Reclamações recentes

N. C.
19/10/2026

Reclamação contra Norauto Portugal – Alteração abusiva de regulamento de campanha promocional

Exmos. Senhores da DECO, ​Vem por este meio solicitar a vossa intervenção e apoio no âmbito de um litígio de consumo com a empresa Norauto Portugal, relativo à recusa injustificada da aplicação de uma campanha publicitária e posterior alteração unilateral das condições da mesma. ​1. Descrição dos Factos ​No passado dia 13 de outubro de 2026, desloquei-me à loja física da Norauto Carcavelos com o intuito de adquirir um pneu para scooter (Pneu Scooter PIRELLI ANGEL SCOOTER 120/70 - 14 55P TL, Ref. Norauto: 2166074) e acionar a promoção em vigor "Reembolsamos 10× a Diferença em pneus" (válida de 1 a 31 de outubro de 2026). ​Na loja, a aplicação da promoção foi-me recusada verbalmente com o argumento informal de que a campanha não abrangia pneus de motociclos/scooters. ​Na mesma data, consultei o regulamento oficial publicado no site da Norauto, onde a regra estabelecia textualmente: ​"Reembolsamos 10x a diferença se encontrar um pneu novo e com a mesma dimensão comparável com o nosso mais barato, noutra loja!" À data da deslocação e do meu pedido, não existia no regulamento público qualquer exclusão ou restrição relativa a pneus de motociclos/scooters. ​Apresentei prova do preço do mesmo pneu num concorrente (Autodoc: 55,49 € vs. Norauto: 58,28 €), cabendo a aplicação de um desconto direto de 27,90 € (2,79\ € \times 10), perfazendo o valor final de 30,38 €. ​Em face da recusa na loja, remeti uma exposição formal por e-mail para o Serviço de Apoio ao Cliente da Norauto, anexando os comprovativos de preço e o printscreen do regulamento em vigor à data dos factos. ​2. Resposta da Norauto e Alteração Posterior do Regulamento ​No dia 19 de outubro de 2026, recebi a resposta do Apoio ao Cliente da Norauto a indeferir o meu pedido, alegando que a campanha "não é válida em pneus de moto", anexando uma imagem do regulamento do site. ​Ao verificar o site oficial da Norauto após a receção da resposta, constatei que as condições da campanha foram alteradas à posteridade (após a minha reclamação) para passar a incluir explicitamente a exclusão de pneus de moto. ​3. Fundamentação Legal / Violação dos Direitos do Consumidor ​Considero que a conduta da Norauto configura: ​Prática Comercial Enganosa (Dec.-Lei n.º 57/2008, de 26 de março): Ao publicitar uma condição geral sem restrições de categoria de veículo e recusar a sua aplicação no ato de compra. ​Alteração Unilateral e A posteriori de Regulamento Promocional: A alteração das regras de uma campanha em curso não pode ter efeitos retroativos para privar o consumidor de um direito adquirido ao abrigo do regulamento publicitado e em vigor na data em que solicitou a compra. ​4. Pedido ​Face ao exposto, solicito o apoio da DECO no sentido de intervir junto da Norauto Portugal para que seja garantida a aplicação do desconto publicitado à data dos factos (13/10/2026), autorizando a aquisição do pneu em causa pelo valor final recalculado de 30,38 €. ​Junto em anexo: ​Cópia do e-mail enviado à Norauto no dia 13/10/2026 e respetivos anexos (comprovativo de preços e regulamento original). ​Cópia da resposta da Norauto enviada a 19/10/2026. ​Imagem comprovativa das alterações introduzidas posteriormente no site da Norauto. ​Com os melhores cumprimentos, Nuno Candeias

