A IKEA Alfragide no departamento de Customer Relations é uma vergonha. Aquilo parece um grupo fechado que se protege a si próprio, onde muita coisa se esconde, se abafa e as chefias se protegem umas às outras, com a ajuda da chefe de People & Culture, Lélia. Depois, quem acaba por sofrer são os colaboradores, que são tratados como se não tivessem direitos nem voz.
Vejam os grupos whatsapp de Teams que existem entre chefias e as mensagens que por lá circulam sobre os colaboradores. Há mensagens em que se fala mal das pessoas, rebaixam quem trabalha e se fazem comentários que mostram bem o respeito que certas chefias têm por quem está no terreno. E depois, quando alguém fala, parece que ninguém sabe de nada e que está tudo bem.
Também há situações relacionadas com a Team Leader caixas e afins de relações com colaboradores, incluindo o ex colaborador Brain, que é casado, e o EX CHEFE SEGURANCA Ricardo e muitos mais. Teams leader e chefias e departamento com comportamentos durante o horário de trabalho que merecem ser esclarecidos, uso telemoveis pessoais, mensagens que devem ser tidas em conta como para o ex seguranca na hora de trabalho, etc.
Depois, as chefias de caixas e outras chefias sabem ou ouvem falar destas situações e fica a sensação de que tudo é abafado e de que há sempre alguém a proteger alguém, com People & Culture pelo meio.
E os Frontliners e as chefias que deviam dar o exemplo? Há situações de pausas atrás de pausas, frontliners sentados na sala junto às caixas a conversar sobre assuntos pessoais e até a ver futebol, enquanto há trabalho para fazer. Mas aos colaboradores comuns exigem tudo, controlam tudo e tratam-nos mal quando alguma coisa não lhes agrada. Para uns parece haver regras e para outros parece que vale tudo.
Afinal, para que servem tantas chefias e tantos Frontliners se nem sempre dão o exemplo, se há falta de organização e se os colaboradores continuam a ser os mais prejudicados? Está na altura de a IKEA olhar bem para o que se passa neste departamento e perceber se faz sentido ter tantas pessoas em cargos de chefia e tantas funções de Frontliner, quando é preciso melhorar a organização, a produtividade e a forma como as pessoas são tratadas.
Não é normal que quem trabalha tenha de cumprir regras enquanto quem devia dar o exemplo parece estar acima delas. Não é normal que os colaboradores se sintam desrespeitados e que os problemas nunca tenham consequências. E muito menos é normal que se crie um ambiente em que as pessoas tenham medo de falar porque acham que as chefias se protegem umas às outras.
A IKEA fala de valores, respeito e espírito de equipa, mas esses valores têm de existir na prática e não apenas nos cartazes. Está na altura de acabar com os favoritismos, com os silêncios e com esta sensação de que há pessoas intocáveis. Os colaboradores merecem respeito, as regras têm de ser iguais para todos e está na altura de rever seriamente o número de chefias e de Frontliners neste departamento. Porque ter cargos não faz de ninguém um bom líder, e quem não dá o exemplo não devia exigir aos outros aquilo que não faz.