Exmos. Senhores,
Venho reclamar da forma como a EPAL está a gerir o restabelecimento do abastecimento de água na minha fração.
Ontem, a EPAL cortou-me a água por falta de pagamento. Após contactar os vossos serviços, fui informado de que só voltariam a ligar a água se substituíssem uma torneira. Apesar de achar estranho que o corte possa ser feito sem estas exigências, mas o restabelecimento dependa de tantas condições, aceitei a intervenção, dada a urgência da situação. Na sequência desse contacto, regularizei a dívida e paguei a deslocação do técnico. O custo da mangueira seria incluído na próxima fatura.
Hoje, recebi o técnico, que partiu a parede, mas se recusou a substituir a mangueira por considerar que não havia espaço suficiente para trabalhar. Fui informado de que tenho agora de contratar um canalizador externo à EPAL para preparar a zona e só depois poderão voltar para instalar a torneira e eventualmente restabelecer a água.
É inaceitável que a EPAL consiga cortar o abastecimento de imediato, mas para o restabelecer imponha sucessivas condições que nem sequer permitem resolver o problema quando o técnico se desloca à minha casa. Tenho demonstrado toda a disponibilidade para colaborar, regularizei a dívida, paguei a deslocação e aceitei a intervenção, mas continuo sem água e sem uma previsão concreta para a resolução.
Estamos a falar de um serviço essencial. Não posso continuar indefinidamente sem abastecimento, sujeito a novas exigências e sem uma solução efetiva.
Solicito uma intervenção urgente, uma data concreta para o restabelecimento da água e a intervenção da ERSAR na análise desta situação.
Aguardo uma resposta urgente.
Com os melhores cumprimentos,
João Carrilho