Encerrada
N. B.
19/10/2026

Cobrança de serviços e componentes não autorizados

No dia 14/10/2026 efetuei uma reserva online para a realização de uma Revisão Intermédia com filtro de óleo na loja Norauto Rio Tinto, agendada para o dia 17/10/2026 às 14h00, pelo valor promocional de 84,50€, com pagamento na loja. Esta reserva encontra-se devidamente confirmada pela Norauto. No dia 17/10/2026 apresentei-me na oficina para entregar a viatura. Durante o processo de receção foi-me solicitado que rubricasse um documento eletrónico, tendo questionado a colaboradora sobre o conteúdo do mesmo, uma vez que apenas tinha acesso ao campo de assinatura. Foi-me informado que a assinatura servia apenas para formalizar a entrega da chave da viatura. Confiando nessa informação, procedi à assinatura. Poucos minutos depois recebi por email a Ordem de Reparação n.º 1313 com um valor total previsto de 203,46€, muito superior ao valor da reserva efetuada. Ao verificar o documento constatei que incluía diversos serviços e componentes adicionais que nunca solicitei nem autorizei previamente, nomeadamente montagem de filtro de ar, montagem de filtro de habitáculo, opção ecorevisão gasolina, opção ecorevisão gasóleo, filtro de habitáculo e filtro de ar. Face a esta situação, regressei imediatamente à loja para solicitar esclarecimentos. Foi-me comunicado que a informação constante da ordem de reparação era meramente para efeitos de reserva dos filtors e que não deveria preocupar-me, pois esses custos não seriam considerados na faturação final. Posteriormente fui contactado telefonicamente durante a intervenção e foi-me proposta a realização de uma descarbonização do motor e a substituição do líquido de refrigeração. Questionei expressamente qual seria o valor total a pagar e, com base na informação transmitida, autorizei apenas estes serviços adicionais. Contudo, no momento do pagamento final, verifiquei que continuavam a ser cobrados componentes que nunca solicitei nem autorizei, nomeadamente o filtro de habitáculo e o filtro de ar, sob o argumento de que constavam da ordem de reparação previamente assinada. Recordo que essa assinatura foi obtida sem que me tivesse sido facultada a consulta do documento e após me ter sido transmitido que se destinava apenas à entrega da viatura. Além disso, quando questionei o conteúdo da ordem de reparação, fui informado de que se tratava de um erro e que tais custos não seriam aplicados. Considero esta situação extremamente grave e lesiva dos direitos do consumidor. Um cliente não pode ser induzido a assinar um documento sem conhecimento efetivo do seu conteúdo e posteriormente ser responsabilizado por serviços ou materiais que nunca solicitou nem autorizou de forma esclarecida. Adicionalmente, solicitei a aplicação do desconto 5% associado à meu cartão Endenred tendo sido informado de que o mesmo já estaria refletido na fatura. Contudo, após análise dos valores cobrados, fiquei com sérias dúvidas quanto à efetiva aplicação desse desconto, motivo pelo qual solicito igualmente a verificação desta situação. Solicito a análise desta reclamação, o esclarecimento formal dos factos descritos, a revisão dos valores cobrados indevidamente e a adoção de medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer com outros clientes. A perda de confiança resultante deste episódio é total, pelo que considero o atendimento e os procedimentos adotados pela Norauto Rio Tinto manifestamente inadequados e contrários aos princípios de transparência e boa-fé que devem pautar a relação com os consumidores.

Em curso
J. G.
14/10/2026

Reparação não resolveu a avaria e falta de resposta da chefia

Exmos. Senhores,Venho reclamar do serviço prestado no centro Norauto Vila Nova de Gaia (Arrábida Shopping) ao meu veículo Hyundai Kauai EV, matrícula BQ78TM. Factos:1. A 01.10.2026, o painel do veículo passou a indicar "Voltar a encher arrefecedor do inversor", apesar de o reservatório estar cheio (176 134 km). 2. A 02.10.2026, na oficina, foi feita a revisão para veículos elétricos, com mudança do líquido de refrigeração (fatura de 125,49 €), e foi substituída a bateria de 12 V (fatura de 74,09 €). O aviso manteve-se. 3. O chefe de oficina diagnosticou a avaria na bomba de água auxiliar. A 08.10.2026 aceitei o orçamento n.º 461754, no valor de 774,94 €, que incluía a peça, a montagem e a adaptação de software. A intervenção foi feita e faturada a 12.10.2026, com o veículo a 176 374 km. 4. A 14.10.2026, dois dias e cerca de 83 km depois da reparação, o aviso voltou a surgir (176 457 km), como mostra a fotografia do painel em anexo. Até hoje levei o veículo à oficina quatro vezes por este problema. 5. A peça antiga não me foi entregue, pelo que não consigo confirmar o que foi substituído. 6. As faturas contêm quilometragens incorretas: 172 023 km na revisão e "96 808 km segundo cliente" nas restantes, quando o veículo tem cerca de 176 400 km. 7. A 14.10.2026, às 10:26, telefonei para o 22 377 1000 para falar com o chefe de oficina. Um colaborador informou que ele não se encontrava e que ligasse no dia seguinte. Ao pedir para falar com o responsável do estabelecimento, foi-me dito que não havia ninguém disponível por estarem em reunião. Considero este atendimento desrespeitoso e inaceitável. Pedido: - Nova intervenção, com horário marcado a evitar que eu fique a me deslocar com mais custas de transporte. - Serviço, sem custos para mim, com diagnóstico completo e purga do circuito de arrefecimento, ao abrigo da garantia da reparação. - Relatório escrito do diagnóstico e do trabalho realizado. - Entrega da peça substituída ou comprovativo da sua substituição. - Reemissão das faturas com a quilometragem correta. - Contacto do responsável do estabelecimento num prazo razoável. Anexo as faturas e as fotografias do painel.

