Venho por este meio apresentar reclamação formal relativamente à recusa de reparação em garantia do anel Ref. GA016OB.13, assistência n.º NR.26260435.
O anel foi adquirido em dezembro de 2024 na Bluebird, tendo sido utilizado apenas a partir da data do pedido de casamento em dez de 2025. Assim, à data da ocorrência dos danos, em 18 de maio de 2026, a peça tinha aproximadamente cinco meses de utilização efetiva.
No dia 18 de maio de 2026, enquanto exercia a minha atividade profissional como psicóloga, senti um beliscão no dedo e verifiquei que o anel partiu-se na zona de união entre o aro e a pedra central. Nesse mesmo dia entreguei a peça na loja Bluebird para análise e reparação ao abrigo da garantia.
No momento da entrega, a colaboradora que recebeu o anel informou-me que não observava sinais visíveis de deformação ou impacto, identificando apenas a quebra da estrutura do anel, a ausência de dois diamantes e a abertura da peça na zona interior. Foi ainda registado o meu pedido de ajuste do tamanho do anel, uma vez que este se encontrava largo o que fazia com que o usasse menos vezes e com mais cuidado.
Posteriormente, recebi um relatório técnico que conclui que os danos resultaram de “desgaste decorrente da utilização normal” e de “esforços mecânicos”, excluindo assim a cobertura da garantia.
Não posso concordar com esta conclusão pelos seguintes motivos:
1. O anel teve apenas cerca de cinco meses de utilização efetiva, período manifestamente incompatível com a descrição de “desgaste acentuado” e degradação estrutural significativa constantes do relatório.
2. O relatório não apresenta qualquer prova objetiva de impacto, deformação, força excessiva ou utilização indevida, limitando-se a apresentar conclusões genéricas sem demonstração técnica que as sustente.
3. O relatório contém erros factuais, nomeadamente a indicação de “perda de um topázio, exigindo a sua substituição”, quando essa pedra permanece no anel e não foi perdida. Tal incorreção levanta dúvidas legítimas quanto ao rigor da análise efetuada.
4. No documento de receção foram registadas “manchas” e “riscos”, informação que não corresponde ao estado real da peça e que contradiz inclusivamente o que me foi transmitido verbalmente no momento da entrega. Possuo fotografias do anel que comprovam o seu estado de conservação.
5. Existe ainda uma discrepância relativamente às datas comunicadas pela loja. O relatório técnico encontra-se datado de 15/06/2026, contudo foram prestadas informações pela loja no primeiro e-mail enviado de que já teriam o relatório técnico.
6. Também merece esclarecimento o facto de o orçamento de reparação apresentado ser de apenas 30 €, apesar de o relatório mencionar trabalhos de soldadura, substituição de pedras (diamante e topázio), polimento e banho de ródio. Esta circunstância levanta dúvidas quanto à real extensão dos danos descritos e à coerência entre a avaliação efetuada e a intervenção considerada necessária.
A mera afirmação de que os danos resultam de desgaste ou força excessiva não constitui prova suficiente da conclusão presente no relatório, sobretudo quando existem inconsistências factuais no relatório técnico apresentado.
Levei o anel a outra ourivesaria que disse que o artigo era demasiado frágil podendo reparar, mas sem garantias de que não volte a partir ao pegar simplesmente num saco de compras. Questiono-me como um anel de ouro de 18k é assim tão frágil e não é abrangido pela garantia a sua reparação.
Solicito a devolução do dinheiro do anel ou um anel novo.