Reclamações recentes

L. M.
09/09/2026

Santander - Perda de poupanças devido a phishing, falta de resposta e apoio do Santander

No dia 20 de julho de 2026, pelas 15h20, fui vítima de uma fraude bancária por phishing/engenharia social, que resultou na perda de 99,99% das poupanças da minha conta no Banco Santander (conta com cerca de 28 anos de existência). Os autores usurparam a identidade do Santander via SMS e site fraudulento, simulando conter uma fraude. Foi feita alteração remota do meu número de telefone associado à conta e das credenciais do Netbanco, permitindo transferências de elevados montantes, sem a minha autorização, para contas do Santander e BPI cujos titulares não coincidiam com o remetente — um padrão totalmente estranho ao histórico de 28 anos. Antes das 3 transferências concretizadas, houve ainda uma tentativa que não se consumou. O Santander enviou-me um SMS de alerta às 15h46 desse dia, mas nunca me informou quando (ou se) bloqueou a conta. Sei apenas que decorreram cerca de 2 horas entre o alerta e a concretização das transferências que esvaziaram a conta — ou seja, a conta não estava bloqueada nesse período. Os limites diários de levantamento foram ainda alterados sem autorização (alteração que, segundo o site do Santander, só pode ser feita via SuperLinha ou balcão). Houve também levantamentos presenciais em numerário numa agência, por apropriação ilegítima dos meus cartões. Diligências efetuadas Contactei de imediato a SuperLinha, negando os movimentos e seguindo as recomendações dadas. Fui informado, já após perder os fundos, que a tentativa de recuperação das transferências exigia o pagamento de ~25€+IVA por transferência — paguei por necessidade. Fui contactado a 22/07 para aprovisionar a conta e desloquei-me ao banco a 23/07; nunca fui esclarecido sobre o desfecho deste serviço pago. Foram abertos os processos internos RSV0001278746, RSV0001278745, RSV0001308753 e RSV0001308152. Apresentei auto de denúncia às autoridades no próprio dia, entreguei cópia ao Santander e ao BPI (para onde foi uma transferência) e fiz posteriormente um aditamento ao auto. Entreguei ao banco, a 23/07, um pedido de informação formal (assinado e carimbado como recebido pelo Santander) sobre: (i) diligências de recuperação dos fundos; (ii) medidas preventivas existentes; (iii) tempo de resposta do banco; (iv) tempo até ao bloqueio da conta. Nunca obtive resposta. Prestei todos os esclarecimentos pedidos pelo departamento de Fraudes. As únicas atualizações recebidas foram notificações temporárias na app Santander, a que já não tenho acesso (credenciais comprometidas e não restabelecidas por prevenção) — tirei print-screens dessas notificações. A gestora de conta sabia que estou sem acesso ao Netbanco. A 04/08 recebi notificação de que o processo RSV0001278746 sobre Transferências estava concluído; Entrei em contacto com a gestora de conta para obter mais esclarecimentos, fui informado que o processo continuava oficialmente em aberto, tratava-se apenas de um formalismo por questões de cumprir prazos internos. A 07/08 recebi notificação de que o processo RSV0001308152 Fraudes fora "concluído" mas sem resolução. Ao contactar a gestora, Cristina Valle, foi-me dito que o processo foi encerrado apenas para cumprir um prazo interno (até dia 10 de Agosto), mantendo-se na realidade em aberto. Estranhando a situação, enviei email formal a questionar esta contradição — sem resposta até hoje. Enviei reclamação formal por escrito, pedindo resposta em 5 dias úteis e reservando o direito de recorrer ao Banco de Portugal, ao Provedor do Cliente e à via judicial — sem qualquer resposta. A 03/09 voltei a contactar a gestora por email, pedindo reunião e cópia do contrato de conta e aditamentos. Tanto eu como o meu filho tentámos entrar em contacto com a gestora de conta por telefone várias vezes, sem que nenhuma chamada fosse atendida ou devolvida. Seis dias depois, continuo sem resposta. Já passaram 51 dias desde a fraude sem qualquer resolução, esclarecimento, reembolso ou resposta formal do Santander. Fundamentação legal PSD2 / DL n.º 91/2018 — as operações não foram por mim autorizadas. Pelo art. 113.º, cabe ao banco provar que a operação foi autenticada, registada e contabilizada corretamente, e o mero registo do uso do instrumento de pagamento não prova a autorização do cliente. Pelo art. 114.º, perante uma operação não autorizada, o banco deve reembolsar imediatamente o ordenante até ao final do 1.º dia útil seguinte ao conhecimento da situação, salvo fraude ou negligência grosseira do cliente — o que não é o caso. Este prazo está largamente ultrapassado. Art. 108.º, n.º 2, al. b) do DL 91/2018 — bloqueio do instrumento de pagamento por suspeita de fraude. Art. 15.º do RGPD — direito de acesso a cópia dos meus dados pessoais, incluindo a documentação contratual. Impacto Perdi a totalidade das poupanças de 28 anos de relação com este banco (ainda BCI na origem), o que me causou manifesta carência económica. O arrastar do processo, sem apoio ou esclarecimento, é lamentável e reflete uma falta de consideração grave. A situação tem-me afetado profundamente, sobretudo pela forma como o banco a tem gerido. Pedido Pretendo, acima de tudo, uma solução efetiva de recuperação/restabelecimento dos fundos — não apenas atualizações processuais internas. Assim, solicito: Que o Banco Santander Totta reembolse os fundos perdidos, nos termos do art. 114.º do DL 91/2018, por se tratar de operações não autorizadas cujo prazo legal de reembolso está largamente ultrapassado; Que se apure o incumprimento do banco quanto aos seus deveres de reação e proteção — nomeadamente as ~2 horas entre o alerta SMS e as transferências que esvaziaram a conta sem bloqueio informado, e a remoção não autorizada dos limites de levantamento; A entrega de cópia do contrato de conta bancária e aditamentos, nos termos do art. 15.º do RGPD; Esclarecimento claro e definitivo sobre o desfecho do serviço de recuperação de fundos que me foi cobrado, nunca formalmente comunicado; Resposta ao pedido de informação formal entregue e confirmado como recebido pelo banco, sendo que a sua falta de resposta constitui, por si só, um incumprimento adicional. Nota: o banco dispõe de todos os elementos necessários para corroborar esta informação; por privacidade, não irei anexar dados que considero privados. Luís Manuel Gaspar Fialho

