilitou totalmente a realização da viagem, tornando inviável a utilização do voo de regresso.
Além disso, até à presente data, apenas foi efetuado o reembolso correspondente a uma das referências da reserva (2 passageiros), mantendo-se os restantes 4 passageiros "em processamento", sem qualquer previsão concreta para a conclusão do reembolso.
Contactei igualmente a eDreams, agência através da qual efetuei a reserva. Fui informada de que a eDreams não pode proceder ao reembolso enquanto não receber os respetivos valores da Wizz Air, alegando que já pagou os bilhetes à companhia aérea. Como consumidora, considero inadmissível ficar prejudicada por um conflito administrativo entre a companhia aérea e a agência intermediária.
Encontro-me, assim, quase dois meses após o cancelamento do voo e cerca de um mês após o pedido formal de cancelamento junto da eDreams, sem ter recebido o reembolso integral da reserva e sem uma solução definitiva.
Solicito a intervenção da DECO Proteste para que sejam salvaguardados os meus direitos enquanto consumidora, garantindo o reembolso integral dos seis passageiros abrangidos pela reserva, incluindo o voo de regresso, cuja utilização foi inviabilizada exclusivamente pelo cancelamento do voo de ida pela Wizz Air.