Em curso
F. C.
30/08/2026

Cobrança de serviço adicional não solicitado

Exmos. Senhores, No dia 04/08/2026, efetuei telefonicamente uma marcação na Norauto para o meu veículo, tendo solicitado apenas a mudança do óleo e do filtro. Posteriormente, ao analisar a fatura, verifiquei que me foi cobrado, além dos serviços solicitados, o valor de 11,50 € correspondente à “Opção EcoRevisão Gasolina 1”, identificada pela própria Norauto como uma opção/serviço adicional. Contactei a Norauto a solicitar a devolução desse valor, esclarecendo que não tinha solicitado nem autorizado a inclusão da EcoRevisão. Na resposta, a Norauto afirmou que existiu uma “aceitação/adjudicação” do serviço, remetendo essencialmente para o facto de a EcoRevisão constar do orçamento apresentado. No entanto, essa resposta não esclareceu a questão que coloquei. Por esse motivo, voltei a contactar a Norauto e solicitei expressamente que me indicassem em que momento da gravação da chamada telefónica manifestei o meu consentimento para a inclusão da “Opção EcoRevisão Gasolina 1”. Esclareci também que não estava em causa saber se o serviço tinha sido realizado ou se constava do orçamento, mas sim saber quando e de que forma manifestei a minha vontade de contratar esse serviço adicional. Até ao momento, a Norauto não respondeu a este segundo pedido. Assim, solicito que a Norauto : Indique concretamente em que momento da gravação telefónica aceitei ou autorizei a contratação da “Opção EcoRevisão Gasolina 1” e caso não consiga demonstrar uma aceitação clara desse serviço adicional, proceder à devolução dos 11,50 € cobrados. Saliento que, aquando da marcação telefónica, o serviço que solicitei foi apenas a mudança do óleo e do filtro, não tendo solicitado a EcoRevisão. Considero, por isso, que a comunicação de um valor global para a mudança do óleo e do filtro, sem que me tenha sido perguntado se pretendia ou autorizava a inclusão da EcoRevisão, não demonstra, por si só, que eu tenha manifestado vontade de contratar esse serviço adicional. razão pela qual solicito que seja demonstrado o meu consentimento efetivo através da gravação da chamada. Cumprimentos, Filipa Cunha

Resolvida
F. M.
14/08/2026

Norauto - Danos na jante e para-choques após substituição de pneu

Entreguei a minha viatura na Norauto Alfragide apenas para substituir um pneu que tinha furado com um prego, esperando um serviço simples e sem complicações. No entanto, tive uma experiência completamente inaceitável, tanto pela forma como a viatura me foi devolvida como pelo acompanhamento pós-reclamação. Quando fui buscar o carro, reparei de imediato que a jante onde foi colocado o pneu novo estava riscada, com marcas visíveis que certamente não existiam antes. Além disso, estava suja e com restos de borracha ou goma em várias zonas, incluindo junto às porcas, o que mostra claramente vestígios da intervenção. Reportei imediatamente o problema e a resposta foi negar qualquer responsabilidade, com a justificação de que o equipamento só poderia tocar na extremidade da jante, não sendo portanto possível ter causado aqueles danos. No entanto, assisti ao trabalho feito noutro carro e vi que existe contacto em várias partes da jante ao longo do procedimento. Sublinhei também que não me foi dado qualquer registo, fotografia ou evidência que indicasse danos anteriores na jante. Quando entreguei o carro não havia qualquer referência a riscos ou danificações, nem fui informado disso. Ainda mais grave foi descobrir, numa inspeção mais detalhada ao carro depois do serviço, que o para-choques traseiro estava igualmente danificado, precisamente na zona lateral próxima da roda intervencionada. Nunca tive qualquer acidente com o carro, nunca bati nem raspei a jante ou o para-choques. O dano não podia estar relacionado com o furo, que apenas resultou de um prego, sem qualquer embate noutra superfície. A Norauto afirma que só mexeu no pneu e que o equipamento não toca na zona afetada, mas não explica como pode excluir possíveis danos no para-choques na mesma área, durante a permanência da viatura no interior da oficina. Na minha opinião, uma oficina deve ser responsável por todos os cuidados com o veículo durante o serviço, e não apenas pelas peças diretamente trabalhadas. Solicitei que fossem verificados e preservados todos os registos de entrada, incluindo fotos ou imagens de videovigilância, mas até agora nada foi apresentado. Além dos danos, considero altamente reprovável a postura de rejeição constante da responsabilidade e a ausência de provas que mostrem o estado real da viatura à entrada. Nunca tive um problema destes noutras oficinas em situações semelhantes. Exijo que a Norauto Alfragide assuma e repare totalmente, sem qualquer custo para mim, todos os danos causados na jante e no para-choques. É inadmissível entregar um carro para tão pouco e ter de passar por esta situação, chegando ao ponto de ser o cliente a ter de provar que os danos não estavam lá antes. Caso não seja dada uma resposta adequada, tenciono prosseguir através das entidades reguladoras competentes.

Resolvida

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