Em curso
L. E.
06/09/2026

Bloqueio Conta Bancária

Exmos. Senhores, Venho solicitar a intervenção da DECO PROteste relativamente ao bloqueio da minha conta bancária no Santander, que se mantém há cerca de dois meses, sem que me seja apresentada uma explicação concreta. Desde o início, o banco informa apenas que a conta foi bloqueada por ordem judicial, no âmbito de um processo, tendo-me fornecido um número de processo que, posteriormente, o meu advogado tentou confirmar junto do DIAP 14.ª Secção. O tribunal informou que não existe qualquer processo em meu nome correspondente à informação fornecida. Já comuniquei esta situação ao Santander, tanto presencialmente como através de reclamação, mas o banco continua a afirmar que não possui qualquer informação adicional e que devo aguardar um eventual contacto do tribunal. No entanto, após dois meses, continuo sem receber qualquer notificação ou esclarecimento. Este bloqueio está a causar-me graves dificuldades financeiras e pessoais, nomeadamente impossibilidade de utilizar normalmente o meu próprio dinheiro, efetuar pagamentos e cumprir atempadamente as minhas despesas e obrigações pessoais. Considero extremamente preocupante estar privado do acesso à minha conta durante tanto tempo sem conseguir sequer confirmar a existência do alegado processo judicial. Assim, solicito à DECO PROteste que analise a situação, me informe sobre os meus direitos e me oriente sobre as medidas que posso tomar para obter esclarecimentos do Santander e, caso não exista fundamento válido, conseguir o levantamento do bloqueio e eventualmente reclamar os prejuízos causados. Posso disponibilizar todas as reclamações, comunicações do banco e documentação obtida através do meu advogado. Com os melhores cumprimentos, Lúcio Casimiro Manuel Eduardo NIF: 311 932 924 +351 937 156 287 E-mail: lessezzy@gmail.com

