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Água da torneira com excesso de calcário, sabor desagradável e consequências na pele e cabelo.

Em curso Pública

Problema identificado:

Problemas na prestação do serviço

Reclamação

L. L.

Para: INDAQUA

22/10/2026

Resido no centro de Vila do Conde e há pelo menos dois anos que me deparo com problemas persistentes na qualidade da água da torneira, nomeadamente um sabor extremamente desagradável e uma quantidade de calcário que considero excessiva. O problema não se limita ao incómodo causado pela água. O calcário acumula-se rapidamente nas torneiras, incluindo nas novas, e na cabine de duche, deixando depósitos persistentes e obrigando a uma limpeza constante. Esta situação provoca desgaste e deterioração dos equipamentos, representando custos adicionais para os consumidores que não deveriam ser ignorados. Além disso, tenho sofrido de secura e comichão na pele e no couro cabeludo. Ao utilizar água mineral engarrafada para lavar o rosto e o cabelo, notei uma melhoria imediata. Esta diferença leva-me a suspeitar que as características da água da rede possam estar a contribuir para estes problemas. É inaceitável que os consumidores tenham de suportar os custos de manutenção e substituição de torneiras e outros equipamentos devido à acumulação persistente de calcário, sem informação clara sobre a dureza da água e sem uma resposta concreta da entidade responsável pelo abastecimento. Numa habitação com uma renovação da casa de banho há apenas cinco anos, fui obrigada a substituir uma torneira que se encontrava num estado de deterioração extremamente avançado, com uma acumulação de calcário que considerei anormal para o tempo de utilização. O próprio profissional responsável pela troca da torneira, ficou incrédulo quando soube que a mesma tinha apenas cinco anos de uso doméstico. Não estamos, portanto, a falar apenas de manchas superficiais ou de uma questão estética. Estamos a falar de equipamentos que se deterioram, de despesas suportadas pelos consumidores e da necessidade de perceber se as características da água fornecida estão a contribuir para estes danos. **Exijo que a INDAQUA Vila do Conde esclareça:** - Qual é a dureza da água fornecida no centro de Vila do Conde e quais foram os valores registados nos últimos dois anos. - Se foram detetadas alterações na composição, no tratamento ou na origem da água durante esse período. - Que medidas estão a ser tomadas para investigar e esclarecer as queixas relativas ao sabor e à acumulação excessiva de calcário. - Se existe algum mecanismo de compensação ou responsabilização quando as características da água provocam danos comprovados nos equipamentos domésticos. A água é um serviço essencial e os consumidores têm direito a informação transparente sobre a sua qualidade. Não basta afirmar que a água cumpre os parâmetros legais de potabilidade: é necessário esclarecer as características da água fornecida, investigar as reclamações e responder às consequências práticas que os consumidores enfrentam. Solicito uma resposta concreta, fundamentada em resultados de análises e dados verificáveis, e não uma resposta genérica que não esclareça o problema. **Os consumidores não devem ser deixados sozinhos a suportar os custos e as consequências de uma situação que merece ser devidamente investigada.**


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