Uma empregada da Audição Activa ligou para a minha mãe, idosa de 85 anos com demência, oferecendo uma visita ao domicílio para aparelhos auditivos. Coincidência que na mesma semana a mãe tentou obter uma consulta no Centro de Saúde porque tinha dores nos ouvidos.
A minha mãe pensava que um médico ia passar por lá por causa da dor de ouvidos que ela sentia.
Afinal foi um empregado da Audição Activa que lá apareceu. O funcionário recomendou aparelhos auditivos à minha mãe e ajudou-a a colocá-los. Juntou uma grande conversa e a mãe assinou um contrato para a compra dos aparelhos. Na presencia do empregado a mãe lembrou-se de me ligar (assim tinha-lhe avisado se houver alguém em casa que lhe queira vender algo). Atendi o telefone e a mãe passou-me o senhor ao telefone. Expliquei que tinha uma procuração geral para a mãe, que ela sofre de demência e que não achava aconselhável de comprar aparelhos auditivos sem um médico receitar.
Enviei um e-mail com a decisão a resolução do contrato de compra e venda (conforme nos termos do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 24/2014, de 14 de fevereiro) dos aparelhos auditivos ReSound RS Viva VI9605-DRWC, celebrado no domicílio da minha mãe no passado dia 08 de outubro de 2026.
Nos termos do artigo 18.º do mesmo diploma legal, o exercício do direito de livre resolução do contrato principal determina, de igual modo, a resolução automática de pleno direito do respectivo contrato de crédito/financiamento acessório vinculado a esta aquisição.
Solicito que me indiquem, com a máxima brevidade e por escrito, a data para que os vossos serviços procedam à recolha dos equipamentos auditivos e respetivos acessórios na minha habitação, nas exatas condições em que me foram entregues.
Mais solícito, em conformidade com o artigo 12.º do mesmo decreto-lei, a devolução integral do montante de 500,00 € (quinhentos euros) pago na data da celebração do contrato. Para o efeito, indico o IBAN da conta bancária para onde deverá ser efetuada a respetiva transferência (recebeu por e-mail).
Aliás…
Ontem, sexta-feira, ao fim da tarde ligou novamente um empregado da Audição Activa e não foi nada simpático. A mãe disse-lhe ao telefone que não quer os aparelhos que lhe fazem confusão a cabeça.