Em curso
N. G.
31/08/2026

Recusa de reembolso por avaliação bancária não realizada

Exmos. Senhores, Venho, por este meio, apresentar uma reclamação formal relativamente à recusa do Banco Santander Totta em proceder à devolução do valor que paguei inicialmente para a realização da avaliação de um imóvel destinado à aquisição através de crédito à habitação. No âmbito do processo de obtenção de crédito à habitação para aquisição de um apartamento através de venda judicial, foi solicitada uma avaliação bancária do imóvel, tendo eu procedido ao respetivo pagamento. Contudo, essa avaliação acabou por não ser realizada, nem sequer agendada, na sequência de uma decisão judicial que determinou a não adjudicação do imóvel, em virtude de uma alteração da posição das partes no processo. Importa salientar que esta situação não resultou de qualquer decisão minha, desistência injustificada ou incumprimento da minha parte. Posteriormente, o Tribunal alterou a sua decisão e determinou a atribuição do imóvel a mim, tendo então sido retomado o processo de aquisição. Nessa altura, foi agendada uma nova avaliação bancária, tendo eu procedido novamente ao respetivo pagamento. Foi-me expressamente transmitido pelo Banco que o valor pago pela primeira avaliação, que entretanto não tinha chegado a ser realizada, seria posteriormente reembolsado após a escritura. Entretanto, durante da realização da segunda avaliação, o perito avaliador deslocou-se ao imóvel e informou que existia uma parte do apartamento cuja situação não se encontrava legalizada. Em consequência dessa situação, foi-me comunicado que o crédito apenas poderia avançar após a respetiva legalização. Essa questão não dependia de mim nem resultou de qualquer ato ou omissão da minha parte. A aquisição acabou, por esse motivo, por não se concretizar, tendo o Banco recusado posteriormente a devolução do valor pago pela primeira avaliação. Considero esta situação injusta. Com efeito, relativamente à primeira avaliação, estamos perante um montante que me foi cobrado para um serviço que nunca chegou a ser realizado. Não foi elaborado qualquer relatório de avaliação na sequência desse primeiro pagamento, nem obtive qualquer prestação ou benefício correspondente a esse valor. Reforço ainda que, durante todo o processo, atuei de boa-fé, seguindo as instruções do Banco e suportando os custos que me foram solicitados. A não concretização da aquisição não resultou de uma desistência voluntária ou de qualquer comportamento que me possa ser imputado. Mais importante ainda, foi-me anteriormente assegurado pelo Banco que o valor pago pela primeira avaliação seria objeto de reembolso após a escritura, o que criou uma legítima expectativa de que esse montante me seria devolvido. Assim, solicito formalmente a revisão da decisão de não proceder ao reembolso e a devolução integral do valor pago pela primeira avaliação, uma vez que a mesma nunca chegou a ser realizada. Caso o Banco mantenha a recusa de reembolso, informo desde já que, não sendo possível resolver esta situação diretamente com o Santander, apresentarei a respetiva reclamação junto do Banco de Portugal, bem como através dos meios de reclamação legalmente disponíveis, juntando toda a documentação e comunicações relativas ao processo, incluindo os elementos que comprovam os pagamentos efetuados, a não realização da primeira avaliação e a informação que me foi transmitida relativamente ao respetivo reembolso. Solicito, por isso, que esta reclamação seja analisada e revista a decisão anteriormente comunicada. Fico a aguardar uma resposta escrita e fundamentada. Com os melhores cumprimentos, Nina Gruszczynska

Em curso
J. C.
24/08/2026

Empréstimo não revisto - Certificado multiusos

Caros Srs, Após me ser diagnosticado uma doença oncológica e tendo obtido o certificado multiusos, solicitei em 2024 a revisão da prestação mensal do pagamento empréstimo habitação, até á data não me foi dada nenhuma resposta. Cumprimentos João Costa

Em curso
C. C.
05/08/2026

Divida indevida

Exmos. Senhores da DECO PROteste, Venho solicitar a vossa intervenção relativamente a uma situação que tenho com o Banco Santander, relacionada com uma dívida/cobrança que me está a ser imputada e que contesto. Considero que esta situação ocorreu devido a falta de informação adequada e/ou informação incorreta prestada pelo banco, não tendo eu recebido, em tempo útil, as informações necessárias para poder tomar conhecimento da situação e agir de forma a evitar a cobrança atualmente exigida. Por esse motivo, não concordo com o valor que me está a ser cobrado e não considero justo ser responsabilizada por uma dívida que resultou, na minha perspetiva, de uma falha de informação por parte do próprio banco. Já apresentei uma reclamação diretamente ao Banco Santander, por escrito, no dia 01/06/2026, na qual expliquei a situação e solicitei que o banco analisasse o caso e apresentasse uma solução. No entanto, venho agora solicitar o apoio da DECO PROteste, para que possam analisar a documentação que envio em anexo e, dentro das vossas possibilidades, interceder junto do Banco Santander para tentar solucionar esta situação, nomeadamente para que a cobrança seja devidamente revista e seja considerada a possibilidade de anulação da dívida que contesto. Reforço que não me recuso a cumprir uma obrigação legítima. O que contesto é precisamente a existência desta dívida nas condições em que me está a ser exigida, uma vez que considero que fui prejudicada pela falta de informação adequada por parte do banco. Assim, agradeço que possam analisar o meu caso, orientar-me relativamente aos meus direitos e, se possível, entrar em contacto com o Banco Santander para procurar uma solução para esta situação. Junto em anexo a cópia da comunicação que entreguei ao banco, para que possam verificar o conteúdo da minha reclamação. Agradeço desde já a atenção e aguardo a vossa orientação.

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