Resido no centro de Vila do Conde e há pelo menos dois anos que me deparo com problemas persistentes na qualidade da água da torneira, nomeadamente um sabor extremamente desagradável e uma quantidade de calcário que considero excessiva.
O problema não se limita ao incómodo causado pela água. O calcário acumula-se rapidamente nas torneiras, incluindo nas novas, e na cabine de duche, deixando depósitos persistentes e obrigando a uma limpeza constante. Esta situação provoca desgaste e deterioração dos equipamentos, representando custos adicionais para os consumidores que não deveriam ser ignorados.
Além disso, tenho sofrido de secura e comichão na pele e no couro cabeludo. Ao utilizar água mineral engarrafada para lavar o rosto e o cabelo, notei uma melhoria imediata. Esta diferença leva-me a suspeitar que as características da água da rede possam estar a contribuir para estes problemas.
É inaceitável que os consumidores tenham de suportar os custos de manutenção e substituição de torneiras e outros equipamentos devido à acumulação persistente de calcário, sem informação clara sobre a dureza da água e sem uma resposta concreta da entidade responsável pelo abastecimento.
Numa habitação com uma renovação da casa de banho há apenas cinco anos, fui obrigada a substituir uma torneira que se encontrava num estado de deterioração extremamente avançado, com uma acumulação de calcário que considerei anormal para o tempo de utilização. O próprio profissional responsável pela troca da torneira, ficou incrédulo quando soube que a mesma tinha apenas cinco anos de uso doméstico.
Não estamos, portanto, a falar apenas de manchas superficiais ou de uma questão estética. Estamos a falar de equipamentos que se deterioram, de despesas suportadas pelos consumidores e da necessidade de perceber se as características da água fornecida estão a contribuir para estes danos.
**Exijo que a INDAQUA Vila do Conde esclareça:**
- Qual é a dureza da água fornecida no centro de Vila do Conde e quais foram os valores registados nos últimos dois anos.
- Se foram detetadas alterações na composição, no tratamento ou na origem da água durante esse período.
- Que medidas estão a ser tomadas para investigar e esclarecer as queixas relativas ao sabor e à acumulação excessiva de calcário.
- Se existe algum mecanismo de compensação ou responsabilização quando as características da água provocam danos comprovados nos equipamentos domésticos.
A água é um serviço essencial e os consumidores têm direito a informação transparente sobre a sua qualidade. Não basta afirmar que a água cumpre os parâmetros legais de potabilidade: é necessário esclarecer as características da água fornecida, investigar as reclamações e responder às consequências práticas que os consumidores enfrentam.
Solicito uma resposta concreta, fundamentada em resultados de análises e dados verificáveis, e não uma resposta genérica que não esclareça o problema.
**Os consumidores não devem ser deixados sozinhos a suportar os custos e as consequências de uma situação que merece ser devidamente investigada.**