Exmo(a). Sr(a).
Sou morador no Laranjeiro, em Almada (código Postal 2810-210).
Cheguei a Portugal no dia 17 de Junho de 2026. Desde essa altura, no espaço de duas semanas, já houve 4 (quatro) cortes no abastecimento de água. Se não estou enganado nos dias 18 e 23 de Junho, e nos dias 1 e 2 de Julho.
No primeiro corte ainda obtive uma justificação por parte dos SMAS, havia uma ruptura; para todas as restantes ocorrências não houve justificação, apenas uma mensagem a reportar a existência de problemas, em resolução.
Tenho 53 anos e fui criado no Alentejo, não me recordo de uma situação similar, não me lembro de quatro ocorrências num tão curto espaço de tempo.
Confirmei também que os cortes de água não se verificam no centro de Almada, ou seja, são localizados, mas não limitados, ao Feijó e Laranjeiro.
Em 2026, não é aceitável esta situação; parecem haver cidadãos de primeira e de segunda em Almada.
Existe no mínimo displicência por parte da Câmara de Almada e dos SMAS.
Os cortes no abastecimento, que acontecem agora de uma forma normalizada, são uma profunda falta de respeito pelos munícipes, uma quebra no contrato existente entre os cidadãos e o munícipio, e qualquer justificação peca por ser apenas uma desculpa oca para a não prestação de um serviço essencial. É na sua essência apenas incompetência do munícipio de Almada.
Exige-se que estas situações sejam corrigidas de imediato, que não se voltem a repetir de futuro.
Sem mais de momento, subscrevo-me,
Pascoal Zeferino